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Frases de Maria da Penha Boina

276 frases

Quem és? Quem és tu? Em que mundo vives?
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Quem és? Quem és tu? Em que mundo vives? Quais são os teus sonhos? O que queres? Porque tropeças tanto? Porque não pulas os obstáculos? Não vês que estás a cair A definhar e a sumir! Fala alguma coisa Diga o que queres Mate o teu medo Estirpe o teu ódio. Não mates a mim É o que fazes um pouco a cada dia. Sejas menos cruel. Dá-me mais alegria.

Amor amigo Amor amigo é aquele que existe sem interesse, sem querer nada em troca.
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Amor amigo Amor amigo é aquele que existe sem interesse, sem querer nada em troca. É o amor perfeito não anedota. Amor amigo não aconselha Não se envolve no âmago do que mais belo o seu dito amigo já construiu. Amor amigo é participação exponencial. Amor amigo não chora mágoas pela compaixão. Amigo não aceita por devoção tudo que lhe é dito. Amor amigo discute se defende, possuem pontos de vista diferentes, combatem os seus princípios e vontades. Ser seletivo na amizade é o estado da arte. O amigo não é só meu, É da vida pelo amor da amizade.

Amor reverso Num belo dia eu ouvi falar Fizeram-te uma imprecação de males
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Amor reverso Num belo dia eu ouvi falar Fizeram-te uma imprecação de males Como prenúncio de morte. Praga de gente sórdida. Que nocividade é essa? Uma árvore nascer dentro de mim? Para que eu exploda? Não entendi a malícia. Fiquei torpe. Predestinei à aversão. E o infortúnio aconteceu. A árvore nasceu, cresceu e criou raízes. Dissipou dentro de mim. Gerou frutos maravilhosos As raízes entranharam-se no coração Era a praga do amor reverso De um amante em solidão.

Tatuagem Vou tatuar o meu corpo Com um Escorpião
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Tatuagem Vou tatuar o meu corpo Com um Escorpião Porque sou racional, Mas destrutiva de coração. Não, não - Vou tatuar Ideograma japonês. Representando a minha índole refinada Pelo meu bom gosto estético Fidelidade e amor. Oras! O Coração em chamas Para mostrar o meu domínio Tipificar este poder Apenas cognitivo do meu ser. E o Tubarão? Caminho na solidão Curiosa por missão Sem submissão. Vou, é tatuar um Dragão Para sentir o meu controle Meu desejo Minha auto-afirmação. Ou caio na esparrela Tatuando os símbolos Tribais Neste motivo abstrato Voltar-se-ão olhares que sinto escasso. Ou uma Lagartixa? Para manter o meu autocontrole E a contenção dos sentimentos? Que lamento! Tatuagem.

Ódio II ÓDIO II Amo alimentar o meu ódio
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Ódio II ÓDIO II Amo alimentar o meu ódio Quero beber deste ódio eternamente. É ele que nutre a minha existência Sem essa lâmina não consigo enxergar a indiferença. Na indiferença dos outros Encontro a minha sensatez A minha filosofia do amor que pensa Na ciência que investiga No estudo que analisa. Ao me alimentar do ódio Estudo a paixão que desequilibra O orgulho que enlouquece as pessoas O sensualismo que envenena. Necessito do ódio para saber Lidar com a indiferença. Pode vir de terno, vir com olhos, boca, coração e cérebro Nada, nada mesmo dará conta dessa presença Muito menos da ausência. Por isso preciso de beber mais ódio Pois é neste ódio que preciso de um coração De uma frieza, de um raciocínio Mesmo que doente. Preciso aprender, e o ódio é a matéria-prima dessa ânsia que alimento. Este alimento está no objeto do ódio Alimenta o meu rancor, a minha ira O meu pouco humor e A minha pouca sabedoria para entender E aturar. Quero o ódio para mim, dessa forma Nunca serei indiferente.

Insatisfação O teu elogio não cura mais a minha insatisfação. As tuas ideias consomem a minha alegria.
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Insatisfação O teu elogio não cura mais a minha insatisfação. As tuas ideias consomem a minha alegria. O teu juízo desapareceu sem harmonia. Os teus gestos declaram sempre falta de emoção. Tudo em ti é insosso. Tudo que praticas não é natural. Tudo o que demonstras é em razão de um esforço hercúleo. Tu não tens opinião. Tu és um fantoche. Não possuis uma personalidade definida. Um adulto cheio de mentiras. Não és capaz de atuar com a razão. És um ser sem atitude, mas cheio de malícias. És uma criatura que esconde sentimentos. És o que trai na defensiva. És sempre a vítima em cada situação. Ser imundo que não satisfaz. Verme maldito do pecado. Traidor dos que o amam, Fere sem compaixão.

Sonhos de menina mulher Fantasiei quando menina Casar e ter meus filhos
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Sonhos de menina mulher Fantasiei quando menina Casar e ter meus filhos Um menino e uma menina De olhos bem clarinhos Não foi fantasia Foi um sonho realizado Tive um casalzinho De olhos clareados Sonhei também como mulher Fantasias até perversas De viver com o meu companheiro Como amantes exotéricos Neste sonho glorioso Quis conhecer lugares Fazer coisas loucas Sem traição, na liberdade Mas este companheiro? Não tive Não acompanhou a minha ilusão Achou melhor a acomodação Sobre o mesmo colchão Não cativou a amada Para viver os mesmos valores Preferiu afagar os seus sonhos Com a mulher da vida errada. Neste caso, só agradeço Ao sonho que tive com os filhos Pois o sonho de mulher Caiu no precipício.

Paixão Sê como amigo, O mais verdadeiro.
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Paixão Sê como amigo, O mais verdadeiro. Sê por gratidão, com a maior vontade. Sê por justiça, bem feita. Sê por teimosia, com orgulho. Sê por caridade, de coração. Sê por ganância, para valer o esforço. Sê por obrigação, para o certo. Sê por paixão, a mais intensa. Sê por impulso, sem arrependimentos. Sê por amor, irás ao céu Sê assim, que com o manto de minha paixão te doutrinarei.

Omissão Proibiu as suas palavras de me visitarem, teus olhos de me enxergarem,
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Omissão Proibiu as suas palavras de me visitarem, teus olhos de me enxergarem, teus ouvidos de me escutarem. Improvisou outra voz mísera que descarinhosamente negou, escondendo de mim o que vivias. As promessas não falam por mim e já trouxe o amanhã para o hoje confessando que pela compleição débil o destino errou. Desisto de lutar pela faculdade de perceber. Prendi a palavra, fechei os olhos. O que há mais de existir? Um mundo desbotado e sem pessoas, uma ave que não voa nada mais de mim..., nada!

Assalto ao coração Bateram em minha porta Eu a abri com um sorriso
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Assalto ao coração Bateram em minha porta Eu a abri com um sorriso E para a minha surpresa Era um assalto. Fiquei estarrecida Numa mistura de êxtase e medo Mas, durante aqueles momentos Tentei fazer todas as leituras possíveis. Mas, quando a porta se fechou Notei que o meu estômago não mais aceitava a comida Os meus pulmões já não queriam respirar O meu coração sangrava. As minhas pernas paralisavam Os meus dedos começaram a esfriar. Mas, na fuga do sentimento a razão sobressaiu Pensei então… Cometi um grande erro Abri a porta desprevenida Deixei entrar com um sorriso Quem me era desconhecido.

Mente demente O corpo não mente O que mente é a mente
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Mente demente O corpo não mente O que mente é a mente Vergar-se na mente que mente Tem-se a mente demente E na noa que vai além da hora por ora A mente que mete Estagna na imensidão do céu noturno Na recordação do momento divino No sorriso amigo Na sensibilidade do choro ou sorriso No amor e na fé Mente que mente indeterminadamente No decifrar os enigmas das emoções Os pensamentos abstratos A consciência. Absurdo de mente demente.

Pernambuco Conhecer Pernambuco é giro, como se diz na boa gíria de Portugal. Baila-se cavalo marinho pra esquecer-se a lida negreira
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Pernambuco Conhecer Pernambuco é giro, como se diz na boa gíria de Portugal. Baila-se cavalo marinho pra esquecer-se a lida negreira Nos batentes dos pandeiros, da rebeca e do ganzá. Na colheita e na caçada indígena A velocidade impetuosa do ganzá a arrebentar maracatu. Pólvora, cachaça e limão. Mamulengo, que delícia, dá pra ri e pra chorar. Da quadrilha, do maxixe e do galope, vem o frevo se exaltar. É alegria da tesoura da pernada do carrossel nos passinhos a sublimar. Tem a coco a pastoril a ciranda É pra tudo o carnavá. Além da linda Oh! Linda tem Recife De arrecifes de corá.

Escrevo Na segunda-feira, escrevo; Na terça e quarta, também;
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Escrevo Na segunda-feira, escrevo; Na terça e quarta, também; Às vezes escrevo na quinta e Na sexta quando sinto que convém. Escrevo nos fins de semana Nos feriados escrevo quando me apetece; Em momento de orgulho No mundo que é só meu Faço a hora de escrever. Pasmo sempre quando leio Admito que não seja eu. Mas escrevo que importa? Mais me admira quem não o faz, Nada sente nada pensa, pois Nada tem por dizer. Faço sentir nas palavras Momentos obscuros de reflexão; De amor e ódio sou cúmplice; Hoje entendo o que escrevo, amanhã Talvez, não. Que importa então? Não entendo muito das palavras, Não sou poetisa E seria muita audácia Se a quisesse ser.

O sonho Você corre, corre atrás de um sonho. Mas você não conhece o sonho
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O sonho Você corre, corre atrás de um sonho. Mas você não conhece o sonho Então, você vaga de um lado para o outro, Considerando as coisas pontuais como realizadas Mas você volta para casa Fica ali calado Frio Embutido Imundo Moribundo Chora e ri embriagado A noite cai O estomago enjoado Adormece E o sonho que sequer foi sonhado Morre com o sono O dia nasce novamente E você volta a correr e corre atrás do sonho.

Descarte Descarte a carta que te prende ao jogo A angústia do egoísmo evasivo
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Descarte Descarte a carta que te prende ao jogo A angústia do egoísmo evasivo Por abnegação o incontestável A patente vulnerável. Descarte meu caro A serenidade do rio onde tu lamentas A seriedade de como tu gargalhas O triste riso do palhaço. Descarte a empáfia O rigor não excessivo O ato fastidioso A clarividência do fato. Descarte a literatura sem censura O rito benevolente O peso ao revés A desafinação da autoria. Descarte o lhano Que de cândido e despretensioso nada tem. DescARTE Não, a arte de Descartes.

A cegueira Olha, olha não consegue ver. Você sabe que não ficou cego
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A cegueira Olha, olha não consegue ver. Você sabe que não ficou cego Mas não entende porque não enxerga Mas você sabe que está sobre a ponte E sabe que o mar azul está adiante Existem navios no horizonte Você tem consciência de tudo Mas não consegue ver Ei? Não tente abrir mais os olhos Você não vê por falta da visão O muro é muito mais alto Faça o esforço para subir até o topo É muito alto, e você não suporta mais o cansaço? Tente mais uma vez. Sente-se fraco Não tem mais tempo? Dê mais uma gota do seu sangue Sei que é a última gota Está quase, vai. Sente-se melhor agora? Você chegou ao topo. Mas o seu corpo é só dor Você demorou demais O muro é alto E não teve tempo de ver os navios A correnteza mudou a cor do mar. Não salte agora. Use a sua imaginação. Tente enxergar assim mesmo.

Tempo Você achou que o tempo não passaria? Tentou se convencer de que nada aconteceria?
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Tempo Você achou que o tempo não passaria? Tentou se convencer de que nada aconteceria? Fez com que o seu cérebro queimasse no alto-forno? Esqueceu-se de que o fogo queima? Mas o produto escorreu Petrificou com o ar Tentou a picareta para quebrar e nada Tentou um componente químico Mas a química não permitiu que se liquidificasse novamente Pronto, você envelheceu e ficou pronto. Nada mais é capaz de modificar Nem os vermes conseguirão devorar E você ainda nem percebeu Que o tempo passou e se foi para bem longe Nem é capaz de processar lembranças e a dor aumenta Mas o que solidificou nem pensa Só sofre e nem sabe discernir em que consiste.

Romantismo Gostaria que soubesse: O que se vive juntos não passa
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Romantismo Gostaria que soubesse: O que se vive juntos não passa Portanto, não diga que eu matei a nós. Meu ser não consegue assassinar o que abastece o sentimento. A minha poesia fica guardada em minha alma Será a você passada pelos meus abraços e beijos aqui preservados. Fico lucubrando para reter o estágio de loucura. Toco na jovial borboleta para sentir a seda da sua pele Inclino-me à rosa para recuperar o seu cheiro e revivenciar a sua beleza. Só não posso dar a você o que não possuo E o que possuo, talvez não o satisfaça. Perdão por eu ser tão inferior. Na minha frágil e inconstante sabedoria Para não dizer literalmente, ignorância, Alimento-me deste amor que sinto por você. Não sou a súcubo como você me intitula e queima na fogueira. Mate-me de forma mais misericordiosa. Já que soube matar o seu amor do seu eu Saiba então matar o seu ódio. Preserve de nós algo de bom Se alguma coisa boa realmente existiu para você. Aprenda ao menos, a não cumprir o seu ritual de horror. Colocaste-me no túmulo ainda viva. Desculpa-me, tira-me daqui. Deixa-me inspirar só um pouco de ar. Não me mate assim, vivo ainda por respirar você.

Passado e futuro Sem passado o presente não terá futuro Quem somente vive intensamente no presente e não examina o passado não será capaz de prognosticar o futuro.
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Passado e futuro Sem passado o presente não terá futuro Quem somente vive intensamente no presente e não examina o passado não será capaz de prognosticar o futuro. Passa a pensar o futuro como a possibilidade de tudo e o passado, como a realidade do nada. Assim, não tem esperanças nem saudades, e o presente tornará a vida contrária do que desejaria. Sem que prevaleça a história no cérebro de um homem, o que poderá ser a vida amanhã se não a pode presumir? É através do passado empírico que se mantém o controle do que se quer, do que acontece de fora, exercendo a própria vontade. Quem repudia o legado do passado, arreda-se de si, levando ao desejo inútil de repeti-lo, com a sensação do momento. A rejeição do passado modifica o espectro da sensibilidade, pelo fato elementar de consciência provocado pela modificação de um sentido externo e ou interno. Sem conhecimento do passado, o presente é um simulacro de si, vive-se de aparência sem realidade. O presente descalçado é a ilusão transcendendo as premissas das incertezas do futuro, o qual vivenciará como já fora um dia. A simulação do futuro torna-se fantasmagórica e o texto se repetirá. E ri-se íncubo.

O homem avestruz O homem que fortemente criticou o que lhe era desconhecido Sentia-se o maior dos protegidos
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O homem avestruz O homem que fortemente criticou o que lhe era desconhecido Sentia-se o maior dos protegidos E sem nenhum escrúpulo, julgou o ser amado, E acabou se acabrunhando no silêncio. Num momento sequer esperado Viu-se totalmente desamparado Teve medo da recusa e de ficar ilhado. Sua autoconsciência saiu da inércia, da paralisia, Tudo agora se podia. O desconhecido que por ora criticado Torna-se o recanto mais privilegiado, a zona de conforto, a sua nova ilha. Como o novo encontrado é o diferente Tenta a amnésia afetiva para adiar decisões, Coloca-se em territórios movediços Criando armadilhas para sua própria dignidade. O que o move agora é o inconsciente Com esperança no que lhe é variado, O que lhe trava a nostalgia. Para não incorrer no perigo de fazer a história irreconciliável E por medo da verdade que na ponta de seu nariz se encontra Cobre a cabeça como a avestruz, sentindo-se protegido. Criando um inimigo eloquente demais, que para um poeta, Não existe comentário. O seu amado, agora o seu inimigo imaginário, Avança meticulosamente E quando da sua passagem da opulência e da felicidade à pobreza e desgraça Será o único que estará a seguir os seus passos Para te elevar do seu estado de aflição, do seu infortúnio e desventura, Da calamidade em que se encafuou.

O preço da minha ausência Quanto vale a minha ausência? Vale muito com certeza
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O preço da minha ausência Quanto vale a minha ausência? Vale muito com certeza Vale conluios inquestionáveis Dos disco voadores a espreita. Quanto vale a minha ausência? Vale aos óvnis adiáfanos Que por entre nuvens escuras Expõem translúcidos a imprudência. Quanto vale a minha ausência? Vale a minha sabedoria no anonimato De atos e fatos que ressurgem encolerizados E mitigam a minha dor. Quanto vale a minha ausência? Vale saber tão naturalmente O que floresce da demência, Entre as estrelas mais brilhantes Estão os ufos ainda mais reluzentes.