Frase de Luciano Calazans
AGÁ, DOIS...Ó? Qual um anjo...ou drone? Vejo o algo a mais Que os reles pensamentos dos homens; Vejo os algodões de outrora Supérfluo luxo da agora. Qual a mais célere...ou célebre? Ave de rapina, que plana acima da biosfera Acima dos agás, dos dois, dos ós Sinto àquela criança franzina e curiosa Que transformava qualquer espécie de nuvem Em brincadeira, em prosa Em assunto profundo de roda Em contos sobre Dumont, Zeus, Deus O sideral não era espaço, o tempo não tinha compasso, o azul mais que uma cor. Os meninos gargalhavam às custas dos Devaneios. As meninas, não. Algodão do doce azul do céu Que agora vejo por cima Qual uma ave de rapina Qual uma nave espacial Qual o próprio tempo em si Me trague, Me traga o menino, sempre. O franzino que até hoje é deslumbre Em suas silhuetas — formas, cumes, patos, gumes Do cirros à quase cirrose do poeta Dos cúmulos dissimulados dos falsos profetas Do nimbo Argento Do ninho, Do chão, onde o vôo é mais alto. Luciano Calazans, Céu Brasileiro, 27/08/2018.
No pensador.ai desde