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Frase de Luciano Calazans

AGÁ, DOIS...Ó? Qual um anjo...ou drone? Vejo o algo a mais Que os reles pensamentos dos homens; Vejo os algodões de outrora Supérfluo luxo da agora. Qual a mais célere...ou célebre? Ave de rapina, que plana acima da biosfera Acima dos agás, dos dois, dos ós Sinto àquela criança franzina e curiosa Que transformava qualquer espécie de nuvem Em brincadeira, em prosa Em assunto profundo de roda Em contos sobre Dumont, Zeus, Deus O sideral não era espaço, o tempo não tinha compasso, o azul mais que uma cor. Os meninos gargalhavam às custas dos Devaneios. As meninas, não. Algodão do doce azul do céu Que agora vejo por cima Qual uma ave de rapina Qual uma nave espacial Qual o próprio tempo em si Me trague, Me traga o menino, sempre. O franzino que até hoje é deslumbre Em suas silhuetas — formas, cumes, patos, gumes Do cirros à quase cirrose do poeta Dos cúmulos dissimulados dos falsos profetas Do nimbo Argento Do ninho, Do chão, onde o vôo é mais alto. Luciano Calazans, Céu Brasileiro, 27/08/2018.

Luciano Calazans

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Pensador.com

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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta
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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta Aberta para outros portos Não que me importe com a sua vida Alheia ao meu inteiro dispor Não que me importe com meu segundo círculo Do meu inferno de antes Ainda ouço o canto da cotovia Estranho o canto do sabiá do forte E suas melodias sinuosas em plena Hora que o anjo também costuma Versar, cantar Amigos, Angelus, flores Mil melodias de cantos e prantos Numa saborosa agonia Espanto! Não que eu queira me antecipar Mas se a dor purifica a alma azul Peço às cotovias e sabiás Em forma de anjos Que cantem suas mis melodias Em cânones reverberados e retumbantes O sim O sim O sim Desejo este atendido Pelas singelas aves-anjos Aos que penam no segundo inferno Não que seja o recomeço Mas ouvi os anjos a cantar Não sofras coração maculado Não! Não! As portas estão abertas e o que está atrás delas também. Não que me importe por alguns momentos me calar. Quem sou eu para com quimeras Desafiar os cantos dos anjos, cotovias e sabiás?

E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte
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E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte Sem porto Ambíguo e quase menos vivo Então ouvi seus olhos Cheirei tua boca Afaguei teu sorriso Beijei sua nuvem Então sorri teu pranto Uma vida chegando Duas estrelas, um ventre Fecundo e tenaz Então cataclismas - breve torpor de nossas almas. Então movimentos Circulares Círculos de Plotino Círculos de Hipátia Círculos de Dante Universo ensimesmado Infindáveis questionamentos... Não caíste em desmantelo Naquele ano do nosso senhor - tempo Que o vento não levou e brisa sorridente Nos gracious com choros enfantes sem dentes Então chorei teu sorriso Reguei seu jardim Então a luz chegou Poderosa e ofuscante Então sorrimos o choro...

IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também
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IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também De refúgio da criação Invólucro dos pesares Caixa de Pandora aberta Em um eterno-efêmero momento de solidão O estar perto e longe do firmamento particular Uma algoz que atormenta o tormento Uma sombra iluminada por idéias que se misturam Em um liqüidificador de sons imaginários e reais ou solidificador de imagens de sons. Vêm me buscar quando não preciso Me abandona quando o sim encontra o não Paredes e arrebóis carregados de uma leve frustração De quem quer o que tem e não pode ter o que quer Penso! Penso! Penso... Criação? Às vezes não. A respiração predadora da alma inquieta Não levanta sua flâmula, seu pendão branco. E resta-me a réstia de um novo amanhecer.