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Frases de Luciano Calazans

39 frases

IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também
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IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também De refúgio da criação Invólucro dos pesares Caixa de Pandora aberta Em um eterno-efêmero momento de solidão O estar perto e longe do firmamento particular Uma algoz que atormenta o tormento Uma sombra iluminada por idéias que se misturam Em um liqüidificador de sons imaginários e reais ou solidificador de imagens de sons. Vêm me buscar quando não preciso Me abandona quando o sim encontra o não Paredes e arrebóis carregados de uma leve frustração De quem quer o que tem e não pode ter o que quer Penso! Penso! Penso... Criação? Às vezes não. A respiração predadora da alma inquieta Não levanta sua flâmula, seu pendão branco. E resta-me a réstia de um novo amanhecer.

E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte
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E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte Sem porto Ambíguo e quase menos vivo Então ouvi seus olhos Cheirei tua boca Afaguei teu sorriso Beijei sua nuvem Então sorri teu pranto Uma vida chegando Duas estrelas, um ventre Fecundo e tenaz Então cataclismas - breve torpor de nossas almas. Então movimentos Circulares Círculos de Plotino Círculos de Hipátia Círculos de Dante Universo ensimesmado Infindáveis questionamentos... Não caíste em desmantelo Naquele ano do nosso senhor - tempo Que o vento não levou e brisa sorridente Nos gracious com choros enfantes sem dentes Então chorei teu sorriso Reguei seu jardim Então a luz chegou Poderosa e ofuscante Então sorrimos o choro...

ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta
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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta Aberta para outros portos Não que me importe com a sua vida Alheia ao meu inteiro dispor Não que me importe com meu segundo círculo Do meu inferno de antes Ainda ouço o canto da cotovia Estranho o canto do sabiá do forte E suas melodias sinuosas em plena Hora que o anjo também costuma Versar, cantar Amigos, Angelus, flores Mil melodias de cantos e prantos Numa saborosa agonia Espanto! Não que eu queira me antecipar Mas se a dor purifica a alma azul Peço às cotovias e sabiás Em forma de anjos Que cantem suas mis melodias Em cânones reverberados e retumbantes O sim O sim O sim Desejo este atendido Pelas singelas aves-anjos Aos que penam no segundo inferno Não que seja o recomeço Mas ouvi os anjos a cantar Não sofras coração maculado Não! Não! As portas estão abertas e o que está atrás delas também. Não que me importe por alguns momentos me calar. Quem sou eu para com quimeras Desafiar os cantos dos anjos, cotovias e sabiás?

CASO VOCÊ NÃO SAIBA. Não! Não ouvirei o sussurro da sanha De temer a luta — e não ser temido
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CASO VOCÊ NÃO SAIBA. Não! Não ouvirei o sussurro da sanha De temer a luta — e não ser temido De temer o luto — sem ao menos lutar! De temer sanhas, façanhas e artimanhas De uma vez por todas, daqueles que tentam amiúde fazer o auriverde, pendão auriverde, brado auriverde sangrar. Não sou Aquiles tampouco Heitor E Não serei o fígado de Prometeu... Quero Atena atenuando a quase calefação do meu sangue, vermelho sangue, suado sangue — enquanto párias jogam xadrez Macabras aritméticas Tenebrosas equações Quinhentos e treze é morte, é monturo e azar Malfadado português falado por quem desconhece os verbos, incluindo o SER! Preferem à revelia de milhões, E em milhões o verbo Ter... Poder? O que é poder? Onde começa? Onde termina Poder é não querer e poder não sucumbir à besta e suas quinhentas e treze cabeças Línguas bifurcadas, perdidas, enroladas, perdidas e ensimesmadas. Poder? Prefiro não discorrer sobre tal verbo Tão procurado da mais vil forma subsidiado pelo mais vil metal. Quero o sonho, o pão e a arte Quero a vida comungada em qualquer parte Quero a lucidez da comunhão Quero a loucura do sim e do não Quero abrigo para os meninos Quero abrigo para as meninas Quero água do sertão E a brisa beira-mar Quero o rio doce em minha língua Quero minha pátria Tabaréus, cafuzos, mamelucos, mulatos – nação vira-lata! Sim! Vira-lata! Prestem atenção! A besta jamais dirá sim Sem algo em troca. Quinhentos e treze cabeças Bilhões de Aves Marias Amém . Luciano Calazans. Salvador, Bahia. -

LU- Curas Essa coisa que trago e que me traga essa desmesura de luz que aporta
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LU- Curas Essa coisa que trago e que me traga essa desmesura de luz que aporta Em meu cais aberto às embarcações vindas do nada, trazendo sua mercadorias Catraias, saveiros, navios mercantes diferentes idiomas, trazem consigo Variados fusos e confusões diárias esquecendo o silêncio profundo da alma Sim, me tragam, sugam e devoram parte dos restos em entropia latente naus perdidas em águas, como gente Num ato antropofágico e ambivalente num vai e vêm interminável e angustiante Ah! Que saudade de um novo Dante Do Estige, hoje, paraíso revisitado de círculos que poderiam não girar Nessa coisa que traga, engole, rumina Labaredas de um fogo eterno e nuclear que só jaz quando o silêncio solitário Traz a paz para uma reflexão Que a vida me trague e me traga, então. Luciano Calazans.

TRÊS Três palavras, três suspiros Três estrelas, cinturão de Órion
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TRÊS Três palavras, três suspiros Três estrelas, cinturão de Órion Três vidas, três canções Três amores, vastidão Três por quatro, três, quatro, cinco, seis, sete... Nu quarto... Três motivos, três centelhas Três divinos, "trés bien" Tríade perfeita, do sim, do não e do ser Três quatros estações Três letras : AMO! Três anos de homogêneos pensamentos De alguns poucos tormentos De azul no firmamento. Feliz sou por ser seu Três mil vezes, três mil cantos Três anos luz! À Tais Nader, com todo amor que há em meus nada quietos, corações e mentes!

“A MORTE É A ÚLTIMA QUE DORME” Se uma nova vida da morte brota Vivemos em um edênico e turbulento jardim
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“A MORTE É A ÚLTIMA QUE DORME” Se uma nova vida da morte brota Vivemos em um edênico e turbulento jardim De epitáfios Se a morte é outra espécie de vida Aquém e além das vãs filosofias Além e aquém de toda analogia(mortal?) Somos o grão e o adubo O graal e o escudo O horizonte que emudece quando O sol se deita em seu leito Se aninha em seu peito E num novo alvorecer, brada: estou aqui! Só para você! Somos lápides e cinzas Não de Quartas do final Não da Quinta do Carnaval Tigres sem Eufrates Estige sem barqueiro Chama sem candeeiros Castiçais sem sombras de vela. A vida nova morte é certeza Qual a certeza que estamos por ora vivos O que nos traz um parco conforto, um alívio efêmero Que será tragado, deglutido Pelo espaço e tempo, em úteros, convertidos. O céu está ao nosso lado O inferno também O horizonte é o que nos cerca Nos engole e nos dejeta Num tépido e silencioso vai e vem Como as ondas do oceano Como o mendigo que agora observo Resmungando como o poeta A tradução mexicana da odisseia de Homero. Vai acunam! Desfruta dos braços do horizonte E em seu brado mais que demais retumbante Desperte em luz e nos vários tons do alvorecer. Luciano Calazans, Salvador, Bahia, 14/11/2017 À Manuca Almeida (in memoriam)

#12; QUANDO CHOVEU (reflexão sobre uma melodia homônima)
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#12; QUANDO CHOVEU (reflexão sobre uma melodia homônima) Em uma bruma qualquer da vida Encontrei algo próximo da plenitude Sem feridas ou chagas em nenhuma parte do corpo ( ou de mentes) Chovia... Era o céu em desmantelo ... Suave derramar de um cheiro de alegria e fantasia Transeuntes desatentos e ignóbeis em seus "possantes" Pareciam vermes rastejantes alheios ao que ali acontecia Naquele dia choveu... Corpo que queria e transpirava a outra face Jazia estatelado em frente à Deusa (chuva) e à outra parte em uma audiência de corações Ah! Como é doce o poder que todos temos, que é a simples fantasia Renegada por uma triste maioria Que preferem o real ao sonho Chovia fantasia naquele dia Vem, ó magnânima e pungente chuva! Vem e roça meu rosto alegre e revigorado por seu cheiro e sabor O que era tristeza naquele dia A sacramentada água da chuva Consigo levou Ainda que tardia A alegria e esperança Virá e verá com sua face enluarada Tudo o que um dia o amargo levou Naquele dia chovia união Naquele dia choveu a mais cândida emoção. Naquele dia, simplesmente chovia Uma leve afeição. Choveu quando encontrei a Deusa despida da angústia e aflição. Naquela chuva toquei os pingos Quando choveu as cordas do pinstrumento caíram em pranto. Choveu.

MILAGRES À GRANEL Há quem não acredite em milagres Há quem tenha certeza que é só uma miragem
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MILAGRES À GRANEL Há quem não acredite em milagres Há quem tenha certeza que é só uma miragem Há quem duvide do quase não difícil Há quem acredite no impossível Há quem creia que o passível é o mesmo que passivo ou permissivo Há quem acredite que o incrível não é crível! Vejam vocês: o impossível é passível de possibilidades O possível, por sua vez, é repleto de impossibilidades O sol não se põe no horizonte, pois o horizonte é nada mais nada menos que uma miragem; uma ilusão. Mas é impossível e crível não existir o esplendor aos olhos da poesia. O milagre está aí(ou ali) tão longe e tão perto. Cabe aos olhares crentes — e até não crentes Que a luz coexiste com a escuridão e Que o sim coexiste com o não em suas mais difíceis entranhas. Observo uma bola de fogo, uma gema, um ovo cercada por por cores qual um imenso afresco celestial pintados por elementos naturais que fazem parte do nosso corpo e consequentemente da nossa breve existência. Que poder esta obra-prima mutante tem sobre os que fitam com muitos sentimentos guardados ou soltos Retos ou tortos Vivos ou mortos Há quem acredite em milagres... Sou um deles Você, Idem Então viva os incríveis, críveis, impossíveis, passíveis com permissividade e regozijo Os milhões de milagres que estão à sua volta, no alto e debaixo da terra. Você é um milagre! Felizes Anos Novos! Luciano Calazans. Salvador, Bahia. 28/12/2017

O que tanto esperei(cria minha) Quando vejo você dormindo seu sono é o doce grito da paz
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O que tanto esperei(cria minha) Quando vejo você dormindo seu sono é o doce grito da paz Beijo o silêncio vestido de música Que emana dos anjos que te cercam Quando vejo você sorrindo Um sorriso que desconstrói qualquer traço de tristeza A mente vai ao momento em que esteve dentro de mim, só meu. É assim...Você nasceu daqui... Daqui, do esperar sem fim. Foi assim...Você devolveu a luz Que em um grito, pude também ofertar A primeira vez, o primeiro mês Sem desmantelo, sem as regras Boas novas se fizeram em um só dia Convertendo essa mulher em outra... Mais vívida, boba e completa A lacuna que faltava agora preenchida Ah! Meu melhor presente ao futuro. Tempo...Você nasceu de mim Horas...De um esperar sem fim Foi, enfim, você que trouxe a luz Luz essa que guardei só para ti É menino ou menina? Não importava o masculino ou feminino O esperar da plena saúde Era o único verbo a me guiar Semanas que não passavam, dias oscilantes De humor e nãos Inseguranças e certezas Valeram a pena, pois hoje sou forte E você meu norte, quando falta exatidão Nasceu uma canção, o choro mais lindo Composição de dois destinos em uma só beleza – que agora observo dormir Criatura, és o estribilho da minha vida.. hit, refrão..sei lá. Só sei que em ti enxergo e, do meu ventre Desse ventre que tanto lhe esperou Se fortalece a cada segundo o meu cantar A ti...Toda manhã que houver É assim...de onde eu estiver Assim, o amor concretizou Em mim, o que o destino traçou É tanto amor e comunhão Que não cabe só em uma canção Mas acredite, pessoa celestial Que minha alma hoje é sua Sua dor é minha O meu sangue é seu O amor é o teu nome Para toda a minha jornada Luciano Calazans. 14/07/2017

QUANDO TE ENCONTREI Quando te encontrei Num dia de sol
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QUANDO TE ENCONTREI Quando te encontrei Num dia de sol Eu pensei comigo: Como é bom estar vivo e poder Sei que a vida é mais Que um amanhã Vida é um dia E hoje é o dia de você Caminhei em busca de um nada Nada encontrei até aqui O som e a dor E de cara encontro um sorriso Foi você que fez nascer Quando te beijei Linda Quando te toquei Música Pude acreditar Que quando o sol brilhar Quando entardecer Quando ouvir um som Será você Quando o céu chorar Quando o mar gritar E a onda bater Será você Quando eu repetir Eu vou te dizer Como eu sou feliz em ter você.

IMENSO CÉU SEU Com ou sem turbulência O azul daqui de cima
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IMENSO CÉU SEU Com ou sem turbulência O azul daqui de cima É o imã que prende minha alma E seus olhares Brados, pungência... Algodão celestial Sobre a imensidão salgada – nu paladar Doce, no olhar Traz o que é bom Ceifa o que é mau O bem suplanta o sal. Aroma comestível Frágil semblante natural Naturalmente, água e sal Que do céu ganha um presente Um azul quase que onipotente Que traz um sentido - ou vários - real e Ambivalente Dualidade do horizonte Ou horizontes Retidão do universo sem fim O azul, o Branco O mar que morre em mim. Luciano Calazans. Céu Brasileiro, 02/09/2017

DÁ NÃO DÁ A cidade quer a noite A cidade quer o dia
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DÁ NÃO DÁ A cidade quer a noite A cidade quer o dia As baladas querem ritmo Não importa a harmonia O menino quer poder A menina também quer O sagrado é profano Bem me quer ou mal me quer? Somos sós quando queremos Somos brasa em pleno inverno E no verão quase Dezembro A alegria é eterna, terna! "Vamos a la praia" É o refrão mais que mais se ouve Bichos e bichas num só grito: Queremos mais amor Seja como for Seja o que for Sentimento não se mede Queremos mais calor Queremos sol e mar Sentimento não se pede Queremos celebrar Um segundo é importante Depois vemos no que dá Luciano Calazans, 10/08/2017

ANÓDINAS O que sou? Sou um cão
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ANÓDINAS O que sou? Sou um cão Um grão Um não Um tudo Um nada Nada é talvez Tudo é talvez Mal-passado Passado o mau Peço anódinas Quentes, frias, mal-passadas Mas que cheguem depressa Pois a depressão inútil e controversa Está aqui, latente Dentro de mim ou em forma de gente Cercando minha casa de palha Meu jardim de plumas Meu viver de sonhos. O que sou? Um fruto de um ventre Um soprar de um vento leste Uma ponta de icebergue Uma semibreve Preliminar de uma vida seca Linha torta desenhada pelo tempo Que caleja e que ensina Que somos o que não querem Que fomos o que queriam Seremos uma pergunta [sempre] Quem sou? A tépida face que gargalha A funesta sílaba de uma fala A sábia águia a voar Na vastidão de mil tormentos Em segundos, meses, momentos Que voam em uníssono Em diferentes cores e firmamentos O grão germina É da sua natureza Quem enxergar tal grandeza Há de ser sempre a tal águia A grandeza de um grão está em sua morte A grandeza do sim é suportar Um simples não Com ou sem anódinas Passado mau Leite derramado Mal-passado. Quem é você? O que é você? Outra luz a acender...

IN CANTOS Canto nu, uirapuru Canto lá , sabiá
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IN CANTOS Canto nu, uirapuru Canto lá , sabiá Canto não, azulão Canto, embaraço, sanhaço Canto sim, papa capim Canto mal, ó cardeal Galo da campina Minas, esquinas Passarinho em sua sina Canto só, sem voar mocó Sai do peito, Assum preto Canto otário, me salva o canário Belga ou da terra Do céu e das nuvens Bel canto em esperanto Canto nu, urubu Versos emplumados D’alma inquieta Espinha não ereta Que jaz em uma cama Um quarto Assobio sem sucesso O espólio do das penas Pena. Luciano Calazans. Serrinha, Bahia. 22/12/2017

O AMOR DA TERRA Se o eu não reclamar Soltar a minha voz
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O AMOR DA TERRA Se o eu não reclamar Soltar a minha voz Tá claro...sou culpado Sou mais um a ver O seu azul morrer Seu verde rarear É claro! Sou culpado! Sou só um "mano", vendo O futuro derreter e sangrar Em minhas mãos Vendo, o cheiro Da algoz em vários nós Espalhada pelo chão .(mar) Eu quero é viver! Não quero guerra com o planeta Terra Eu quero mergulhar Boiar num mar azul de eras Terra...Somos inquilinos A poderosa mãe Sempre a nos perdoar Com o doce do rio Cascatas, imensidão azul O solo fértil ou não Motivos de canção Que ecoam no divino que há nos corações Amor! Venha! Seja a nossa redenção Nossos filhos estão crescendo Ventres, ventos Pedem mais um bilhão Clamam mais uma canção Queremos renascer! Queremos recriar a terra! Queremos mergulhar Voar no azul do céu de eras Mãe terra.. Somos inquilinos Somos os meninos Somos as crianças Somos as florestas Somos oceanos Somos a esperança! O Amor da Terra. Luciano Calazans. 29/07/2017

Sim! TODOS NÓS SOMOS UM Sim! Ao povo brasileiro Sim! Ao povo do estrangeiro
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Sim! TODOS NÓS SOMOS UM Sim! Ao povo brasileiro Sim! Ao povo do estrangeiro Sim! Ao mar e ao sertão Sim! A quem quer o amor em si Liberdade, Vidigal, Aldeota, Morumbi Em um grito só Praia, Mandacaru, Açucena, Curuzu Em um grito só O país é auriverde Como disse o poeta De Malês, Iorubás O traquejo vem de longe Caiapós e pataxós Satere, tupinambás A magia adentra a selva Guaranis e Caioás O sotaque não importa Somos um só rio Somos um só mar Sim! À labuta honesta dos descendentes Sim! A celebração, à festa dessa gente Sim! Ao côco, ao xaxado e o axé Sim! Ao choro, o Lundu, o Candomblé Ponta Negra, Jacintinho, Diamantina, Itabira A língua é uma só Salinas do Pará, Rio Branco, Santarém, Manaus A vontade é uma só Porque somos o que fomos Colhemos o que plantamos Mas é chegada a nossa hora Mesmo com toda demora Esperança está no feto Tá no ventre, na enxada Tá no mar em movimento Tá no sul , está no norte Do nordeste, Centro oeste Tá num povo que em si é um só Queira ou não queira O baiano é sergipano O gaúcho é paulistano Carioca é manauara O mineiro é goiano E os Deuses, brasileiros Pardos, mamelucos, mulatos Cafuzos, confusos Com fusas, nó atado na garganta Acordes, consonantes ou dissonantes — a música se faz em nós, em milhas Do continente às muitas ilhas... Potiguar é capixaba Paraense é de Roraima Chapecó, Catarinense E o povo é brasileiro Sim! Ao menino e a menina Sim! A o menino que é menina Sim! A menina que é menino Sim! A um povo que constrói o seu destino Obrigado por vocês, Obrigado, meu amor Obrigado à minha terra Das palmeiras, sabiás e Patativas Obrigado ao amor, Sempre, Sim! Todos Nós somos um laço Todos nós somos abraço Todos nós somos gametas Todos nós somos um SOL! Luciano Calazans. Salvador, Bahia 2017.

AGÁ, DOIS...Ó? Qual um anjo...ou drone? Vejo o algo a mais Que os reles pensamentos dos homens;
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AGÁ, DOIS...Ó? Qual um anjo...ou drone? Vejo o algo a mais Que os reles pensamentos dos homens; Vejo os algodões de outrora Supérfluo luxo da agora. Qual a mais célere...ou célebre? Ave de rapina, que plana acima da biosfera Acima dos agás, dos dois, dos ós Sinto àquela criança franzina e curiosa Que transformava qualquer espécie de nuvem Em brincadeira, em prosa Em assunto profundo de roda Em contos sobre Dumont, Zeus, Deus O sideral não era espaço, o tempo não tinha compasso, o azul mais que uma cor. Os meninos gargalhavam às custas dos Devaneios. As meninas, não. Algodão do doce azul do céu Que agora vejo por cima Qual uma ave de rapina Qual uma nave espacial Qual o próprio tempo em si Me trague, Me traga o menino, sempre. O franzino que até hoje é deslumbre Em suas silhuetas — formas, cumes, patos, gumes Do cirros à quase cirrose do poeta Dos cúmulos dissimulados dos falsos profetas Do nimbo Argento Do ninho, Do chão, onde o vôo é mais alto. Luciano Calazans, Céu Brasileiro, 27/08/2018.

Fructus et Ventris Nos dias que orbitavam a Primavera Vi uma fotografia; talvez um vídeo na Televisão...
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Fructus et Ventris Nos dias que orbitavam a Primavera Vi uma fotografia; talvez um vídeo na Televisão... E em um misto de realidade e fantasia Da ribalta que é a vida em si Surgiu um ventre sagrado e fértil Saliente e lindo. Duas vidas em muitas, agora respiram O amniótico, o quente e a proteção Epílogo de uma fase Gênesis, novo testamento, em três corações As luzes que agora veste São as síntese das sínteses De luzes, não das ribaltas E sim de zilhões de sóis Luzes celestiais. Me aproprio de Bilac: "Ora direis, ouvir estrelas? Certo perdeste o senso..." E, num ato intransigente e até de "heresia" Penso Que ouço uma estrela que carrega em seu ventre duas estrelas – encanto Em cantos! Assim, como numa oração Rogo às luzes e a exaltação Que os brados que virão Sejam fortes e viçosos como o Juazeiro Que sejam impávidos colossos Com a mais plena ternura da mais terna rosa Versos – vãos ou não Advindos de um coração inquieto e em total ebulição da emoção plena Deseja que as duas luzes, não pequenas Sementes do Juá, cores da imensidão Floresçam vigorosamente qual a árvore encantada do sertão ou do ser tão do mundo Que por ora é o cais, o porto e a proteção. Vindas do bem, Bem vindas à luz maior Que o juá cresça ainda mais E que neste enviesado mundo As vidas sejam as mães, os pais A paz. À Ivete Sangalo, mãe Marcelo, mãe Brasil, Mãe terra, fogo, água e ares. Com todo amor, Luciano Calazans, Salvador, Bahia, 01/10/2017

O MUNDO EU VOCÊ Eu você não pode ser? Não sei por quê...
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O MUNDO EU VOCÊ Eu você não pode ser? Não sei por quê... Temos os motivos Pra ficar, estar Sonhar, sorrir Amar, sentir Fazer valer a pena O que a vida deu E nos ungiu De forma feliz e plena Paixão, calor Luar de amor Constelações, poemas Eu você poder ser! Sei porquê.! Ainda existe muito pra se ver aqui Um mar em nós, um mar em mim Cheio de momentos que serão sem fim De não, de sim Estão em nossas vidas A questão é que ninguém aqui Navegou sem deixar feridas... A tristeza é um rio que corre em qualquer vida De quem ama Alegria vêm , quando esses rios encontram águas De sonhos e sorrisos Sendo assim o amor Tem dó, tem ré Tem mi, tem fá Em toda melodia tem um sol bem lá Em si , em nós O som da voz Essa é a cadência mais perfeita Que a canção traduz Em som, em luz, em tudo! Esses versos são pra te mostrar Um pouco do meu mundo Luciano Calazans.

Mães Para todos os efeitos Com todos os defeitos
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Mães Para todos os efeitos Com todos os defeitos Pesos e medidas Seu ar amniótico que um respirei Qual o milagre do água ao vinho Migrei ao alimento advindo do seu peito Atavismo certeiro, ancestral pleito Após nove meses, fez-se a luz Big Bang comprovado e endossado Pelo universo do sem fim Me fizeste pessoa com destino Incerto como o alvorecer Sendo assim, és e sempre será Uma Deusa – do lar, das ruas, do respirar Deusa dos verbos errantes Do doravante. Hoje, as páginas são escritas por mim Por vós e quem mais nascer Reinvento a cada instante Um modo sagaz e pulsante Para externar a gratidão perpétua

Os Porões Sono, temporão Insônia, certo tempo incerto
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Os Porões Sono, temporão Insônia, certo tempo incerto Abraço, tempo, espaço, temporão Júbilo, temporão Temporão, tudo é...Nada, não Versos que rego em solo infértil Tristeza , cauda de réptil O tempo bom é temporão O mau também Tensão atemporal Duvida moral Eterno temporão. Luciano Calazans. 20/07/2017

TAÍS Ela chega através das fotos Abraçada com o futuro está
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TAÍS Ela chega através das fotos Abraçada com o futuro está Abarcada por incertezas triviais Ela não foge às convicções Em seu púlpito particular Discursa em silêncio seus pesares Abraçando o cinturão de Órion Que surgiu de seu ventre Ela, agora, sorri através da fotografia Linda, como só ela sabe ser A verdade vedada se traduz em cada gesto Que erroneamente, parece-lhe servil Sua natureza não é ser vil O pai não é o universo, ela sabe. A terra é sua mãe Cheiro seu mato a milhas de distância Fulano disse isso Fulana é aquilo Nada importa neste momento único Os olhos caídos e cansados precisam da liberdade de ser. O pai não é o mar A mãe, tampouco Posso sentir nela o que ela não sente no eu Ego implacável e que descostura o tecido do amor servil e necessário. Contradições de uma alma que ama... Mas existe amor de verdade não contraditório? O poeta usa um reles vicio como genuflexório Para tentar externar a indizível vontade De se reinventar — por e para ela. Ela é tão linda Dona de si E o pai não é o universo A mãe não é a única. Ela é tão linda quanto qualquer hora do dia E a alma é seu universo E a barca que carrega orion É seu porto. Talvez um dia andemos juntos Por entre alamedas de comunhão Talvez? Não. Com certeza hei de vê-la sorrir Não só pela fotografia virtual Mas pela tão almejada felicidade real. Ela sempre chegará. O pai estará dormindo E sonhando com o universo Que é dela. Só dela. Luciano Calazans. Praia do Forte, 13/10/2018.