Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
EM UMA MANHÃ DE CHUVA NO CERRADO Verão. Defronte o cerrado. Chove além Abro a janela, o cheiro de terra molhada A melancolia... na imensidão, me provém Invade a minha alma, e ali faz pousada Sobre o pequizeiro as gotas, e também O meu olhar, que pinga lágrima mastigada Suspirando o ar úmido que dor contém E no vaivém, do vento, lembrança alçada Olho o céu gris e vejo o meu poetar triste E o pranto do silêncio por onde sumiste Encharcando de sofrência a vil inspiração As águas cantam. Rolam, caem. Um vazio E na enxurrada um padecer tão bravio Que vai arrastando a saudade e a ilusão © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25/01/2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde