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Frases de Maria da Penha Boina

276 frases

Sofisma Ser recebido no calor de um abraço Grudento como velcro
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Sofisma Ser recebido no calor de um abraço Grudento como velcro E ser capaz de fazer self-portrait Tanto repudiado... É ter a certeza plena Da felicidade mais obcena Para embriagar sentimentos passados Que não saem mais de dentro Do coração que um dia fora Totalmente dilacerado.

Pedra profana Fiz-me a água doce Fiz-me a brisa mais suave
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Pedra profana Fiz-me a água doce Fiz-me a brisa mais suave Fiz-me a temperatura mais amena Fiz-me a pessoa mais serena e de nada adiantou. Hoje sou pedra Sou muro, onde habitam lamúrias Das gentes que não aproveitaram da brandura Que tanto ofertei. Hoje sou pedra antiga, muda e cega Onde muita gente se debruça Cada um com a sua inútil razão. Ouço o que gritam em silêncio Vindo de corações ocos Capazes de cair no buraco negro Do universo em constante mutação. Mas sou muralha consistente E agora só guardo No meu silêncio profundo Os sentimentos imundos do mundo.

Censor Pergunta sobre mim Respondo a sua pergunta
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Censor Pergunta sobre mim Respondo a sua pergunta Você matuta, reflete E diz que é mentira. Você novamente pergunta Eu respondo Você especula, pensa E diz que é mentira. E aí vai, e pergunta, pergunta Eu respondo e respondo Você cisma, pondera E não acredita. E você volta a me perguntar Eu reconsidero, reflexiono Respondo filosofando E não sou compreendida. Você pergunta mais uma vez Eu sinto que está a julgar Refuto a indagação Silencio. E você pergunta sobre o meu silêncio Sinto que é para auferir vantagem Da sua mais nobre arte Que é a de censurar. O silêncio e a minha mais aristocrática retribuição Assim você elucubra a mentira já posta Em qualquer das respostas Que irá me sentenciar.

Lógica do louco Vem..., louco Atraído pela ira dos desencantos
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Lógica do louco Vem..., louco Atraído pela ira dos desencantos Em pele de cordeiro Voz doce Sonhos a realizar. Vem..., louco Amaciando a vítima Encorajando-a com malícia Desconcertando o enredo Espreitando na contramão. Vem louco, nas suas diferentes formas, Surpreender com a sua metamorfose Com sua opaca e colorida aparência, Tentar através da fresa Enviar um friso da sua maldita luz. Vem... Mais uma vez como veludo, Emerge do seu submundo com a sua maleficência A repousar no colo amigo O seu mundo hostil.

Rugas Essas linhas que aparecem no rosto e em todo o corpo, Chegam para todas as etnias e classes sociais e,
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Rugas Essas linhas que aparecem no rosto e em todo o corpo, Chegam para todas as etnias e classes sociais e, Têm o nome de rugas. E não são rugas de chorar, de sentir e sorrir São da idade, do tempo que passou e não volta Então, para que mentir? Se não sentiu, não chorou e não sorriu Elas iriam estar aí, do mesmo jeito Com ou sem esmeros. Pra que mentir? Dizer que veem junto a experiência Fazendo história e blá, blá, blá! Pra que olhar-se tão vulgarmente, E desculpar-se das próprias rugas Provando da baixa autoestima. Se tens a preocupação de justificar as rugas Através dos ritos de passagem que envenenou o corpo Conta outra! É resto, é o espírito que já está morto.

Desenganado Existem em diálogos frases estreitas - Confia em mim – é uma delas
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Desenganado Existem em diálogos frases estreitas - Confia em mim – é uma delas Pesa demais escutá-la. É perfeccionismo exacerbado Idolatrando-se altruísta, Causa de referência execrável. No máximo, o aceitável, Seria alguém que pudesse “acreditar”... Afugentando um pouco o egoísmo. Abstrair-se dessa persuasão É eleger-se convicto, É não deixar-se iludir Através do mecanismo doloso Do anti-herói à conquista do apogeu.

A qual tribo você pertence? Deve existir alguma a que pertence... Mas não consigo decifrar qual...
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A qual tribo você pertence? Deve existir alguma a que pertence... Mas não consigo decifrar qual... Não possui habilidade alguma Não caça, não pesca Não tem jeito, as mãos não fazem nada O cérebro não cria Não tem religião e nenhuma crença Não entende de política Não trabalha não se esforça Não estuda nem pensa Mas, deve existir uma tribo a que pertence... Qual? A tribo da ilusão? Da satisfação sem esforço? Da opinião sem o fato? Sem fato não existe conceito... A tribo dos necessitados? Dos vampiros? Dos pés descalços? Dos afogados em mágoas? Dos que vivem somente de solicitude? A qual tribo você pertence? Dos televisivos? Dos sem compromissos? Dos chateadores? Dos furtivos? A qual tribo você pertence? Dos amantes idolatrados Ou dos sacrificados? A qual tribo você pertence? Do uso da muleta humana? Não, você ainda não possui uma tribo É Homo neanderthalensis O que sobrou e se adaptou Da tribo sem evolução.

Para mim: Todo Cláudio tem que ser Antônio Grande poeta anônimo.
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Para mim: Todo Cláudio tem que ser Antônio Grande poeta anônimo. Todo Zé um novo horizonte Água que brota da fonte. Toda Eliza rainha Beth Perturbou é pivete. Toda espiritualidade, Margarete Vida dura, interprete. Todo Xande um grande achado Amor espelhado. Toda Iza tem que ter ira Na pele das crias, casimira. Todo Luiz, Luizinho Deus quem leva pra outro ninho. Toda Maria uma filosofia Refutem a poesia.

Naipe Não fuja, não fique desesperado sou bem grandinha, madurinha
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Naipe Não fuja, não fique desesperado sou bem grandinha, madurinha estudei durante anos o seu presente, passado a sua casta, portanto conheço seu desejo à intimidade Só não aceito suas fanfarras quando agrega as sarnas na mesma esfera da mãe que está na sala e outras I-Lentes familiares, podem ficar doentes ou são todos da mesma laia? É mistura de muita gente muita saia, pouco garbo totalmente demente fadado a morrer em meio ao triste fado.

Moço - Velho ... Velho - Moço Ficava extasiada quando observava o seu sorriso cândido
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Moço - Velho ... Velho - Moço Ficava extasiada quando observava o seu sorriso cândido As sandices engraçadas me comoviam Da pureza do passado à presente desesperança. Vejo com tristeza a sua luta Querendo agregar no velho o que era no moço. Aquilo que cobiçava no passado Conquistava com seus modos insanos Hoje torna-se indesejável Quando deseja ser moço Num corpo velho não almejado. Meu velho, deixa as parvoíces no passado Se tivesse semeado bons grãos quando moço Hoje, não estaria sofrendo em seu murcho corpo A alma te faria moço.

Saudade Eu resolvi te matar Matar e deixar bem mortinha
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Saudade Eu resolvi te matar Matar e deixar bem mortinha Vinha devagarzinho te detendo Fazendo isso quietinha A saudade era intensa Dolorida, imensa Sou incapaz de mensurar Pra matar, só pela morte lenta Agora te matei As lembranças são vãs Só amanhã de enterrarei Para além do divã Vou primeiro te velar Enquanto posso lastimar Que saudade! Da saudade que não tenho pra divagar.

Se o meu jeito de ser agradar, serei considerada uma pessoa complacente, companheira e amiga. Mas, se o meu jeito mudar e passar a não mais agradar, serei julgada como preconceituosa. Logo, cai por terra o conceito de preconceito. Se águem possui conhecimento e experiência previa…
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Se o meu jeito de ser agradar, serei considerada uma pessoa complacente, companheira e amiga. Mas, se o meu jeito mudar e passar a não mais agradar, serei julgada como preconceituosa. Logo, cai por terra o conceito de preconceito. Se águem possui conhecimento e experiência previa sobre mim, como pode mudar o meu conceito para o preconceito?

Peso morto Pasto sem gado Tesouro sem ouro
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Peso morto Pasto sem gado Tesouro sem ouro Vida Severina Nem tudo é rima. Beleza sem nobreza Destreza na tristeza Palavra sem certeza Completa pequeneza. Criado nem sempre é mudo Guarda-sol que guarda a chuva Molha mas não inunda Não tem lógica, barafunda. Pobreza eterna Olhos profundos Observação deletéria Sentimento imundo. Ave que não voa Cigarro apagado Bebida sem álcool Superficialidade no palco. Grito rouco Pele e osso Noite esquecida Regateando a vida.

Embaixo do Equador No Brasil é assim Três meses de bom tempo
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Embaixo do Equador No Brasil é assim Três meses de bom tempo Nove meses de inferno Porém, colonizadores aqui chegaram Inteligentes como eram Ao invés de tirarem os agasalhos Vestiram os Tupiniquins Fomos ul-trajados a rigor Brasileiro que se preze Não camufla a sua beleza Mantém a sua frescura e pureza Embaixo desse hemisfério é povo que anda nu.

Mais no menos Como eu gostaria de pensar menos Imaginar, sonhar e acreditar menos
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Mais no menos Como eu gostaria de pensar menos Imaginar, sonhar e acreditar menos Ser menos humana e mais racional Principalmente no perdão, menos Gostaria de ser como as pessoas me imaginam Menos... Mas estou aqui novamente A pensar, imaginar, sonhar, acreditar e perdoar Mais e mais... Nunca vou aprender e ser menos Continuarei a sofrer Eternamente, mais.

Eu magia Eu sou a que existo Da maneira que bem quero
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Eu magia Eu sou a que existo Da maneira que bem quero Vendo um mundo colorido Bem sincero Eu sou a que de olhos fechados Vejo as cores do universo Somente e somente se Para rimar o verso Eu sou a que imagina Que o inimigo possa ser honroso É o meu desejo de cair na cilada Só para concluir o quanto ele é horroroso Eu sou a que bem sei Quando alguém com o punhal se aproxima É melhor nem tentar o golpe Tenho saída exímia

Perdido O que perdi, perdido está não farei nenhum esforço para encontrar.
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Perdido O que perdi, perdido está não farei nenhum esforço para encontrar. Quem achar que faça bom uso mas aviso... em perfeito estado não está. Foram anos e anos de uso se moldou a minha forma harmonizou aos meus atributos vai ser chato consertar. Se for de alguma utilidade por nunca ter possuído o achado que foi perdido empenha-se e verá. Seja preciso, habilidoso tente reformar. Depois, alucine na dialética do meu capitalismo tosco a Mais-Valia do seu esforço.

Covarde demência Tenho a sua imagem gravada bem aqui em minhas retinas
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Covarde demência Tenho a sua imagem gravada bem aqui em minhas retinas imagens belas e horrendas imagens em que você se encontra amordaçado reprimido de exprimir sua opinião consentindo que façam de você marionete e entende como virtude, a demência frustrante de outrem sobre si sem força moral, sem personalidade ou senso de justiça. Agindo em bando, sabe que sua atitude não vai ser repreendida. Não se defende, manipulado pela sua covardia.