Pular para o conteúdo

Frase de Maria da Penha Boina

Passado e futuro Sem passado o presente não terá futuro Quem somente vive intensamente no presente e não examina o passado não será capaz de prognosticar o futuro. Passa a pensar o futuro como a possibilidade de tudo e o passado, como a realidade do nada. Assim, não tem esperanças nem saudades, e o presente tornará a vida contrária do que desejaria. Sem que prevaleça a história no cérebro de um homem, o que poderá ser a vida amanhã se não a pode presumir? É através do passado empírico que se mantém o controle do que se quer, do que acontece de fora, exercendo a própria vontade. Quem repudia o legado do passado, arreda-se de si, levando ao desejo inútil de repeti-lo, com a sensação do momento. A rejeição do passado modifica o espectro da sensibilidade, pelo fato elementar de consciência provocado pela modificação de um sentido externo e ou interno. Sem conhecimento do passado, o presente é um simulacro de si, vive-se de aparência sem realidade. O presente descalçado é a ilusão transcendendo as premissas das incertezas do futuro, o qual vivenciará como já fora um dia. A simulação do futuro torna-se fantasmagórica e o texto se repetirá. E ri-se íncubo.

Maria da Penha Boina

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Maria da Penha Boina

Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas
Continuar lendo

Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.