Frase de Luciano Calazans
#12; QUANDO CHOVEU (reflexão sobre uma melodia homônima) Em uma bruma qualquer da vida Encontrei algo próximo da plenitude Sem feridas ou chagas em nenhuma parte do corpo ( ou de mentes) Chovia... Era o céu em desmantelo ... Suave derramar de um cheiro de alegria e fantasia Transeuntes desatentos e ignóbeis em seus "possantes" Pareciam vermes rastejantes alheios ao que ali acontecia Naquele dia choveu... Corpo que queria e transpirava a outra face Jazia estatelado em frente à Deusa (chuva) e à outra parte em uma audiência de corações Ah! Como é doce o poder que todos temos, que é a simples fantasia Renegada por uma triste maioria Que preferem o real ao sonho Chovia fantasia naquele dia Vem, ó magnânima e pungente chuva! Vem e roça meu rosto alegre e revigorado por seu cheiro e sabor O que era tristeza naquele dia A sacramentada água da chuva Consigo levou Ainda que tardia A alegria e esperança Virá e verá com sua face enluarada Tudo o que um dia o amargo levou Naquele dia chovia união Naquele dia choveu a mais cândida emoção. Naquele dia, simplesmente chovia Uma leve afeição. Choveu quando encontrei a Deusa despida da angústia e aflição. Naquela chuva toquei os pingos Quando choveu as cordas do pinstrumento caíram em pranto. Choveu.
No pensador.ai desde