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Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

O AMANHÃ Nunca, devemos dizer jamais O dia vai como tem que ir A brisa nos leva, Onde quer que estais E nos põe a partir Vais... vais... vais... Mesmo que o medo te faça fingir Não olhe para traz Ouça do teu coração, a voz Ele lhe dirá em linhas gerais Um sonho. Arranque o teu poder feroz Nunca atroz, vá mais e mais Não olhe para traz Quando o amor leva nossos sonhos Tudo é capaz Até mesmo chorar... Enxugue tuas lágrimas, tudo é fugaz O que importa é amar Não olhe para traz, siga teu olhar A brisa nos leva Onde quer que estais E nos põe a partir Vais... vais... vais... O amanhã é um talvez Não acredite na sua ilusão Pegue a ti, e a tua nudez Da alma, e busque a paixão Acredite em ti, de uma vez Coloque tuas asas e vá voar As nuvens são macias, ao tocá-las Cada passo dado vira passado, sem pesar Pois, você está vivendo, vá voar... A brisa nos leva Onde quer que estais E nos põe a partir Vais... vais... vais... O amanhã é um talvez Vá de vez, e não olhe para traz O hoje é fugaz, e a vida uma só vez Então deixe a brisa te levar Tenha lucidez... Vorás é o tempo! As vezes não terá outro talvez Quando o amor leva nossos sonhos Tudo é capaz Até mesmo chorar... Não olhe para traz Vais... vais... vais, o que importa é amar! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15/12/2019, cerrado goiano

Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

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Pensador.com

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Outras frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

⁠poema de finados hoje é dia de finados de estar no cemitério
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⁠poema de finados hoje é dia de finados de estar no cemitério de pesares anexados e de um olhar etéreo hoje é dia de finados de tributo, de oração de prantos sufocados apertura no coração hoje é dia de finados da tristura que brade dos viveres passados hoje é dia de saudade... ... é dia de finados! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02/11/2020, Araguari, MG Finados

VIRADA Começa a haver meia noite, memoração Como se tudo no tilintar das taças finda
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VIRADA Começa a haver meia noite, memoração Como se tudo no tilintar das taças finda Calam-se os corações, os fogos falam Abraços hão de haver, de haver ainda E o universo inteiro sozinho... O meu fadário calado e na berlinda Do silêncio na inspiração d'um ninho Ruídos da rua, passos de ida e vinda E os festejos sussurrando baixinho E sozinho o universo inteiro... Felicitações me são dadas do vizinho Pelo ar ecoam acumulação de cheiro Então deixo ilusões na taça de vinho E velo solenemente o meu cativeiro E inteiro sozinho o universo... No rés do chão ter esperanças é roteiro Já o pensamento na saudade disperso Esperando, escutando, leve e sorrateiro Qualquer coisa, antes de dormir, averso Sozinho, solitário não, romeiro... Vou dormir! Amanhã, dia outro e diverso. Luciano Spagnol Cerrado goiano Poeta do cerrado

ADEUS ANO VELHO Deste que passaram-se horas Do velho ano
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ADEUS ANO VELHO Deste que passaram-se horas Do velho ano Do ano que já é outrora Agora recordação, tempo profano A cada segundo, minuto, hora Dia após dia, quotidiano O tempo vai, vai embora Sorrateiro e ufano Muito antes, antes de mim Veloz e insano Sem parar, até o fim... No diverso plano Vida que segue, "Quixotesco" no seu rocim Adeus velho ano! Luciano Spagnol Cerrado goiano Poeta do cerrado