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Frase de Luciano Calazans

MILAGRES À GRANEL Há quem não acredite em milagres Há quem tenha certeza que é só uma miragem Há quem duvide do quase não difícil Há quem acredite no impossível Há quem creia que o passível é o mesmo que passivo ou permissivo Há quem acredite que o incrível não é crível! Vejam vocês: o impossível é passível de possibilidades O possível, por sua vez, é repleto de impossibilidades O sol não se põe no horizonte, pois o horizonte é nada mais nada menos que uma miragem; uma ilusão. Mas é impossível e crível não existir o esplendor aos olhos da poesia. O milagre está aí(ou ali) tão longe e tão perto. Cabe aos olhares crentes — e até não crentes Que a luz coexiste com a escuridão e Que o sim coexiste com o não em suas mais difíceis entranhas. Observo uma bola de fogo, uma gema, um ovo cercada por por cores qual um imenso afresco celestial pintados por elementos naturais que fazem parte do nosso corpo e consequentemente da nossa breve existência. Que poder esta obra-prima mutante tem sobre os que fitam com muitos sentimentos guardados ou soltos Retos ou tortos Vivos ou mortos Há quem acredite em milagres... Sou um deles Você, Idem Então viva os incríveis, críveis, impossíveis, passíveis com permissividade e regozijo Os milhões de milagres que estão à sua volta, no alto e debaixo da terra. Você é um milagre! Felizes Anos Novos! Luciano Calazans. Salvador, Bahia. 28/12/2017

Luciano Calazans

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Pensador.com

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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta
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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta Aberta para outros portos Não que me importe com a sua vida Alheia ao meu inteiro dispor Não que me importe com meu segundo círculo Do meu inferno de antes Ainda ouço o canto da cotovia Estranho o canto do sabiá do forte E suas melodias sinuosas em plena Hora que o anjo também costuma Versar, cantar Amigos, Angelus, flores Mil melodias de cantos e prantos Numa saborosa agonia Espanto! Não que eu queira me antecipar Mas se a dor purifica a alma azul Peço às cotovias e sabiás Em forma de anjos Que cantem suas mis melodias Em cânones reverberados e retumbantes O sim O sim O sim Desejo este atendido Pelas singelas aves-anjos Aos que penam no segundo inferno Não que seja o recomeço Mas ouvi os anjos a cantar Não sofras coração maculado Não! Não! As portas estão abertas e o que está atrás delas também. Não que me importe por alguns momentos me calar. Quem sou eu para com quimeras Desafiar os cantos dos anjos, cotovias e sabiás?

E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte
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E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte Sem porto Ambíguo e quase menos vivo Então ouvi seus olhos Cheirei tua boca Afaguei teu sorriso Beijei sua nuvem Então sorri teu pranto Uma vida chegando Duas estrelas, um ventre Fecundo e tenaz Então cataclismas - breve torpor de nossas almas. Então movimentos Circulares Círculos de Plotino Círculos de Hipátia Círculos de Dante Universo ensimesmado Infindáveis questionamentos... Não caíste em desmantelo Naquele ano do nosso senhor - tempo Que o vento não levou e brisa sorridente Nos gracious com choros enfantes sem dentes Então chorei teu sorriso Reguei seu jardim Então a luz chegou Poderosa e ofuscante Então sorrimos o choro...

IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também
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IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também De refúgio da criação Invólucro dos pesares Caixa de Pandora aberta Em um eterno-efêmero momento de solidão O estar perto e longe do firmamento particular Uma algoz que atormenta o tormento Uma sombra iluminada por idéias que se misturam Em um liqüidificador de sons imaginários e reais ou solidificador de imagens de sons. Vêm me buscar quando não preciso Me abandona quando o sim encontra o não Paredes e arrebóis carregados de uma leve frustração De quem quer o que tem e não pode ter o que quer Penso! Penso! Penso... Criação? Às vezes não. A respiração predadora da alma inquieta Não levanta sua flâmula, seu pendão branco. E resta-me a réstia de um novo amanhecer.