Pular para o conteúdo

Frase de André Luiz Zanata

O canto das cordas No silêncio além da matéria, onde o espaço é dobra e dança, vibra uma corda invisível, tecendo o mundo em esperança. Ela canta sem voz, sem tempo, no palco de onze dimensões, como harpa em vácuo absoluto ressonando antigas canções. Seus fios não são de aço ou vento, mas de pura equação, laços que sonham ser tudo: luz, gravidade e criação. Numa dobra de Calabi-Yau, o universo se esconde em flor, cada pétala uma partícula, cada simetria, um rumor. E nós — poeira que pensa — tentamos decifrar seu segredo, mas talvez só escutemos o eco do mistério que teme o enredo. Pois a corda, em sua elegância, não jura ser real ou verdade, é talvez só uma hipótese bela, nascida da nossa saudade. Saudade de unir o que é tudo, de fazer da física um poema, onde cada partícula é verso e o universo, um dilema. Então seguimos — sonhadores — entre buracos e brilhos quânticos, escrevendo, com lápis de fóton, as partituras dos campos românticos. E se um dia ela se quebrar, não será fim, será abertura: a física, como a poesia, vive da sua mais bela ruptura.

André Luiz Zanata

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de André Luiz Zanata

O amor está para o ódio como a água está para o gelo. ⁠
⁠Eu vou me deixar Sobrando no caos Rasgando as lembranças
Continuar lendo

⁠Eu vou me deixar Sobrando no caos Rasgando as lembranças De noites de sóis Prazer em viver Desatando os nós Daqueles que vivem Procurando por nós Sou o todo vazio Buscando lençóis As vezes em risos As vezes sem voz Quem pode me leva Quem deve me entrega Aquilo que as vezes Nem eu mesmo sei No fundo me sinto O assunto preciso Que fecha um ciclo Mas abre um inciso Que traz um troféu Por vezes sem mel Estrela que brilha Sem paz no luar Sou a forma que mede O entorno a plainar Um dia me aprendo E vibro em frequência do mar Florada querida Abelha no ar