Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
LIVRAMENTO (soneto) Leia-me! O meu verso árido e nefando Que queima o meu peito, e dá arrepio De quando teu paleio vem me cevando Nos embustes sorrateiros, vis e tão frio Olha-me! Não temas, pois, sou brando Já não busco o poetar num belo feitio O meu ser ainda permanece, radiando Já o senso, é tal qual um céu sombrio Fala-me! Verdades, não simule pranto Pois, as flores do cerrado têm candura As agruras, não vão ser, minhas pupilas E se escrevo este soneto, enquanto Escorre nos versos a minha tristura O meu amor, desobriguei das quizilas... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25/01/2020, 17’33” - Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde