Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
ARIDEZ NO CERRARDO A sequidão ainda a porta Lá fora, por aí, acinzentado Espalha o sertão com vida semimorta Brilhante o sol roborizado A secura parece que corta E o silêncio destrói... À melancolia pouco importa Em nada corrói E aos sonhos, não comporta... Aridez, rodeia a minha casa Com uma manta marrom de poeira Em algum lugar você dorme, em brasa Em algum lugar, assim, como queira! Não ao meu lado, desasa... Junho se vai lentamente Em algum lugar, longe Como eu, o teu sono ausente Inconstante, monge... Você está em algum lugar No meio da minha saudade Não vai entender, vai julgar Dessaber, do amor, deslealdade... O vento está girando ao lado O pequizeiro está tranquilo O meu poema está fustigado Embriagado a ilusão, restilo Escassez, de você no cerrado! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13/12/2019, cerrado goiano copyright © Todos os direitos reservados Se copiar citar a autoria – Luciano Spagnol
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde