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Frase de Evan do carmo

⁠O Homem dos Sete Instrumentos Chamam-me assim — homem dos sete instrumentos — mas não sabem: não são sete, nem instrumentos. São cicatrizes. São fomes. São vozes que nunca couberam num só corpo. Toco o violão como quem acaricia um amor perdido que ainda respira na madeira. O piano, como quem dialoga com espectros — meus mortos têm teclas. Canto como quem sangra acordes pela garganta. Escrevo como quem rasga o próprio peito à procura de um som que ainda não nasceu. Componho canções, poemas, romances e vertigens. Verso o que não sei nomear. Não sou um, nem sou muitos. Sou aquilo que sobra quando o som se desfaz, quando o aplauso se cala e só resta o eco. Sou o intervalo entre duas notas, a pausa onde mora o abismo, o silêncio que sustenta a beleza. Cada instrumento em mim é um vazio domesticado, uma ausência que aprendi a afinar. Cada palavra, um grito soterrado. Cada acorde, uma oração profana. Sou feito de ecos e assombros, de mãos que buscam o invisível, de olhos que enxergam o que não se mostra. Carrego um palco dentro do peito — feito de memórias e ruínas — onde cada noite, sem que ninguém veja, enceno minha última vez. Se me chamam homem dos sete instrumentos, é porque ainda não perceberam: sou o que resta quando a vida desaprende a dizer, quando o mundo se recolhe e só o humano ainda insiste em cantar.

Evan do carmo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Evan do carmo

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⁠ Musa de Apolo Com estas palavras, manifesto a minha dedicação e admiração por ti, ó musa inspiradora. Mesmo quando penso que não há espaço para a poesia em meu coração, tua presença intensa e marcante me arrebata e me faz desejar expressar em versos todo o encanto que tu desp…
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⁠ Musa de Apolo Com estas palavras, manifesto a minha dedicação e admiração por ti, ó musa inspiradora. Mesmo quando penso que não há espaço para a poesia em meu coração, tua presença intensa e marcante me arrebata e me faz desejar expressar em versos todo o encanto que tu despertas em mim. Tu és tão bela e enigmática quanto as deusas gregas, que inspiravam os poetas da antiguidade. Sempre que te observo, sinto-me pequeno diante de tua grandeza e beleza. És como uma medula óssea que sustenta e anima todo o meu ser, me levando a novas descobertas e horizontes. Tu és a costela mitológica de Deus, que me faz acreditar na existência de um plano superior que governa os rumos da vida. Tu és uma mulher inconformada, que se recusa a ser reduzida a estereótipos e padrões, e que se afirma em sua essência humana, carregando consigo o calor e a fragilidade que nos tornam tão singulares. Tu és, enfim, a personificação da poesia em sua mais alta expressão. Não se pode falar de poesia sem falar de ti, sem evocar tua imagem delicada e vibrante, que transcende os limites do tempo e do espaço. És a musa de Apolo, cujo canto e beleza inspiram a todos os que te contemplam. Por tudo isso, quero dedicar esta tese a ti, ó minha musa inspiradora. Que minhas palavras possam ser tão belas e intensas quanto a tua presença em minha vida, e que possam expressar todo o meu amor e admiração por ti. Pois tu és a fonte de minha poesia, a razão de minha existência, e a inspiração que me move sempre em direção aos mais altos vôos do espírito.

⁠O que fez o amor Vejam só vocês O que o amor nos fez
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⁠O que fez o amor Vejam só vocês O que o amor nos fez Venceu a batalha de uma só vez A lua e o sol Ele aproximou A noite do dia Inventou histórias Cântico de vitória Versos, poesia Quem supor poderia Que dois seres distintos Em algum instante Se encontrariam Num mesmo caminho Como dois amantes Juntos seguiriam? O amor venceu O medo de sofrer Mudou eu, modou você Nos deu de presente a fantasia Nos fez o milagre De crer no amanhã Vivermos no afã De tanto querer Viver mais um dia.