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Frases de Luciano Calazans

39 frases

Os cheiros indeléveis da verdade Sombras de um passado obscuro Que me acompanham qual um cão
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Os cheiros indeléveis da verdade Sombras de um passado obscuro Que me acompanham qual um cão Sem dono, sem rumo e sem prumo Tentam ceifar o que me cabe em vida Mordem , puxam, arranhando tristes feridas Já cicatrizadas e bem passadas Extraindo uma dor desnecessária e vã Que serpenteia, uma alma mal lavada Não há fuga bem sucedida e sim o querer não concedido Não há o amargo do café em minha língua Há um agridoce meio amargo sentimento Que se tornam agradáveis com sua receita não muito melíflua a me fitar de cima Um breve coma da fantasia herege Agora é realidade vestida e travestida Sem sombras, só gosto, só gosto Não carece temer a desconhecida conhecida existência do lapso Não por opção Essencialmente , não . Adoro o seu altar mor Um dia ele será nosso Sem chagas, sem feridas Só o sentimento banalizado pelo nefasto cotidiano .

Os Saberes Sei o que quero quando sabes o Queres
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Os Saberes Sei o que quero quando sabes o Queres Sei o que espero quando, também não sabes Sei o que busca em mim Pois é o mesmo que busco em ti Não sei, no apogeu do meu ãnima senil, a distinção entre a posse e o ciúme Nos dois lados, nos dois gumes Que enviesam mais ainda a condição mortal. Dúvidas vertiginosas Doces mistérios que em si permeiam o prazer de ser você Em dons, em tons, que agora nos pertencem Unindo pontos cardeais do nosso vislumbre comum A não absoluta felicidade se torna exata e precisa quando sinto o seu caminhar Destarte , rogo aos nosso Deuses profanos a benevolência da candura mútua de dois seres complexos , que mesmo atraindo nocivos insetos Se completam qual a Fênix e as cinzas do recriar e do renascer Para a eterna alvorada que é nosso encontro. Sei o que quero quando sabes o Queres Sei o que espero quando, também não sabes Sei o que busca em mim Pois é o mesmo que busco em ti Não sei no apogeu do meu ãnima senil a distinção entre a posse e o ciúme Nos dois lados, nos dois gumes Que enviesam mais ainda a condição mortal. Dúvidas vertiginosas Doces mistérios que em si permeiam o prazer de ser você Em dons, em tons, que agora nos pertencem Unindo pontos cardeais do nosso vislumbre comum A não absoluta felicidade se torna exata e precisa quando sinto o seu caminhar Destarte , rogo aos nosso Deuses profanos a benevolência da candura mútua de dois seres complexos , que mesmo atraindo nocivos insetos Se completam qual a Fênix e as cinzas do recriar e do renascer Para a eterna alvorada que é nosso encontro.

FUMANTES Trago comigo cigarro Trago
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FUMANTES Trago comigo cigarro Trago Trago comigo catarro Trago Trago nas veias café de ontem Trago esperança na república do café Trago, prendo e passo Traga café do planalto Traga café do palácio Verde catarro amarelado Trago – até quando? Trago a fumaça dos charutos cubanos Que jazem no Jaburu após os gozados Farnéis, coronéis sem patentes Lama indigente Trago, prendo e passo Vicio? Virtude? Trago o amargo dissabor residente Presidentes, chapas...Ah! Meus chapas! Vamos comer fezes de ratos, flambadas na vodka Stalinista Que tal um trago? Nação ébria e fumante Das chuvas de aviões fumegantes Trago! Preciso parar de tragar Preciso parar de fumar Mas, na duvida que é o próximo dia, Trago comigo, cigarro. Luciano Calazans. 09/03/2017

Um Quinto de Cinzas Notas que caem do firmamento argento Fluido, tônico a uma simples ideia
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Um Quinto de Cinzas Notas que caem do firmamento argento Fluido, tônico a uma simples ideia Cores em ferro, em cinza ou chumbo Que sugerem uma premissa em lamento Finda festa da carne de carnes alheias Cinzas nas portas dos beatos Verde, terra, branco, mulato Entornam o mesmo vermelho na via das veias E no esplendor de uma arisca aurora Pássaros brincam em seu carnaval sem fim Sanhaço, garças, canários, corrupião Desdenham a cinza e furtam cores em si Na longa estrada até a cidade do senhor do bom fim Almejo um hiato, uma pausa, um contrato Com um silêncio de uma pausa geral Em muitos compassos Agradeço aos sentidos que me agraciam Agradeço pelo chumbo, pelo ferro do horizonte Agradeço pela finda festa de carnes e intrigas pueris Agradeço à vida pela estrada do sem fim reticente Agradeço pela festa dos pássaros no horizonte da alvorada em movimento. Agradeço pelo amor cheio de firmamento Luciano Calazans. 20/08/2017

A Bruma e a Réstia Por entre as brumas que envolvem as incertezas Sempre há uma réstia de brilho, de beleza
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A Bruma e a Réstia Por entre as brumas que envolvem as incertezas Sempre há uma réstia de brilho, de beleza Seja vermelha carmim ou turquesa Por entre os limbos, umbrais, carnes e vais Há o barro, o jarro, o sarro, o sonho o riso... Haverão, inevitavelmente, as notas batizadas Pelo frade Arezzo . Entre você e eu existe a bruma, mas a réstia é demasiadamente incandescente! É fogo Qual mil lampiões no breu de uma noite sem estrelas. Entre o eu de você o lamento de muitos vais Em nossa tempestade existe o sal do mar O sol do lá, e do turquesa. Beleza! No desassossego da alma, exuberante é o Álamo Que adorna nossa casa, a casa das nossas almas, vez em quando, esguias – trivialidades. Não obstante, no liquidificador metafórico que transcende e mistura a magia, Somos um só líquido. Sólido líquido Calefação Ebulição Nunca o congelar. Jamais o engessar. Somos porquês com respostas Somos o ganhar sem apostas Somos um verbo conhecido e desconhecido Somos uma aberração dos comuns sentidos Em vários desvarios. Se isso não é o amor Amar é o nada Se isso não é amor As brumas são réstias Se o sol não está aqui A chuva nos basta Isso é amor Luciano Calazans, Salvador, BAHIA. 05/02/2018

QUINTA JUSTA Quinta justa Perfeita dominante
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QUINTA JUSTA Quinta justa Perfeita dominante Quinto grau, santo e imaculado graal Sexto do Outubro, feminino Outubro Seis horas, vinte e três segundos Luz ciana, rósea menina Clarificando dúvidas até então existentes Acerca – e acima – da realidade gélida e intermitente das saturações necessárias para o aprendizado da vida...Sua vida...Nossa vida.... Vede, filha inocente! O quão esplendorosa é a vida, mesmo que às vezes penitente. Vede, Ciana Luz, o quanto somos nada ante o significado do teu nome. E num júbilo de pai presente como a justa quinta de um acorde maior Acordo que sejas dominante da saúde nos próximos sextos dias dos décimos mês do infinito do tempo que és. Quinta justa Justo ser Justa causa Do vicejar e do querer. À Luciana Nader Calazans.

Vento Sinto a respiração aliviada da noite O sussurro do vento e seu timbre aveludado
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Vento Sinto a respiração aliviada da noite O sussurro do vento e seu timbre aveludado a falar das vidas, de nortes, do pecado Enquanto fito um sono digno das fadas Numa mistura de lençóis brancos e pernas, Viçosas, fortes, bem torneadas Arquitetura em carne, osso e cheiro Morros, montes e vales ocultos As vezes não, pelo vento Que revela os cheiros e fragrâncias De Vênus, das suas, dos seus... Como sou grato ao olfato e a visão O tato, paladar e audição Para que mesmo em obscenos pensamentos, Possa tocar furtivamente o vento Cheirar em um sussurro os montes Degustar o sono das fadas Ouvir a melodia do desejo .... Meu Do vento... Luciano Calazans. Salvador, Bahia. 17/03/2015

A FONTE DA JUVENTUDE Estou ficando novo... Ao contrário das convenções, cada ano que fazemos mais um ano, pelo menos em meu caso, é um motivo esplendoroso para celebrar a tão cobiçada “eterna juventude”.
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A FONTE DA JUVENTUDE Estou ficando novo... Ao contrário das convenções, cada ano que fazemos mais um ano, pelo menos em meu caso, é um motivo esplendoroso para celebrar a tão cobiçada “eterna juventude”. Houve uma época sombria — ou de aprendizado? — em minha vida que chegar aos quarenta era praticamente uma utopia. Sem entrar em porquês, o fato é que, após completar o glamouroso tempo de vida terrena, percebi que a cada ano que passa, fico mais novo e tenho mais vontade de viver. A fonte da juventude existe, sim. Está ao alcance de todos e não é através das cirurgias plásticas, cremes para a pele ou musculação. Essas coisas são complementos – para uns necessários, para outros, não. Mas isso não vêm ao caso. A real fonte da juventude está no verbo sonhar! Sonhar e acreditar nos sonhos ou simplesmente ter fé. Sonhar nos deixa felizes e vigorosos. Sonhar, mesmo que não realize os almejados sonhos, já impulsionam o nosso viver de forma inefável. Quem sonha, sobretudo com o bem — não só para si, mas para uma coletividade: da nossa espécie e de outras espécies que coexistem em nosso planeta azul conosco – já é essencialmente feliz e realizando, pois os sonhos são reais. ACREDITEM! Todas as datas são queridas quando temos sonhos; sonhos são: propósitos, batalhas, vôos, mergulhos, trabalhos, cura, vida e fim de vida. Nada é descartável para quem sonha. Nenhum ser vivo(ou morto) é descartável para quem tem a alma untada pelo verbo sonhar em todos os tempos e modos do verbo. Sendo assim, se queres a eterna juventude, se preocupe com seus sonhos e deixem que os irmãos e irmãs sonhem! Aliás, se possível, faça parte dos sonhos alheios. Isso é viver jovem para sempre. Estou um ano mais novo. E, se depender de mim(e dos meus sonhos que são coletivos), chegarei à infância, mais uma vez. Luciano Calazans. Salvador, Bahia, 15/01/2017 mais novo, mais puro e mais determinado a sonhar!

JUSTO E FICO Não que sejas injusta É da alma, do amo, da natureza
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JUSTO E FICO Não que sejas injusta É da alma, do amo, da natureza Não que eu seja vão Não que que sejas não É que em versos sãos Impossível é traduzir O meu querer, o meu sentir Embora palavras não bastem Bastardas palavras que escrevo Saramago, Galileu ou Rimbaud Também hesitariam o tentar A tentação que são suas galáxias Suas luzes, em vários pontos Exclamação, continuar Contínuo ar dos seus pulmões Veja, ó menina... Como sofro em uma explicação Sinta, ó menina O que sou é transição Perpétua amplidão de sonhos Toque, ó menina A minha alma como um violão Não nascemos para a perfeição Mas de que adianta a perfeição Sem o amor quente e puro? De que adianta a solidão Em seu vazio obscuro Sejamos brisa e vento Chão e firmamento Amor exato, humano Veja, ó menina Simplesmente amo você Ponto de exclamação. Luciano Calazans. Serrinha,Bahia, 22/12/2017

IRMÃOS PAGÃOS A noite do forte solstício Equinócios pairam em minha alma
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IRMÃOS PAGÃOS A noite do forte solstício Equinócios pairam em minha alma Isentos de reles e engessados artifícios Como que uma epígrafe de uma branda calma Grilos, gretas, pulhas, ampulhetas Não jazem e vivem na arte do meu pensar Metas e metas conduzem o resvalo da arte sobre a relva da reflexão inevitável De que só um minuto de solidão em solstício Equivale a centenas de sóis azuis de verão Câncer e Capricórnio são irmãos não siameses Há meses penso Há meses sinto Há meses quero Solstício bem vindo, paz no coração . Luciano Calazans. Praia do Forte, Bahia 22/12/2015

ARANHA Vez em quando, uma menina, vez em quando uma mulher
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ARANHA Vez em quando, uma menina, vez em quando uma mulher Vez em quando quelíceras, picadas vez em quando, uma falha, nenhuma fé Vez em quando, suprema carência vez em quando, escravo afeto Vez em quando sobra, dejeto Vez em quando cólera turgescente Vez em quando, horizonte de bruços de costas, pedaços, postas, apostas em nada Vez em quando, entra uma mosca vez em quando, quase nunca Vez em quando, calúnias, besteiras vez em quando, o cetro e a enxada Vez em quando, carrasca do tempo Vez em quando, um minuto não é Vez em quando o tapa vez em quando o buraco Vez em quando o graal Vez em quando o falo Vez em quando, leva o vento vez em quando a maré traz Vez em quando, vãos pensamentos Valem mais que infinitos ais...

A esperança, se real, é tão imortal quanto quem a carrega consigo, onde quer que vá ou onde quer que esteja. A esperança é, sem dúvida, uma espécie de "codinome" do amor à tudo que se galga e a tudo que se faz. Esperança, seja no que for, é a mais pura e perene forma de demonstra…
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A esperança, se real, é tão imortal quanto quem a carrega consigo, onde quer que vá ou onde quer que esteja. A esperança é, sem dúvida, uma espécie de "codinome" do amor à tudo que se galga e a tudo que se faz. Esperança, seja no que for, é a mais pura e perene forma de demonstrar nobreza, sobretudo para si e em si e esse sentimento nobre, fica até o fim do fim dos tempos adornando o céu no azul como "algodões celestiais", ou no breu da noite, em forma de cintilantes estrelas.

Luzes de um Ser Tão imerso As luzes brincam de sertão A saudade brinca de gangorra
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Luzes de um Ser Tão imerso As luzes brincam de sertão A saudade brinca de gangorra Às vezes dói, vez em quando vêm alívio A saudade é a flâmula do desejo de estar O pai a léguas de distância então Exalta a resignação forçada a estar em uma feliz solitude Tresloucada mordaça em contos de fada Um vão suspiro - de alívio ou solidão Enternece o pai distante não por querer A causa vence efeitos, júbilos, grãos Assim as luzes podem - e devem Brilhar mais na seca paisagem Brincar por raras folhagens E brincar como seres fortes que são Tão ser... Luciano Calazans. São Paulo - SP, 13/09/2015

VINTE E DOIS O músico é uma criança à procura do futuro, do passado, do presente. Do futuro do presente
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VINTE E DOIS O músico é uma criança à procura do futuro, do passado, do presente. Do futuro do presente De um presente do passado De um passado de muitos futuros A música é choro, é chão, é momento A música é o sempre, é o agora, é uma coisa já vista/ouvida que sempre será novidade Efêmera e eterna fertilização de corações e mentes. A música é a definição indefinida do que almejamos ser ou não ser. É a palavra mais inalcançável ao alcance dos mais incautos ouvidos A música é uma estrela. Ou seria constelação? Uma leve brisa ou um tortuoso tufão? A música é a explicação ao inexplicável. É o inexplicável translúcido em vasta amplidão É a liberdade prisioneira É o teto, a eira e a beira É o que fomos, o que somos e o que seremos. A música é utopia real Fantasia da realidade Realidade da fantasia A música é uma criança à espera de zilhões de pais, mães, irmãs e irmãos. É Arezzo, Cecilia e João, Sãos... É a certeza da cura É a cura desenganada É a ilusão do horizonte É a bebida que brota de toda e qualquer fonte É a coisa sem fronteiras, que infelizmente alguns tentam podar. A música é o mais reluzente significado para nossas vidas, quer queira, quer não . É angústia, é ânsia, é susto, é suspense, é o amor! E em seu dia elencado por mortais, Tento em versos vãos externar o infinito solúvel e sem solução A música é esperança, é uma criança, é a fêmea e o macho, do flautim ao contrabaixo Do ventre à luz Da alma aos sãos Da cegueira à visão Do oco aos atos. Do ogro aos ratos Dos gnomos aos patos Da fome ao prato Existem sons A música é criança versada e versando Canções Luciano Calazans. 22/11/2017 À Deusa que rege a minha vida e a de Zilhões.

Desatinos do Tempo O tempo mata da mesma forma que cura e nos traz a vida. O tempo ama, o tempo odeia. O tempo dá, exatamente da mesma forma que tira. O tempo anseia e desdenha. O tempo é o cheio, o tempo é o vazio. O tempo traz o tempo leva. O tempo é glória, o tempo é fracasso…
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Desatinos do Tempo O tempo mata da mesma forma que cura e nos traz a vida. O tempo ama, o tempo odeia. O tempo dá, exatamente da mesma forma que tira. O tempo anseia e desdenha. O tempo é o cheio, o tempo é o vazio. O tempo traz o tempo leva. O tempo é glória, o tempo é fracasso. O tempo é parceiro e inimigo. O tempo é longo, o tempo é curto. O tempo engorda o tempo emagrece. O tempo para o tempo não para. O tempo é para. O tempo não é para. O tempo enaltece, o tempo deprecia. O tempo nos deixa felizes e o tempo nos deixa tristes. O tempo é visível. O tempo é invisível. O tempo e seus desatinos... O tempo vem o tempo vai. O tempo é tudo o tempo é nada. O tempo sobra, o tempo falta. O tempo deseja, o tempo ojeriza. O tempo é e o tempo não é. O tempo é Deus, ateu, gnóstico, agnóstico. O tempo é branco, preto e colorido. O tempo tem cheiro e o tempo fede. Perdemos tempo pensando, ganhamos tempo pensando. Nós perdemos tempo, mas o tempo não nos perde. Nós esquecemos o tempo, mas o tempo nunca, nunca nos esquece. O tempo e seus desatinos. O tempo é rei para uns e súdito para outros(que pensam que são monarcas). O tempo é luz e escuridão, é amor, é paixão, é lascívia é um não. É um sim é um talvez. O tempo é tudo. Não temos mais tempo para pensar sobre o tempo, no entanto o tempo está sempre a pensar em nós. O tempo é macho e fêmea, união e desunião. Somos caprichos, devaneios, desatinos do tempo... Luciano Calazans. Salvador, 12/11/2012.