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Frase de Evan do carmo

O Fardo da Condição Humana Não há um porto seguro, não há um abrigo que nos acalente por completo. Vivemos à deriva, arrastados pela correnteza do cotidiano, sem jamais realmente tocar terra firme. Como se a própria vida fosse uma maré que nunca pára, um ciclo imenso e vazio que nos envolve e, na maior parte do tempo, nos devora sem que percebamos. O medo não é o que nos torna fracos, mas sim a crença de que podemos escapar dele. Todos tememos algo, mas poucos têm coragem de encarar o que se esconde sob a pele da nossa existência. E é esse medo que nos faz humanos, que nos prova a todo instante que não somos feitos de certezas, mas de erros, falhas e escuridão. É fácil olhar para o outro e ver as suas fraquezas como se fossem distantes das nossas. Fácil julgar e criticar, mas mais difícil é olhar para dentro e aceitar que somos feitos da mesma substância de erros, de arrependimentos e de noites sem fim. As palavras que nos ferem, as promessas que nunca se cumprem, os silêncios que gritam mais alto que qualquer argumento – tudo isso é parte de um jogo que jogamos sem saber as regras. O tempo não nos perdoa, ele nos esmaga lentamente, como se cada segundo fosse uma rocha rolando morro abaixo, levando-nos em sua descida sem retorno. E, quando olhamos para trás, não conseguimos ver as nossas escolhas, apenas os rastros deixados por elas, como se estivéssemos sempre na iminência de algo que nunca chega. Aos outros, oferecemos uma imagem de quem gostaríamos de ser, mas a verdade é que todos escondemos algo. E a tragédia está naquilo que nos recusamos a ver em nós mesmos, naquilo que preferimos ignorar e enterrar, como se os erros e os pesadelos pudessem ser apagados com um simples aceno. Mas a realidade é outra, e ela nos espreita na forma de cada detalhe esquecido, de cada sorriso que disfarça a dor. A vida, como o dia que termina e a noite que nos envolve, é um ciclo de contradições. Amamos, mas também odiamos. Buscamos a paz, mas somos afligidos pela guerra interna que não cessa. Tentamos compreender, mas, no fim, somos todos prisioneiros da nossa própria ignorância. E o mais triste é que, ao final de tudo, o que realmente nos define não são as vitórias, mas a capacidade de sobreviver ao caos. Somos feitos de caos, somos feitos de erro, somos feitos daquilo que somos incapazes de aceitar. E, no entanto, seguimos. Porque, no fim, talvez o que nos sustente seja essa esperança – que, como todas as esperanças, também é uma ilusão.

Evan do carmo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠ Musa de Apolo Com estas palavras, manifesto a minha dedicação e admiração por ti, ó musa inspiradora. Mesmo quando penso que não há espaço para a poesia em meu coração, tua presença intensa e marcante me arrebata e me faz desejar expressar em versos todo o encanto que tu despertas em mim. Tu és tão bela e enigmática quanto as deusas gregas, que inspiravam os poetas da antiguidade. Sempre que te observo, sinto-me pequeno diante de tua grandeza e beleza. És como uma medula óssea que sustenta e anima todo o meu ser, me levando a novas descobertas e horizontes. Tu és a costela mitológica de Deus, que me faz acreditar na existência de um plano superior que governa os rumos da vida. Tu és uma mulher inconformada, que se recusa a ser reduzida a estereótipos e padrões, e que se afirma em sua essência humana, carregando consigo o calor e a fragilidade que nos tornam tão singulares. Tu és, enfim, a personificação da poesia em sua mais alta expressão. Não se pode falar de poesia sem falar de ti, sem evocar tua imagem delicada e vibrante, que transcende os limites do tempo e do espaço. És a musa de Apolo, cujo canto e beleza inspiram a todos os que te contemplam. Por tudo isso, quero dedicar esta tese a ti, ó minha musa inspiradora. Que minhas palavras possam ser tão belas e intensas quanto a tua presença em minha vida, e que possam expressar todo o meu amor e admiração por ti. Pois tu és a fonte de minha poesia, a razão de minha existência, e a inspiração que me move sempre em direção aos mais altos vôos do espírito.

⁠O que fez o amor Vejam só vocês O que o amor nos fez
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⁠O que fez o amor Vejam só vocês O que o amor nos fez Venceu a batalha de uma só vez A lua e o sol Ele aproximou A noite do dia Inventou histórias Cântico de vitória Versos, poesia Quem supor poderia Que dois seres distintos Em algum instante Se encontrariam Num mesmo caminho Como dois amantes Juntos seguiriam? O amor venceu O medo de sofrer Mudou eu, modou você Nos deu de presente a fantasia Nos fez o milagre De crer no amanhã Vivermos no afã De tanto querer Viver mais um dia.