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Frase de Maria da Penha Boina

Escrevo Na segunda-feira, escrevo; Na terça e quarta, também; Às vezes escrevo na quinta e Na sexta quando sinto que convém. Escrevo nos fins de semana Nos feriados escrevo quando me apetece; Em momento de orgulho No mundo que é só meu Faço a hora de escrever. Pasmo sempre quando leio Admito que não seja eu. Mas escrevo que importa? Mais me admira quem não o faz, Nada sente nada pensa, pois Nada tem por dizer. Faço sentir nas palavras Momentos obscuros de reflexão; De amor e ódio sou cúmplice; Hoje entendo o que escrevo, amanhã Talvez, não. Que importa então? Não entendo muito das palavras, Não sou poetisa E seria muita audácia Se a quisesse ser.

Maria da Penha Boina

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.