Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
TRAIÇÃO (soneto) Sobre o meu ser, como sobre o poetar Tirano fado, cai o senhor brutal engano Como numa tarde de outono a desfolhar Tomba a decepção num recital ao piano Oh! dor do falto no silêncio a embalar Solitário, tão sem sonho, no abandono Minha trova, no pesar põe-se a chorar A perfídia, acordando o inquieto sono Oh! lastimar aqui neste meu ensejo Que me vejo, nesta madrugada fria Ter a alma como uma fé sem oração Deixando a paixão sem amor e desejo Tristonha, cabisbaixa, desiludida, vazia Aos desmandos da desatinada traição... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 22 de janeiro de 2020, 04’55” Cerrado goiano - Olavobilaquiando - quem nunca!
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde