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Frase de Luciano Calazans

TAÍS Ela chega através das fotos Abraçada com o futuro está Abarcada por incertezas triviais Ela não foge às convicções Em seu púlpito particular Discursa em silêncio seus pesares Abraçando o cinturão de Órion Que surgiu de seu ventre Ela, agora, sorri através da fotografia Linda, como só ela sabe ser A verdade vedada se traduz em cada gesto Que erroneamente, parece-lhe servil Sua natureza não é ser vil O pai não é o universo, ela sabe. A terra é sua mãe Cheiro seu mato a milhas de distância Fulano disse isso Fulana é aquilo Nada importa neste momento único Os olhos caídos e cansados precisam da liberdade de ser. O pai não é o mar A mãe, tampouco Posso sentir nela o que ela não sente no eu Ego implacável e que descostura o tecido do amor servil e necessário. Contradições de uma alma que ama... Mas existe amor de verdade não contraditório? O poeta usa um reles vicio como genuflexório Para tentar externar a indizível vontade De se reinventar — por e para ela. Ela é tão linda Dona de si E o pai não é o universo A mãe não é a única. Ela é tão linda quanto qualquer hora do dia E a alma é seu universo E a barca que carrega orion É seu porto. Talvez um dia andemos juntos Por entre alamedas de comunhão Talvez? Não. Com certeza hei de vê-la sorrir Não só pela fotografia virtual Mas pela tão almejada felicidade real. Ela sempre chegará. O pai estará dormindo E sonhando com o universo Que é dela. Só dela. Luciano Calazans. Praia do Forte, 13/10/2018.

Luciano Calazans

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Pensador.com

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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta
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ANJOS E PÁSSAROS (soneto melódico) Não que me importe com a sua porta Aberta para outros portos Não que me importe com a sua vida Alheia ao meu inteiro dispor Não que me importe com meu segundo círculo Do meu inferno de antes Ainda ouço o canto da cotovia Estranho o canto do sabiá do forte E suas melodias sinuosas em plena Hora que o anjo também costuma Versar, cantar Amigos, Angelus, flores Mil melodias de cantos e prantos Numa saborosa agonia Espanto! Não que eu queira me antecipar Mas se a dor purifica a alma azul Peço às cotovias e sabiás Em forma de anjos Que cantem suas mis melodias Em cânones reverberados e retumbantes O sim O sim O sim Desejo este atendido Pelas singelas aves-anjos Aos que penam no segundo inferno Não que seja o recomeço Mas ouvi os anjos a cantar Não sofras coração maculado Não! Não! As portas estão abertas e o que está atrás delas também. Não que me importe por alguns momentos me calar. Quem sou eu para com quimeras Desafiar os cantos dos anjos, cotovias e sabiás?

E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte
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E ENTÃO… Então me vi sem norte Sem porte Sem porto Ambíguo e quase menos vivo Então ouvi seus olhos Cheirei tua boca Afaguei teu sorriso Beijei sua nuvem Então sorri teu pranto Uma vida chegando Duas estrelas, um ventre Fecundo e tenaz Então cataclismas - breve torpor de nossas almas. Então movimentos Circulares Círculos de Plotino Círculos de Hipátia Círculos de Dante Universo ensimesmado Infindáveis questionamentos... Não caíste em desmantelo Naquele ano do nosso senhor - tempo Que o vento não levou e brisa sorridente Nos gracious com choros enfantes sem dentes Então chorei teu sorriso Reguei seu jardim Então a luz chegou Poderosa e ofuscante Então sorrimos o choro...

IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também
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IN-SONE Insônia Única companheira que chamo também De refúgio da criação Invólucro dos pesares Caixa de Pandora aberta Em um eterno-efêmero momento de solidão O estar perto e longe do firmamento particular Uma algoz que atormenta o tormento Uma sombra iluminada por idéias que se misturam Em um liqüidificador de sons imaginários e reais ou solidificador de imagens de sons. Vêm me buscar quando não preciso Me abandona quando o sim encontra o não Paredes e arrebóis carregados de uma leve frustração De quem quer o que tem e não pode ter o que quer Penso! Penso! Penso... Criação? Às vezes não. A respiração predadora da alma inquieta Não levanta sua flâmula, seu pendão branco. E resta-me a réstia de um novo amanhecer.