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Frases de André Luiz Zanata

24 frases

⁠A luz que acende um pensamento, não é a mesma que apaga a escuridão.
⁠Eu vou me deixar Sobrando no caos Rasgando as lembranças
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⁠Eu vou me deixar Sobrando no caos Rasgando as lembranças De noites de sóis Prazer em viver Desatando os nós Daqueles que vivem Procurando por nós Sou o todo vazio Buscando lençóis As vezes em risos As vezes sem voz Quem pode me leva Quem deve me entrega Aquilo que as vezes Nem eu mesmo sei No fundo me sinto O assunto preciso Que fecha um ciclo Mas abre um inciso Que traz um troféu Por vezes sem mel Estrela que brilha Sem paz no luar Sou a forma que mede O entorno a plainar Um dia me aprendo E vibro em frequência do mar Florada querida Abelha no ar

⁠O sonho não passa por mim Pois acordado sempre estou O sono é como uma palha
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⁠O sonho não passa por mim Pois acordado sempre estou O sono é como uma palha Que qualquer sopro atrapalha É fino, elegante e leve Quem dera ele sirva em mim O sonho do nobre amanhece Acorda feliz , enriquece Mesmo que tenha um sono ruim O sonho do pobre padece Conforme ele envelhece A tempestade estremece o jardim Eu sonho mesmo acordado Pretendo honrar o passado Daqueles que deram o sangue por mim A felicidade está no sonhar Mesmo que acordado for A felicidade está no sonhar No caminho , no caminhar Mesmo com espinho e flor

⁠Paz é respirar Guerra é sufocar Paz é liberdade
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⁠Paz é respirar Guerra é sufocar Paz é liberdade Guerra atrocidade Paz é o firmamento Guerra é tormento Paz é amanhecer Guerra escurecer Paz é amor Guerra é dor Paz é flor Guerra é fedor Paz é construção Guerra é destruição Paz é visão Guerra é tampão Paz é alegria Guerra é lamento Eu quero Paz Amor Alegria Eu quero mais Eu quero euforia Amor demais Nunca é de menos Se tira a Paz É muito pequeno E nessa imensidão Que vivo Sem ti Sem mim Pretendo ser luz Ser Paz Sem duo Sem mais

Córrego São João Às margens do córrego São João, Brota a lembrança, pulsa o coração.
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Córrego São João Às margens do córrego São João, Brota a lembrança, pulsa o coração. Criança descalça, no chão a brincar, Lambari na aleluia, puro bem-estar. Tardes de tarrafa, a alegria a fluir, Pegando traíra, o riso a sorrir. Anzol de gaio, esperança na linha, Ovo mexido na marmita, sabor que ensina. Meu velho pai, sábio na pesca, Com amigos leais, a vida se manifesta. À noite, o farolete imita o luar, Nadando no córrego, a emoção a brotar. Jardinópolis querida, em meu rolê, Cada canto e cheiro, sempre em mim vão viver. Bom Jesus da Lapa, Aparecida a guiar, Momentos guardados, na alma, a brilhar. Às margens do córrego, quero sempre estar, Recordando risadas, sonhando a sonhar. Córrego São João, meu lar de emoção, Eterno em minha alma, tua bela canção.

A Trapezista Tua presença sempre foi de altura, leveza que desafia a gravidade,
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A Trapezista Tua presença sempre foi de altura, leveza que desafia a gravidade, um salto no vazio — sem medo, sem rede, como quem nasceu para voar. E eu, aqui embaixo, no chão firme das palavras, apenas te assisti: dançar entre os arcos do ar, girar entre os cabos invisíveis, flutuar como quem não pertence a lugar nenhum. Teu nome, nome de trapezista, já anunciava a tua sina: voar, encantar, desaparecer. Fui plateia e fui aplauso, fui silêncio e fui espera. Olhei teus saltos, teus riscos, tua beleza suspensa, sabendo que, um dia, o espetáculo acabaria. E acabou… mas o picadeiro da memória permanece armado, as luzes seguem acesas, e teu vulto, tão etéreo, ainda atravessa os meus pensamentos num voo perfeito, num giro interminável. Se um dia voltares, não precisas de rede, nem de cordas, basta o espaço entre meus braços pronto, aberto, para te acolher no pouso ou te lançar, outra vez, ao céu.

Além do ser não há o nada, porque o nada já é uma ideia. Além do ser não há sequer a ausência, pois ausência é medida em relação ao que poderia ser presente. O que está além do ser é o inominável absoluto — não aquilo que não conhecemos, mas aquilo que não pode sequer ser cogitad…
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Além do ser não há o nada, porque o nada já é uma ideia. Além do ser não há sequer a ausência, pois ausência é medida em relação ao que poderia ser presente. O que está além do ser é o inominável absoluto — não aquilo que não conhecemos, mas aquilo que não pode sequer ser cogitado, pois toda cogitação é já um ato Se o ser é o campo onde tudo se manifesta, então além dele só pode haver a pura impossibilidade, não como uma barreira, mas como uma ausência total de necessidade. Não há tempo além do ser, não há espaço, não há movimento: há apenas o que nunca poderia ter sido, e ainda assim, não é. Mas ao mesmo tempo… talvez não haja ‘além’. Talvez o erro seja pensar o ser como algo com bordas, com limites, com um exterior. Talvez o ser não tenha fora, e tudo o que somos capazes de imaginar como ‘além’ seja apenas uma dobra interna, um não-lugar que só existe como ilusão de afastamento. Se for assim, não há além do ser: há apenas o ser, infinitamente curvado sobre si mesmo, experimentando-se em múltiplas formas, inventando abismos para sentir a vertigem da sua própria infinitude. Talvez, no fim, perguntar ‘o que existe além do ser?’ seja o próprio gesto que revela a impossibilidade da pergunta: porque o ser é o campo onde a própria pergunta se forma. O que está além é o que jamais poderá ser pensado, sentido ou dito. É o absoluto silêncio, não como falta, mas como aquilo que nunca pôde ser interrompido pelo som. Então, talvez… não exista ‘além’. Talvez só exista o ser, pulsando sem motivo, sem fim, sem fora.

Zilda — Mãe, Artesã e Guerreira Zilda, nome forte, de mulher decidida, Mãe que fez da arte o fio que tece a vida.
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Zilda — Mãe, Artesã e Guerreira Zilda, nome forte, de mulher decidida, Mãe que fez da arte o fio que tece a vida. Com linhas, pincéis, agulhas e cores, Transforma o simples em eternos amores. Suas mãos, pequenas fábricas de ternura, Tecem crochê com paciência e doçura. No tecido, costura não só panos, mas histórias, Cada ponto, um pedaço das suas memórias. Com tintas pinta flores que nunca murcham, Modela o biscuit como quem esculpe a alma, E entre um artesanato e outro, dá risada, Mesmo quando a vida foi dura e pesada. Ah, Zilda… mulher de mil batalhas vencidas, Suportou as dores, curou feridas, Mas nunca, nunca perdeu a fé — Na esperança, no amor, no que vier. Exemplo de caráter, de ética, de bondade, Honesta, íntegra, exemplo de verdade. Cuida dos filhos como quem rega jardim, E agora acolhe os netos, com o mesmo amor sem fim. É colo, é conselho, é oração silenciosa, É força, é coragem, é presença amorosa. Não se cansa, não desiste, não recua, Seus passos seguem firmes, sua alma continua. Nos dias difíceis, ensinou a resistir, Nos dias felizes, ensinou a sorrir. E quem a vê, trabalhando com tanto carinho, Sabe que Zilda é luz, é afeto, é caminho. Mãe, te celebramos com orgulho e emoção, Tua vida é poesia, é arte, é inspiração. E no crochê invisível que tece nosso destino, Sabemos: teu amor é o mais belo artesanato divino.

Somos o breve despertar da matéria para si mesma. Por um instante, átomos dispersos pelo cosmos se organizam, ganham forma e consciência, e ousam perguntar: 'o que sou?'. Mas não há um centro fixo, nem um propósito evidente — apenas o fluxo contínuo da existência, que se dobra so…
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Somos o breve despertar da matéria para si mesma. Por um instante, átomos dispersos pelo cosmos se organizam, ganham forma e consciência, e ousam perguntar: 'o que sou?'. Mas não há um centro fixo, nem um propósito evidente — apenas o fluxo contínuo da existência, que se dobra sobre si em miríades de formas. A humanidade, nesse contexto, é uma metáfora do próprio universo: instável, transitória, mas plena de significado enquanto acontece. Existimos como quem sonha, e talvez a vida seja apenas o modo como o cosmos se contempla, silenciosamente, antes de adormecer novamente.

A Trapezista que Voou Havia em ti um ímpeto raro, um desejo insaciável de subir mais alto,
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A Trapezista que Voou Havia em ti um ímpeto raro, um desejo insaciável de subir mais alto, de lançar o corpo e a alma aos ares, como quem nasceu para cruzar o mundo sem pedir licença ao chão. Foste trapezista da própria vida: voaste, saltaste, atravessaste oceanos, colecionaste cidades, diplomas, histórias — cada passo teu foi um risco, cada vitória, um voo certeiro. Enquanto eu te olhava, meus pés cravados na terra, tu dançavas lá no alto, livre, bela, intrépida, desenhando no ar caminhos que nunca ousei seguir. E um dia… sim, um dia, quando percebi, tinhas ido tão longe, tão além do meu alcance, que só me restou a lembrança desse espetáculo teu, desse número perfeito e irrepetível. Ainda guardo o momento, aquele instante silencioso em que percebi teu destino: não eras feita para ficar, eras feita para ir. E assim, teu nome ficou suspenso, oculto, mas vivo, gravado na memória como num truque secreto: Jamais esquecerei teu riso ao partir, Unindo coragem e sonho numa mesma bagagem, Cruzando fronteiras como quem cruza a linha tênue do trapézio, Elevando-se, sempre mais, Lançando-se ao mundo, Intensa e invencível. E eu, que te amei e ainda amo, fiquei no picadeiro vazio, aplaudindo tua liberdade, mesmo que ela tenha me levado para longe de ti. Que bom que soubeste voar, que bom que soubeste viver — mesmo que, nesse voo, eu tenha ficado para trás. Te celebro, trapezista, com alegria e com saudade, sabendo que amores como o nosso não acabam: eles apenas aprendem a aplaudir, em silêncio, o espetáculo da vida que segue.

A existência é o silêncio que grita dentro do vazio, um instante onde o nada se torna possível e, por isso mesmo, impossível de ser esquecido. Não somos entidades separadas, mas pulsos dessa mesma vastidão tentando, em vão, agarrar o que nunca esteve à nossa mão: o sentido absolu…
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A existência é o silêncio que grita dentro do vazio, um instante onde o nada se torna possível e, por isso mesmo, impossível de ser esquecido. Não somos entidades separadas, mas pulsos dessa mesma vastidão tentando, em vão, agarrar o que nunca esteve à nossa mão: o sentido absoluto. Somos feitos do instante entre o ser e o não-ser, a tensão infinita que cria o movimento e o pensamento. Não há fora do existir, pois o existir é a fronteira que se estende e se recolhe, um horizonte que nunca alcançamos, mas que nos define. Viver é assumir a responsabilidade de ser a pergunta viva, um eterno questionar sem resposta, um testemunho daquilo que escapa à compreensão. O que chamamos ‘realidade’ é apenas o contorno provisório dessa busca, a sombra tênue de algo que é ao mesmo tempo todo e nada. Ser, então, é reconhecer que somos a ferida aberta do cosmos — e que nessa ferida pulsa a única certeza: a de que, no fundo, nada é certo, exceto a eternidade do mistério.

O início de tudo não foi um momento, mas uma ausência: a ausência absoluta, onde nem mesmo a ausência podia ser concebida. Antes de qualquer tempo, qualquer espaço, qualquer lei, havia apenas o impensável — aquilo que nem o nada consegue nomear. E então, sem porquê, sem finalidad…
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O início de tudo não foi um momento, mas uma ausência: a ausência absoluta, onde nem mesmo a ausência podia ser concebida. Antes de qualquer tempo, qualquer espaço, qualquer lei, havia apenas o impensável — aquilo que nem o nada consegue nomear. E então, sem porquê, sem finalidade, sem testemunha, o ser se insinuou: não como um estouro, mas como uma inevitabilidade silenciosa, um gesto que não pôde ser contido. O que chamamos ‘início’ não é o princípio de algo, mas a fratura do impossível — o ponto em que a inexistência já não pôde mais se sustentar e, ao ceder, deu lugar à possibilidade. O tempo nasceu junto com o espaço, como dois gêmeos siameses, costurados pela necessidade de que algo se transformasse. A matéria não veio depois: ela sempre foi o desdobramento desse impulso primordial, o eco daquela primeira vibração sem origem. O início não aconteceu, ele ainda está acontecendo, a cada respiração, a cada pensamento: o universo segue começando, incessante, em nós, através de nós, apesar de nós. E talvez seja esse o maior segredo: que o início nunca terminou.

A estrela de aquário Lá, no infinito silencioso, brilha uma estrela azul,
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A estrela de aquário Lá, no infinito silencioso, brilha uma estrela azul, livre, etérea, bailando a 175 anos-luz de tudo que sou. Sua luz atravessa distâncias insondáveis, rompe o tempo com uma paciência antiga, e chega até aqui, suave, mas firme, como o amor que guardo em mim. Somos como esse brilho: não importa o espaço, não importa a ausência, há sempre um feixe de luz que insiste em atravessar o escuro para encontrar quem ama. A magnitude pode parecer pequena aos olhos apressados, mas quem sabe olhar o céu sabe reconhecer o milagre de uma luz que persiste, mesmo frágil, mesmo longínqua. E assim sigo, com o coração elevado ao firmamento, sabendo que há amores que não se apagam, como estrelas antigas que continuam a iluminar mesmo quando já partiram. Sob a luz de Iota Aquarii, reaprendo a beleza da espera, o poder do silêncio, e a certeza serena de que o amor verdadeiro é, sempre, uma constelação que nunca se desfaz.

As Professoras do Meu Coração No pré, com a doce Ester, que é puro éster — Fixou em mim o saber e o bem-estar.
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As Professoras do Meu Coração No pré, com a doce Ester, que é puro éster — Fixou em mim o saber e o bem-estar. Na primeira série, com a Biliza, que me "bilisou" de alegria, Me ensinou a rezar, a ter fé e a amar todo dia. No segundo ano, a Leninha, sempre com jeitinho, Me ensinou a ser forte, um tanto "lenhinha" no caminho. Na terceira, a Sônia que soa como canção, Fazendo da aula uma linda melodia no coração. No quarto, a firme e sábia Vera, que tudo verá, Mostrou que o futuro é luz, basta acreditar. Minhas professoras, nomes com graça e amor, Cada uma, um trocadilho, um presente e calor.

Monólogo em J Jamais pensei que o júbilo pudesse se transformar em júbilo ferido, em junção quebrada entre o que foi e o que nunca mais será.
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Monólogo em J Jamais pensei que o júbilo pudesse se transformar em júbilo ferido, em junção quebrada entre o que foi e o que nunca mais será. Janelas se fecharam lentamente, sem gemido, sem gesto, apenas o jazer silencioso do que antes era jardim. Jazem as palavras que não disse, jazem os abraços que não dei, jaz, sobretudo, a alegria que um dia me justificou. Jornada interrompida, jamais concluída, mas sempre revivida, nos labirintos da memória onde só eu caminho. Julgaria ser forte ao seguir adiante, mas julgo ser mais sincero ao permanecer neste lugar, onde o juízo vacila, e só a saudade é justa. Jardins secos se espalham por dentro, flores que murcharam antes da primavera, mas cujas raízes, ainda assim, persistem em doer. Jogo-me, às vezes, na esperança de que, em algum tempo além do tempo, as janelas se abram outra vez, e a jornada recomece, mas sei… já sei… Junto ao que fomos, resta apenas a sombra do que poderia ter sido. Jorro lágrimas que ninguém vê, junção líquida de um amor que jaz, mas que, estranhamente, jamais morreu.

Andarilho Ele anda descalço, sem pressa no chão, faz do passo um poema, do mundo um clarão.
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Andarilho Ele anda descalço, sem pressa no chão, faz do passo um poema, do mundo um clarão. Nos ombros carrega o céu de setembro, e nos olhos, segredos que o tempo não lembra. Conversa com sombras, com santos, com luz diz que a cidade perdeu seu Jesus. E escolheu, sem juízo, sem rumo e sem lar, o silêncio das ruas pra se libertar. Dorme onde o dia resolve apagar, come o que a rua decide ofertar. Mas guarda uma paz que ninguém compreende, e um jeito de ver que a gente não aprende. Chamam de louco, de alma partida, mas talvez enxergue o milagre da vida: numa poça d’água, no fumo que passa, na prece calada de um banco de praça. Enquanto a cidade se arrasta, febril, correndo por metas, fugindo do fio, ele para o tempo com olhos fechados e ouve segredos nos cantos calados. Talvez compreenda o que tanto evitamos: que é no que não se compra que mais acreditamos. Que mansão sem alma é prisão de luxo, mas um banco de praça... é palácio sem muro. Louco ou livre? Que nome daria ao homem que vive em plena poesia? Que se despiu só pra renascer, e escolheu, sem medo... simplesmente viver.

O Brasil é dos Brasileiros Composição: André Luiz Zanata Quero falar do tempo sobre o tempo
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O Brasil é dos Brasileiros Composição: André Luiz Zanata Quero falar do tempo sobre o tempo Do vento que sopra e não tem lamento Do olho sobre o olho, sem engano Da fé que mora no gesto humano Quero falar do amor que não se fala Do amor que se planta e não se cala Amor que é riso, toque, chão e passo Que não precisa palavra, só abraço Do Brasil que é Deus feito um verso em prosa De um céu tão azul que a alma repousa Da vida que a gente nem sempre entende Mas que o coração sente e compreende Quero falar da natureza com a gente Das águas claras e do sol ardente Das mãos na terra, do cheiro do mato Do silêncio que canta no alto do trato Do Brasil que é Deus feito um verso em prosa De um céu tão azul que a alma repousa Da vida que a gente nem sempre entende Mas que o coração sente e compreende Tudo que temos é presente e graça Do grão ao sorriso, tudo é massa E se o mundo pesa, a gente reza No balanço da rede, a alma se apega Do Brasil que é Deus feito um verso em prosa De um céu tão azul que a alma repousa Da vida que a gente nem sempre entende Mas que o coração sente e compreende

O canto das cordas No silêncio além da matéria, onde o espaço é dobra e dança,
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O canto das cordas No silêncio além da matéria, onde o espaço é dobra e dança, vibra uma corda invisível, tecendo o mundo em esperança. Ela canta sem voz, sem tempo, no palco de onze dimensões, como harpa em vácuo absoluto ressonando antigas canções. Seus fios não são de aço ou vento, mas de pura equação, laços que sonham ser tudo: luz, gravidade e criação. Numa dobra de Calabi-Yau, o universo se esconde em flor, cada pétala uma partícula, cada simetria, um rumor. E nós — poeira que pensa — tentamos decifrar seu segredo, mas talvez só escutemos o eco do mistério que teme o enredo. Pois a corda, em sua elegância, não jura ser real ou verdade, é talvez só uma hipótese bela, nascida da nossa saudade. Saudade de unir o que é tudo, de fazer da física um poema, onde cada partícula é verso e o universo, um dilema. Então seguimos — sonhadores — entre buracos e brilhos quânticos, escrevendo, com lápis de fóton, as partituras dos campos românticos. E se um dia ela se quebrar, não será fim, será abertura: a física, como a poesia, vive da sua mais bela ruptura.