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Frase de Maria da Penha Boina

O preço da minha ausência Quanto vale a minha ausência? Vale muito com certeza Vale conluios inquestionáveis Dos disco voadores a espreita. Quanto vale a minha ausência? Vale aos óvnis adiáfanos Que por entre nuvens escuras Expõem translúcidos a imprudência. Quanto vale a minha ausência? Vale a minha sabedoria no anonimato De atos e fatos que ressurgem encolerizados E mitigam a minha dor. Quanto vale a minha ausência? Vale saber tão naturalmente O que floresce da demência, Entre as estrelas mais brilhantes Estão os ufos ainda mais reluzentes.

Maria da Penha Boina

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Pensador.com

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Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.