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Frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

627 frases

LIVRAMENTO (soneto) Leia-me! O meu verso árido e nefando Que queima o meu peito, e dá arrepio
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LIVRAMENTO (soneto) Leia-me! O meu verso árido e nefando Que queima o meu peito, e dá arrepio De quando teu paleio vem me cevando Nos embustes sorrateiros, vis e tão frio Olha-me! Não temas, pois, sou brando Já não busco o poetar num belo feitio O meu ser ainda permanece, radiando Já o senso, é tal qual um céu sombrio Fala-me! Verdades, não simule pranto Pois, as flores do cerrado têm candura As agruras, não vão ser, minhas pupilas E se escrevo este soneto, enquanto Escorre nos versos a minha tristura O meu amor, desobriguei das quizilas... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25/01/2020, 17’33” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

EM UMA MANHÃ DE CHUVA NO CERRADO Verão. Defronte o cerrado. Chove além Abro a janela, o cheiro de terra molhada
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EM UMA MANHÃ DE CHUVA NO CERRADO Verão. Defronte o cerrado. Chove além Abro a janela, o cheiro de terra molhada A melancolia... na imensidão, me provém Invade a minha alma, e ali faz pousada Sobre o pequizeiro as gotas, e também O meu olhar, que pinga lágrima mastigada Suspirando o ar úmido que dor contém E no vaivém, do vento, lembrança alçada Olho o céu gris e vejo o meu poetar triste E o pranto do silêncio por onde sumiste Encharcando de sofrência a vil inspiração As águas cantam. Rolam, caem. Um vazio E na enxurrada um padecer tão bravio Que vai arrastando a saudade e a ilusão © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25/01/2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

VENDAVAL NO CERRADO (soneto) Áspero, entre os uivos, em lufadas nos buritis De um constante sussurrar de uma ladainha
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VENDAVAL NO CERRADO (soneto) Áspero, entre os uivos, em lufadas nos buritis De um constante sussurrar de uma ladainha Prelado em prece, bailam nos galhos os saguis Na imensidão, quando a tempestade avizinha Rezas sobre a melancolia, agitam os pequis Sobre o cerrado, badala o sino da igrejinha E, em refrega, no céu, desenha o arco-íris Grassando poeira tal qual a erva daninha Bufa, num redemoinho em tal longura Que abres no horizonte em chiar bravio Gemendo o sertão num suspiro funeral E invade, como guerreiro, toda a secura Do chão, num comando do seu assobio Avança atroz no planalto... o vendaval © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23/01/2020, Cerrado goiano

DÚVIDA (soneto) E.… uma dúvida que me atormenta A divisão que no amor em que ando
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DÚVIDA (soneto) E.… uma dúvida que me atormenta A divisão que no amor em que ando Padeço e sofro, num vazio, quando O perdão e culpa, a qual me alimenta Silêncio e traição sufoquei amando Na ânsia de querer-te sem tormenta Ah! Como dói este olhar que ausenta Pois, o desejar no coração não mando Tenho o dia estonteado e sem atitude Choro, e com que ardor eu quisera O afeto, agora confuso e sem virtude Sinto que prodiguei a paixão sincera Se sofro, porque invadir-te não pude E nas incertezas, difícil é essa espera... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23 de janeiro de 2020, -Cerrado goiano Olavobilaquiando

TRAIÇÃO (soneto) Sobre o meu ser, como sobre o poetar Tirano fado, cai o senhor brutal engano
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TRAIÇÃO (soneto) Sobre o meu ser, como sobre o poetar Tirano fado, cai o senhor brutal engano Como numa tarde de outono a desfolhar Tomba a decepção num recital ao piano Oh! dor do falto no silêncio a embalar Solitário, tão sem sonho, no abandono Minha trova, no pesar põe-se a chorar A perfídia, acordando o inquieto sono Oh! lastimar aqui neste meu ensejo Que me vejo, nesta madrugada fria Ter a alma como uma fé sem oração Deixando a paixão sem amor e desejo Tristonha, cabisbaixa, desiludida, vazia Aos desmandos da desatinada traição... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22 de janeiro de 2020, 04’55” Cerrado goiano - Olavobilaquiando - quem nunca!

ANO NOVO A existência, uma jornada cheia de episódio Uma viagem, comboio, de traço, nó e de laço
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ANO NOVO A existência, uma jornada cheia de episódio Uma viagem, comboio, de traço, nó e de laço De passo a passo, ponto a ponto, num desafio Tão fugaz! Voraz! Lá vai o trem no compasso Pela vida, de paisagem variada: quente ou frio Rumando para a próxima parada, um cansaço Um alívio, em frete.... um silvo agudo, assobio Uma outra gare, outro tempo, outro pedaço Quem sabe ali... será a quem nos amará? O destino que nos há de dar a exaltação O acordo que fará satisfação sem estrovo Quem sabe?... Quem sabe? Ali será?... Será? Silva outra vez... e parte pra seguinte estação Nova esperança, surpresas: UM ANO NOVO! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22/12/2019, 05’23”, Cerrado goiano Olavobilaquiando

FELIZ NATAL! Canto de um Sertanejo Também eu, do cerrado, se o consentes Quero louvardes em corpo e alma, ao chão
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FELIZ NATAL! Canto de um Sertanejo Também eu, do cerrado, se o consentes Quero louvardes em corpo e alma, ao chão Vergar os joelhos em exaltação, clementes! Ante o presépio do Menino Jesus, em oração... Quero cantar, humilde canto ao infante menino E também a ti, ó Virgem Maria, mãe da salvação Na noite de Natal, de tão grande e celeste brilho Encenando o amor, a fé, doadas ao coração... Então, neste ato de confraternização, eu filho De pecadores lábios, perdão, e assim cantarão Tua glória a todo o sempre, que a nós provém De Ti. Fonte primeira de todo o amor, gratidão: Feliz Natal! União... Paz e Bem! © Luciano Spagnol – poeta do cerrado Dezembro, 2019 - Cerrado goiano

[...] do Amor [...] e tão grande, sublime e tão profundo Chega-te a mim! - adentre no meu amor
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[...] do Amor [...] e tão grande, sublime e tão profundo Chega-te a mim! - adentre no meu amor Sempre digo: e que se faça mais fecundo E neste mundo, quero-te mais, aonde for! Se vício, deixe-me pecar por um segundo E o meu desejo entrego ao desejo em flor Preme o meu peito com o teu ser jucundo E beba-me no prazer... este doce sabor! Ah! Bendito momento de sua aparição Se o tempo morrer agora. Que importa! Já de porta devassada deixaste o coração Perdoe-me Deus, no sentir já não comporta Tanto querer, e no olhar tanta a satisfação Pois, deste amor ao pecado me transporta © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23/12/2019, 05’03”, Cerrado goiano Olavobilaquiando

TEMPORADA DE VERÃO Já é mais uma temporada de verão Está por certo mais quente, moreno
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TEMPORADA DE VERÃO Já é mais uma temporada de verão Está por certo mais quente, moreno O vento abafado, e a baforada então Tempo quentão, e dias de sol pleno O suor no corpo no calor obsceno Arde os poros, escorre sem demão E sempre brilha e nunca é ameno O verão que tosta na sua exaustão Se tua cor é carmina - mais ardor! Efa! Gerando uma noite de molesta E do dia, um dia de muito lamento E nesta trova de verso abrasador Enquanto houver na prosa questa O verso será cálido no fundamento © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Dezembro, 2018 - Cerrado goiano copyright © Todos os direitos reservados. Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol #poesia #poetadocerrado #poetadearaguari #poetamineirodocerrado #cerradogoiano #poesiaempauta #poetandonocerrado #lucianospagnol #araguarino #verao

CARTÃO DE NATAL Busque um galho de sua existência Nas forquilhas enfeite com determinação e coragem
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CARTÃO DE NATAL Busque um galho de sua existência Nas forquilhas enfeite com determinação e coragem Não se esqueça das bolas de diligência Dos cartões amigos de boa mensagem Aqueles envelopados no amor, carinho, reverência Ilumine com lâmpadas de esperança Pisca... Pisca... na malícia, advertência Colorindo cada canto com detalhes de alegria e confiança E no topo do galho a estrela guia da fé Afinal é a razão da comemoração da lembrança O nascimento do Deus Menino filho de Maria e José O que veio para a aliança... Feliz Natal e Próspero Ano Novo. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Dezembro, Natal 2015/2016 Cerrado goiano

A Voz do Amor Nesse coração acelerado e existente Labirinto romântico e sacro do afeto
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A Voz do Amor Nesse coração acelerado e existente Labirinto romântico e sacro do afeto De refúgio arcano, piegas e inquieto A voz do amor, te vozeia, persistente E quando a tua voz tange na mente A alma se embebece em um dueto Com o sentimento, num só soneto De paixão e ardor, tão ferozmente Que, o meu olhar se torna cantante Denunciando ao meu amor sincero Sua importância de todos os amores Em um concerto leve e constante Dos anjos, sem nenhum exagero És ritmo a vida em todas as cores! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20/12/2019, 16’10” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

SONETO EM CONFISSÃO És do meu viver, o romantismo belo Cobiçado desejo, a todo tempo, jura
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SONETO EM CONFISSÃO És do meu viver, o romantismo belo Cobiçado desejo, a todo tempo, jura Que desperta uma doce tal ternura Onde a emoção e a paixão: - velo! Amo-te assim, no olhar de candura Da minh’alma, num desejo singelo O clangor do querer mais que belo O agridoce da saudade, a doçura! Amo o teu viço amante, o teu cheiro De brisa numa nublada madrugada Amo-te no teu singular, por inteiro A voz do âmago, ao ouvir: “te amo!” Que o destino trouxe a sua chegada E no coração, amor, assim te chamo! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 20/12/2019, 05’30” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

DEIXE QUE VOCIFERE Deixe que a voz da alma enfim vocifere Este grande amor que no peito arqueja
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DEIXE QUE VOCIFERE Deixe que a voz da alma enfim vocifere Este grande amor que no peito arqueja Que o olhar do mundo todo então veja Um afeto que satisfaze e que não fere Basta de desacertos! Que apenas seja! Sem medo, sem segredo, apego sugere E quando eu passe, eu me empodere Da paixão, e a cobiça morra de inveja! Sabe: é tão forte dentro desta emoção Que a afeição desnorteada me consome De ti sou repleto, e poeto-te com ardor Ouço a ti em cada canto, canta o coração Em um pulsar que exalta só o teu nome Como é bom poder falar do nosso amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19/12/2019, 17’14” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

ATRAVANCO Tantas vezes, na poesia, as asas do amor Largo na imaginação, e fico dele tão perto
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ATRAVANCO Tantas vezes, na poesia, as asas do amor Largo na imaginação, e fico dele tão perto E, ao poetar, a realidade então a interpor Como tudo, sem ti, um vazio tão deserto Saudade... a minha alma chora, essa dor O dia alongado e, a noite cheia de aperto Meu sentimento soluça tal a um pecador Que pede indulgência, e tudo tão incerto E abre o espanto, no olhar, duma agonia Meu verso voa, e mais triste é a alegria Que sagra o coração nas rimas sonantes Há pôr tudo a esperança, que não falece O cântico insiste, e a solidão empecesse Sustando a força do torvar para amantes © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18/12/2019 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

ECLOSÃO Há no afeto um momento de pureza que é o do olhar no olhar, um infinito
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ECLOSÃO Há no afeto um momento de pureza que é o do olhar no olhar, um infinito descobrindo ao toque toda a leveza do querer, enamorado e tão bendito Uma poesia d’alma e de profundeza de dois corpos se fundindo erudito do encontro, e de prazerosa viveza pondo o agrado no ápice do espírito Um mistério de força dos amantes Cada carícia, aflitos, e amima luzidia beijos, sensações e o desejo em laço Porque, entre dois seres delirantes encena um ato com a sua melodia musicando o amor num compasso © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/12/2019 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

SOFRÊNCIA Nu, o meu lamento pranteia na solidão Na minha dor o silêncio me comprime
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SOFRÊNCIA Nu, o meu lamento pranteia na solidão Na minha dor o silêncio me comprime E, em suspiro visceral que me oprime A boca saudosa de teu beijo, só ilusão Nessa tortura aflitiva do meu coração O desejo de outrora não mais inanime Uma realidade, o que já foi tão sublime Faz-me arrepiar em amarga sensação Em melancolias de dessabores infinitos E minh’alma vozeando em frêmitos gritos Rompe a exaustão do dia, em um frenesi E o tempo alonga as horas, lentamente Escreve a sofrência já no cerrado poente Num soneto jeremiado, e chorado por ti... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18/12/2019, 17’14” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

DICÍPULO Não anelo o alvorecer do cerrado, belo Quero a inspiração do horizonte divino
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DICÍPULO Não anelo o alvorecer do cerrado, belo Quero a inspiração do horizonte divino Talhando verso, ferino, donzelo e singelo Que outro, não eu! O faz tão cristalino Invejo o magarefe, na lida de seu cutelo Com ele, harmoniza a carne em traço fino Benino, na retidão e um esmero paralelo Que reputa, tal o ouvido ao som do violino Mais que bardo, um eminente extraordinário Enfeita, desenha, ressona num campanário A poesia, em alto relevo, em divinal destaque Por isso, escolto, imito-o, com meu pincel Meus rabiscos, sobre o branco dum papel Cingindo honraria, ao maior - Olavo Bilac! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/12/2019 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

O AMANHÃ Nunca, devemos dizer jamais O dia vai como tem que ir
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O AMANHÃ Nunca, devemos dizer jamais O dia vai como tem que ir A brisa nos leva, Onde quer que estais E nos põe a partir Vais... vais... vais... Mesmo que o medo te faça fingir Não olhe para traz Ouça do teu coração, a voz Ele lhe dirá em linhas gerais Um sonho. Arranque o teu poder feroz Nunca atroz, vá mais e mais Não olhe para traz Quando o amor leva nossos sonhos Tudo é capaz Até mesmo chorar... Enxugue tuas lágrimas, tudo é fugaz O que importa é amar Não olhe para traz, siga teu olhar A brisa nos leva Onde quer que estais E nos põe a partir Vais... vais... vais... O amanhã é um talvez Não acredite na sua ilusão Pegue a ti, e a tua nudez Da alma, e busque a paixão Acredite em ti, de uma vez Coloque tuas asas e vá voar As nuvens são macias, ao tocá-las Cada passo dado vira passado, sem pesar Pois, você está vivendo, vá voar... A brisa nos leva Onde quer que estais E nos põe a partir Vais... vais... vais... O amanhã é um talvez Vá de vez, e não olhe para traz O hoje é fugaz, e a vida uma só vez Então deixe a brisa te levar Tenha lucidez... Vorás é o tempo! As vezes não terá outro talvez Quando o amor leva nossos sonhos Tudo é capaz Até mesmo chorar... Não olhe para traz Vais... vais... vais, o que importa é amar! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15/12/2019, cerrado goiano

ARIDEZ NO CERRARDO A sequidão ainda a porta Lá fora, por aí, acinzentado
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ARIDEZ NO CERRARDO A sequidão ainda a porta Lá fora, por aí, acinzentado Espalha o sertão com vida semimorta Brilhante o sol roborizado A secura parece que corta E o silêncio destrói... À melancolia pouco importa Em nada corrói E aos sonhos, não comporta... Aridez, rodeia a minha casa Com uma manta marrom de poeira Em algum lugar você dorme, em brasa Em algum lugar, assim, como queira! Não ao meu lado, desasa... Junho se vai lentamente Em algum lugar, longe Como eu, o teu sono ausente Inconstante, monge... Você está em algum lugar No meio da minha saudade Não vai entender, vai julgar Dessaber, do amor, deslealdade... O vento está girando ao lado O pequizeiro está tranquilo O meu poema está fustigado Embriagado a ilusão, restilo Escassez, de você no cerrado! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13/12/2019, cerrado goiano copyright © Todos os direitos reservados Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

Resumindo Poesias, inspiradas, quantas Quantas da alma pra cantar
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Resumindo Poesias, inspiradas, quantas Quantas da alma pra cantar Grandes as paixões, tantas... Nossas vidas, grande alçar Várias estórias, as santas Ou não - vale é o poetar. Fados, pequenos contos Todos tão pouco pra contar O tempo, reticências e pontos Ah, estes são para superar Quando se olha bem no fundo Segundo, e tem brilho no olhar © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13 de dezembro de 2019, 11’05” Cerrrado goiano