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Frase de André Luiz Zanata

Monólogo em J Jamais pensei que o júbilo pudesse se transformar em júbilo ferido, em junção quebrada entre o que foi e o que nunca mais será. Janelas se fecharam lentamente, sem gemido, sem gesto, apenas o jazer silencioso do que antes era jardim. Jazem as palavras que não disse, jazem os abraços que não dei, jaz, sobretudo, a alegria que um dia me justificou. Jornada interrompida, jamais concluída, mas sempre revivida, nos labirintos da memória onde só eu caminho. Julgaria ser forte ao seguir adiante, mas julgo ser mais sincero ao permanecer neste lugar, onde o juízo vacila, e só a saudade é justa. Jardins secos se espalham por dentro, flores que murcharam antes da primavera, mas cujas raízes, ainda assim, persistem em doer. Jogo-me, às vezes, na esperança de que, em algum tempo além do tempo, as janelas se abram outra vez, e a jornada recomece, mas sei… já sei… Junto ao que fomos, resta apenas a sombra do que poderia ter sido. Jorro lágrimas que ninguém vê, junção líquida de um amor que jaz, mas que, estranhamente, jamais morreu.

André Luiz Zanata

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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O amor está para o ódio como a água está para o gelo. ⁠
⁠Eu vou me deixar Sobrando no caos Rasgando as lembranças
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⁠Eu vou me deixar Sobrando no caos Rasgando as lembranças De noites de sóis Prazer em viver Desatando os nós Daqueles que vivem Procurando por nós Sou o todo vazio Buscando lençóis As vezes em risos As vezes sem voz Quem pode me leva Quem deve me entrega Aquilo que as vezes Nem eu mesmo sei No fundo me sinto O assunto preciso Que fecha um ciclo Mas abre um inciso Que traz um troféu Por vezes sem mel Estrela que brilha Sem paz no luar Sou a forma que mede O entorno a plainar Um dia me aprendo E vibro em frequência do mar Florada querida Abelha no ar