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Frase de André Luiz Zanata

A existência é o silêncio que grita dentro do vazio, um instante onde o nada se torna possível e, por isso mesmo, impossível de ser esquecido. Não somos entidades separadas, mas pulsos dessa mesma vastidão tentando, em vão, agarrar o que nunca esteve à nossa mão: o sentido absoluto. Somos feitos do instante entre o ser e o não-ser, a tensão infinita que cria o movimento e o pensamento. Não há fora do existir, pois o existir é a fronteira que se estende e se recolhe, um horizonte que nunca alcançamos, mas que nos define. Viver é assumir a responsabilidade de ser a pergunta viva, um eterno questionar sem resposta, um testemunho daquilo que escapa à compreensão. O que chamamos ‘realidade’ é apenas o contorno provisório dessa busca, a sombra tênue de algo que é ao mesmo tempo todo e nada. Ser, então, é reconhecer que somos a ferida aberta do cosmos — e que nessa ferida pulsa a única certeza: a de que, no fundo, nada é certo, exceto a eternidade do mistério.

André Luiz Zanata

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Eu vou me deixar Sobrando no caos Rasgando as lembranças
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⁠Eu vou me deixar Sobrando no caos Rasgando as lembranças De noites de sóis Prazer em viver Desatando os nós Daqueles que vivem Procurando por nós Sou o todo vazio Buscando lençóis As vezes em risos As vezes sem voz Quem pode me leva Quem deve me entrega Aquilo que as vezes Nem eu mesmo sei No fundo me sinto O assunto preciso Que fecha um ciclo Mas abre um inciso Que traz um troféu Por vezes sem mel Estrela que brilha Sem paz no luar Sou a forma que mede O entorno a plainar Um dia me aprendo E vibro em frequência do mar Florada querida Abelha no ar