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Frase de Luciano Calazans

O que tanto esperei(cria minha) Quando vejo você dormindo seu sono é o doce grito da paz Beijo o silêncio vestido de música Que emana dos anjos que te cercam Quando vejo você sorrindo Um sorriso que desconstrói qualquer traço de tristeza A mente vai ao momento em que esteve dentro de mim, só meu. É assim...Você nasceu daqui... Daqui, do esperar sem fim. Foi assim...Você devolveu a luz Que em um grito, pude também ofertar A primeira vez, o primeiro mês Sem desmantelo, sem as regras Boas novas se fizeram em um só dia Convertendo essa mulher em outra... Mais vívida, boba e completa A lacuna que faltava agora preenchida Ah! Meu melhor presente ao futuro. Tempo...Você nasceu de mim Horas...De um esperar sem fim Foi, enfim, você que trouxe a luz Luz essa que guardei só para ti É menino ou menina? Não importava o masculino ou feminino O esperar da plena saúde Era o único verbo a me guiar Semanas que não passavam, dias oscilantes De humor e nãos Inseguranças e certezas Valeram a pena, pois hoje sou forte E você meu norte, quando falta exatidão Nasceu uma canção, o choro mais lindo Composição de dois destinos em uma só beleza – que agora observo dormir Criatura, és o estribilho da minha vida.. hit, refrão..sei lá. Só sei que em ti enxergo e, do meu ventre Desse ventre que tanto lhe esperou Se fortalece a cada segundo o meu cantar A ti...Toda manhã que houver É assim...de onde eu estiver Assim, o amor concretizou Em mim, o que o destino traçou É tanto amor e comunhão Que não cabe só em uma canção Mas acredite, pessoa celestial Que minha alma hoje é sua Sua dor é minha O meu sangue é seu O amor é o teu nome Para toda a minha jornada Luciano Calazans. 14/07/2017

Luciano Calazans

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Pensador.com

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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta
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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta Aberta para outros portos Não que me importe com a sua vida Alheia ao meu inteiro dispor Não que me importe com meu segundo círculo Do meu inferno de antes Ainda ouço o canto da cotovia Estranho o canto do sabiá do forte E suas melodias sinuosas em plena Hora que o anjo também costuma Versar, cantar Amigos, Angelus, flores Mil melodias de cantos e prantos Numa saborosa agonia Espanto! Não que eu queira me antecipar Mas se a dor purifica a alma azul Peço às cotovias e sabiás Em forma de anjos Que cantem suas mis melodias Em cânones reverberados e retumbantes O sim O sim O sim Desejo este atendido Pelas singelas aves-anjos Aos que penam no segundo inferno Não que seja o recomeço Mas ouvi os anjos a cantar Não sofras coração maculado Não! Não! As portas estão abertas e o que está atrás delas também. Não que me importe por alguns momentos me calar. Quem sou eu para com quimeras Desafiar os cantos dos anjos, cotovias e sabiás?

E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte
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E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte Sem porto Ambíguo e quase menos vivo Então ouvi seus olhos Cheirei tua boca Afaguei teu sorriso Beijei sua nuvem Então sorri teu pranto Uma vida chegando Duas estrelas, um ventre Fecundo e tenaz Então cataclismas - breve torpor de nossas almas. Então movimentos Circulares Círculos de Plotino Círculos de Hipátia Círculos de Dante Universo ensimesmado Infindáveis questionamentos... Não caíste em desmantelo Naquele ano do nosso senhor - tempo Que o vento não levou e brisa sorridente Nos gracious com choros enfantes sem dentes Então chorei teu sorriso Reguei seu jardim Então a luz chegou Poderosa e ofuscante Então sorrimos o choro...

IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também
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IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também De refúgio da criação Invólucro dos pesares Caixa de Pandora aberta Em um eterno-efêmero momento de solidão O estar perto e longe do firmamento particular Uma algoz que atormenta o tormento Uma sombra iluminada por idéias que se misturam Em um liqüidificador de sons imaginários e reais ou solidificador de imagens de sons. Vêm me buscar quando não preciso Me abandona quando o sim encontra o não Paredes e arrebóis carregados de uma leve frustração De quem quer o que tem e não pode ter o que quer Penso! Penso! Penso... Criação? Às vezes não. A respiração predadora da alma inquieta Não levanta sua flâmula, seu pendão branco. E resta-me a réstia de um novo amanhecer.