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Frase de Luciano Calazans

Sim! TODOS NÓS SOMOS UM Sim! Ao povo brasileiro Sim! Ao povo do estrangeiro Sim! Ao mar e ao sertão Sim! A quem quer o amor em si Liberdade, Vidigal, Aldeota, Morumbi Em um grito só Praia, Mandacaru, Açucena, Curuzu Em um grito só O país é auriverde Como disse o poeta De Malês, Iorubás O traquejo vem de longe Caiapós e pataxós Satere, tupinambás A magia adentra a selva Guaranis e Caioás O sotaque não importa Somos um só rio Somos um só mar Sim! À labuta honesta dos descendentes Sim! A celebração, à festa dessa gente Sim! Ao côco, ao xaxado e o axé Sim! Ao choro, o Lundu, o Candomblé Ponta Negra, Jacintinho, Diamantina, Itabira A língua é uma só Salinas do Pará, Rio Branco, Santarém, Manaus A vontade é uma só Porque somos o que fomos Colhemos o que plantamos Mas é chegada a nossa hora Mesmo com toda demora Esperança está no feto Tá no ventre, na enxada Tá no mar em movimento Tá no sul , está no norte Do nordeste, Centro oeste Tá num povo que em si é um só Queira ou não queira O baiano é sergipano O gaúcho é paulistano Carioca é manauara O mineiro é goiano E os Deuses, brasileiros Pardos, mamelucos, mulatos Cafuzos, confusos Com fusas, nó atado na garganta Acordes, consonantes ou dissonantes — a música se faz em nós, em milhas Do continente às muitas ilhas... Potiguar é capixaba Paraense é de Roraima Chapecó, Catarinense E o povo é brasileiro Sim! Ao menino e a menina Sim! A o menino que é menina Sim! A menina que é menino Sim! A um povo que constrói o seu destino Obrigado por vocês, Obrigado, meu amor Obrigado à minha terra Das palmeiras, sabiás e Patativas Obrigado ao amor, Sempre, Sim! Todos Nós somos um laço Todos nós somos abraço Todos nós somos gametas Todos nós somos um SOL! Luciano Calazans. Salvador, Bahia 2017.

Luciano Calazans

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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta
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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta Aberta para outros portos Não que me importe com a sua vida Alheia ao meu inteiro dispor Não que me importe com meu segundo círculo Do meu inferno de antes Ainda ouço o canto da cotovia Estranho o canto do sabiá do forte E suas melodias sinuosas em plena Hora que o anjo também costuma Versar, cantar Amigos, Angelus, flores Mil melodias de cantos e prantos Numa saborosa agonia Espanto! Não que eu queira me antecipar Mas se a dor purifica a alma azul Peço às cotovias e sabiás Em forma de anjos Que cantem suas mis melodias Em cânones reverberados e retumbantes O sim O sim O sim Desejo este atendido Pelas singelas aves-anjos Aos que penam no segundo inferno Não que seja o recomeço Mas ouvi os anjos a cantar Não sofras coração maculado Não! Não! As portas estão abertas e o que está atrás delas também. Não que me importe por alguns momentos me calar. Quem sou eu para com quimeras Desafiar os cantos dos anjos, cotovias e sabiás?

E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte
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E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte Sem porto Ambíguo e quase menos vivo Então ouvi seus olhos Cheirei tua boca Afaguei teu sorriso Beijei sua nuvem Então sorri teu pranto Uma vida chegando Duas estrelas, um ventre Fecundo e tenaz Então cataclismas - breve torpor de nossas almas. Então movimentos Circulares Círculos de Plotino Círculos de Hipátia Círculos de Dante Universo ensimesmado Infindáveis questionamentos... Não caíste em desmantelo Naquele ano do nosso senhor - tempo Que o vento não levou e brisa sorridente Nos gracious com choros enfantes sem dentes Então chorei teu sorriso Reguei seu jardim Então a luz chegou Poderosa e ofuscante Então sorrimos o choro...

IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também
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IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também De refúgio da criação Invólucro dos pesares Caixa de Pandora aberta Em um eterno-efêmero momento de solidão O estar perto e longe do firmamento particular Uma algoz que atormenta o tormento Uma sombra iluminada por idéias que se misturam Em um liqüidificador de sons imaginários e reais ou solidificador de imagens de sons. Vêm me buscar quando não preciso Me abandona quando o sim encontra o não Paredes e arrebóis carregados de uma leve frustração De quem quer o que tem e não pode ter o que quer Penso! Penso! Penso... Criação? Às vezes não. A respiração predadora da alma inquieta Não levanta sua flâmula, seu pendão branco. E resta-me a réstia de um novo amanhecer.