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Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

ARIDEZ NO CERRARDO A sequidão ainda a porta Lá fora, por aí, acinzentado Espalha o sertão com vida semimorta Brilhante o sol roborizado A secura parece que corta E o silêncio destrói... À melancolia pouco importa Em nada corrói E aos sonhos, não comporta... Aridez, rodeia a minha casa Com uma manta marrom de poeira Em algum lugar você dorme, em brasa Em algum lugar, assim, como queira! Não ao meu lado, desasa... Junho se vai lentamente Em algum lugar, longe Como eu, o teu sono ausente Inconstante, monge... Você está em algum lugar No meio da minha saudade Não vai entender, vai julgar Dessaber, do amor, deslealdade... O vento está girando ao lado O pequizeiro está tranquilo O meu poema está fustigado Embriagado a ilusão, restilo Escassez, de você no cerrado! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13/12/2019, cerrado goiano copyright © Todos os direitos reservados Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol

Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

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Outras frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

⁠poema de finados hoje é dia de finados de estar no cemitério
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⁠poema de finados hoje é dia de finados de estar no cemitério de pesares anexados e de um olhar etéreo hoje é dia de finados de tributo, de oração de prantos sufocados apertura no coração hoje é dia de finados da tristura que brade dos viveres passados hoje é dia de saudade... ... é dia de finados! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02/11/2020, Araguari, MG Finados

VIRADA Começa a haver meia noite, memoração Como se tudo no tilintar das taças finda
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VIRADA Começa a haver meia noite, memoração Como se tudo no tilintar das taças finda Calam-se os corações, os fogos falam Abraços hão de haver, de haver ainda E o universo inteiro sozinho... O meu fadário calado e na berlinda Do silêncio na inspiração d'um ninho Ruídos da rua, passos de ida e vinda E os festejos sussurrando baixinho E sozinho o universo inteiro... Felicitações me são dadas do vizinho Pelo ar ecoam acumulação de cheiro Então deixo ilusões na taça de vinho E velo solenemente o meu cativeiro E inteiro sozinho o universo... No rés do chão ter esperanças é roteiro Já o pensamento na saudade disperso Esperando, escutando, leve e sorrateiro Qualquer coisa, antes de dormir, averso Sozinho, solitário não, romeiro... Vou dormir! Amanhã, dia outro e diverso. Luciano Spagnol Cerrado goiano Poeta do cerrado

ADEUS ANO VELHO Deste que passaram-se horas Do velho ano
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ADEUS ANO VELHO Deste que passaram-se horas Do velho ano Do ano que já é outrora Agora recordação, tempo profano A cada segundo, minuto, hora Dia após dia, quotidiano O tempo vai, vai embora Sorrateiro e ufano Muito antes, antes de mim Veloz e insano Sem parar, até o fim... No diverso plano Vida que segue, "Quixotesco" no seu rocim Adeus velho ano! Luciano Spagnol Cerrado goiano Poeta do cerrado