O Último Grito do Velho Mundo Ó Céus, que antes cantastes a glória do Eterno, Agora vos calais sob a sombra do abismo crescente,
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O Último Grito do Velho Mundo Ó Céus, que antes cantastes a glória do Eterno, Agora vos calais sob a sombra do abismo crescente, Pois a terra, outrora jardim imaculado, se retorce em dores, E os homens, feitos à Sua imagem, corromperam a própria luz. Como um Leviatã que desperta das profundezas esquecidas, Surge o orgulho insolente, vestindo-se em trevas, Ergue-se a Babel de vaidade contra os portais do Altíssimo, E o hálito do Éden se extingue em suspiros de desespero. Não foi um dia, mas uma era inteira de desvios e promessas falsas, Onde o mensageiro da luz caiu e fez morada na escuridão, E a serpente antiga seduziu o coração dos homens, Fazendo-os esquecer a aliança, a promessa e o Amor eterno. Ó profetas, erguei vossos olhos além do firmamento, Pois a trombeta soa com força que estremecerá os séculos, E as chagas do mundo são abertas, jorrando o sangue do arrependimento tardio, Mas poucos se voltam ao Cordeiro, e ainda menos o buscam. Pois o Último Grito não é o clamor das armas, Mas o suspiro mudo da alma que perdeu seu caminho, Entre ruínas de templos e cinzas de promessas, No silêncio que sucede o furor dos deuses caídos.