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Frases de Michele Canário

32 frases

Há uma luz antiga no fundo do abismo, não chama, mas acolhe. Quando os pés param à beira,
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Há uma luz antiga no fundo do abismo, não chama, mas acolhe. Quando os pés param à beira, é a terra que respira sob eles, lembrando: nenhum salto é sem mãos invisíveis. Que o vento venha, não para derrubar, mas para sustentar. Que ele ensine o corpo a confiar no movimento que não fere. O erro não é maldição. É abertura. Ferida por onde o amor esquecido retorna ao sangue e faz pulsar o coração. Que aquilo que sangrou seja lavado não pelo medo, mas pelo tempo certo. Que essa pele nova endureça. As defesas podem descansar. Que as muralhas se tornem portais, que os fantasmas dissolvam seus nomes. Coragem não é ataque: é permissão. Que o amor seja lembrado. Não como promessa, mas como presença. Que o sol não seja negado mesmo quando a noite ainda pesa. Que os ossos desaprendam a dor que não lhes pertence. Se houver sombra, que ela seja abrigo, não prisão. Que o silêncio não engula, mas escute. E ao caminhar, mesmo sem mapa, que cada passo seja bênção. Que o passado não seja apagado, mas se torne aprendizado. E que novos e bons caminhos surjam onde antes só havia medo. Assim seja no corpo. Assim seja no fôlego. Assim seja no agora.

Quando Você Ama Alguém... Se o amor é verdadeiro, não há meio, entrega-se tudo, mesmo que seja o fim.
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Quando Você Ama Alguém... Se o amor é verdadeiro, não há meio, entrega-se tudo, mesmo que seja o fim. Até quando dói? Especialmente então. O coração sabe, mesmo calado. Toque nele, toque nela, enquanto há tempo, a vida é um sopro, um instante sem volta. Não espere que o relógio te lembre do que já se foi sem aviso. Garota, vai ficar tudo bem, mesmo que agora o peito pareça vazio. Perder é parte do caminho, e os passos mais leves são os mais difíceis. Juntar os cacos, refazer o corpo, encontrar um sentido na ausência. O amor deixa marcas, mas também asas quem disse que voar não dói? Existe algo maior que o amor? Talvez a perda, esse abismo sem nome. Algumas feridas não fecham, aprendemos a viver com elas. Mas a vida insiste, e não há escolha: é preciso seguir, mesmo sem respostas. O amor foi grande, a dor também, e o mundo não espera, para ninguém catar os fragmentos de um coração quebrado.

Sou forte, dizem, mas há dias em que a doçura se dissolve, o ácido escorre nas bordas do sorriso,
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Sou forte, dizem, mas há dias em que a doçura se dissolve, o ácido escorre nas bordas do sorriso, e eu me pergunto se sou apenas um eco. Olho para o espelho, encontro a fraqueza escondida, a boba que ri sem saber, enfiando a cara na almofada, sufocando as lágrimas. O mundo é um lugar amplo, mas a busca é por um canto apertado, onde a vulnerabilidade é um segredo, e o pranto se transforma em um mantra. A força que carrego é um paradoxo, uma dança entre o riso e a dor, cada lágrima é um lembrete, que até as rochas podem se desgastar. Nos dias mais cinzentos, as sombras se tornam companheiras, e eu me pergunto se a coragem é só um disfarce, ou se existe beleza em ser frágil. Mas então, com o sol surgindo, percebo que sou um misto de tudo, forte e doce, ácida em essência, e chorar é apenas parte da canção.

Quando o caminho se apaga na névoa, meus passos são só ecos na estrada, meu coração vira bússola,
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Quando o caminho se apaga na névoa, meus passos são só ecos na estrada, meu coração vira bússola, e o sol, meu único mapa. Giro como folha ao vento, leve, sem rumo, sem chão, o horizonte é um abraço, o céu, minha direção. Não há norte nem sul, só o pulsar deste coração, que bate em ritmo de uma dança de luzes, que se perde no seu jeito. As sombras são companheiras, me prendem, me falam sutilezas, sigo fios dourados, que tecem meus passos. Esse mundo é um carrossel, que meu eu, criança teme, mas me deixo levar no vento, onde o sol está quente e lento. E quando a noite chegar, meus dedos desenham constelações no escuro, cada estrela, um verso esquecido, um mapa de luz que não sei decifrar. Olho o céu, na tentativa de ler suas estrelas, mas elas piscam em código antigo, sussurros de outras vidas, e eu, apenas um eco perdido no vento. Me torno silêncio e preces, um corpo que se dissolve na sombra, oferecendo ao infinito o pouco que me resta de fé e esperanças. Sigo o rumo da lua, ela me chama sem palavras, e eu navego em seu brilho prateado, até que a madrugada me devolva ao chão.⁠

À Flor da Alma Às vezes eu queria ser perfeita. Não por vaidade,
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À Flor da Alma Às vezes eu queria ser perfeita. Não por vaidade, mas pra ser mais sábia pra entender e reagir ao mundo com mais clareza, pra reagir com serenidade sem me deixar abalar tanto quando a vida me fere com palavras duras e o coração sangra em silêncio. Queria ser elevada o bastante pra não me abater com a maldade alheia, pra não acumular mágoas como pedras nos bolsos da alma. Mas o espelho não mente. Sou falha demais. Ciumenta demais. Desastrada demais. Tola demais. O mundo desaba e eu tropeço às vezes o raio cai, sim, no mesmo lugar. Mesmo assim, eu agradeço. Peço perdão a Deus, tento me redimir das culpas que me seguem como sombras. Vivo atenta aos passos, pra não gerar mais erros e carmas nas próximas vidas. Porque há arrependimentos que não se desfazem, palavras que ficam presas no tempo, manchando o que fomos, sem chance de apagar. E quando o peso aperta, eu sinto demais e escrevo. Escrevo pra libertar meus bichos os ferozes e os mansinhos. Escrevendo, eu voo. Toco o céu com as pontas dos dedos, descubro o meu avesso, o eu oculto que mora trancado, protegido por senhas que ninguém sabe decifrar. Não busco quantidade, busco verdade. Escrevendo, converso comigo, me ouço e respondo o que o mundo não pergunta. Me perco em sílabas, exagero nas reticências, fugindo dos pontos finais, porque nunca paro de imaginar, de me corrigir, de me reinventar. Quando escrevo, espanto a melancolia. É minha forma de rezar. De traduzir o que sinto, o que me rasga e o que me cura. Só escrevendo digo o que grita no meu olhar, que ainda sei amar e mereço, cuidado, amor. Ando à flor da pele mas fraca não sou. Sou teimosa. Sou guerra e paz, sou alma antiga. E, mesmo myitas vezes cansada, ainda tenho esperanças e sonhos. Ainda acredito. Ainda escrevo..⁠

Em vez de fugir, mergulho fundo, nas águas turvas da memória, onde os fantasmas dançam em silêncio,
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Em vez de fugir, mergulho fundo, nas águas turvas da memória, onde os fantasmas dançam em silêncio, e o tempo dissolve sua história. Não há bússola neste abismo, apenas o eco do que fui, mas sigo, devagar, sem pressa, colhendo os cacos de mim. A dor é um peixe prateado, que brilha e some na corrente, e eu, aprendiz de navegante, aprendo a ser paciente. Mergulho e saio com algas nos cabelos, e o sal queimando na pele, mas trago nos olhos um brilho novo, e nas mãos, um pouco mais de fé. As ondas me cospem na areia, mas já não sou o mesma mulher, o mar me devolveu em fragmentos, e eu os guardo como um poema. Agora respiro, agora existo, com menos medo e mais verdade, pois quem mergulha nas sombras, encontra também a claridade. ⁠

Faço vigília todas as noites, presa à janela como uma condenada, olhando um céu que nunca responde,
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Faço vigília todas as noites, presa à janela como uma condenada, olhando um céu que nunca responde, esperando que uma estrela caia mas nenhuma tem coragem de despencar. Meus sonhos são ilusões perdidas, a esperança já apodreceu no leito. Não sei se corro contra o tempo ou se o tempo já riu de mim e partiu. Os milagres? Covardes! Dormem como deuses embriagados enquanto eu grito no escuro. Do quintal, vejo o firmamento, e quando uma estrela ousa riscar a noite, tenho apenas cinco míseros segundos para vomitar um pedido desesperado. Cinco segundos! E depois? O nada. O mesmo nada de sempre. Fechei os olhos, menti para mim: imaginei sonhos voltando à vida, milagres despertando, a esperança batendo à minha porta. Mas era só delírio a estrela caiu no mar e afogou minha prece junto. Agora, só me resta esperar, presa à vigília de todos os dias, olhando um céu de silêncio. E eu, sozinha, amaldiçoo essa esperança, essa mentira maldita que me mantém viva apenas para perder mais tempo.

Estranha Dança Eu sou estranha, e o meu espelho sabe disso, meus passos desenham labirintos
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Estranha Dança Eu sou estranha, e o meu espelho sabe disso, meus passos desenham labirintos do meu modo de ser, enquanto o mundo corre em fila indiana. Minha música é feita de compassos dos meus pedaços quebrados. Carrego constelações desalinhadas, tempestades que brilham, silêncios que ardem. Meu caos é morada, não ferida um fogo que aquece quando o chão some. Eles dizem "seja reta", eu rio e giro, minha dança é um mapa de cicatrizes vivas. Ser diferente é como ter asas invisíveis que voam mesmo quando o céu pesa. Não me moldo, me reinvento, sou feita de recomeços e perguntas. Minha estranheza é minha armadura, minha língua fala em raios, marés, e idiomas que transformo em poemas. Num mundo de cópias, ser original dói, mas quebrei o molde antes de nascer. Minha verdade é um animal selvagem, não se domestica, só se entende. Sou estranha, sim, e abraço esse abismo, nesse meu lugar torto onde a luz é mais viva. Aqui, onde os espelhos me reconhecem, minha alma dança e nunca se despede...

Senhor, dá-me a esperança para vencer minhas ilusões e tristezas. Planta em meu coração
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Senhor, dá-me a esperança para vencer minhas ilusões e tristezas. Planta em meu coração a semente do amor. Ajuda-me a fazer feliz o maior número de pessoas possível, para ampliar seus dias risonhos e abreviar as noites tristonhas. Não me deixes ser cordeiro diante dos fortes, nem leão diante dos fracos. Dá-me o dom de saber perdoar e afasta de mim todo desejo de vingança. Senhor Jesus Cristo, ilumina meus olhos para que eu veja os defeitos da minha alma e venda-os para que eu não comente os defeitos alheios. Retira de mim a tristeza, Senhor, e não a entregues a mais ninguém. Enche meu coração com a divina fé, para sempre louvar o Teu nome, e arranca de mim o orgulho e a presunção. Muito obrigada, Senhor Jesus Cristo, por me amares tanto, mesmo sendo eu tão imperfeita e pecadora. Esta humilde oração é tão somente para Te agradecer. E tudo o que Te peço é que, mesmo quebrantada, aumentes a minha fé e faças de mim uma mulher segundo Tua vontade. Amém, Senhor Jesus. ✨

Pensamentos que não dormem Minha mente tece fios de insônia no tear invisível da noite antiga,
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Pensamentos que não dormem Minha mente tece fios de insônia no tear invisível da noite antiga, oráculos sussurram em meus sonhos enigmas que o tempo não decifra. Sou chama iniciada no escuro, alma errante entre véus e portais, um rio sagrado de ideias febris que não conhece margens nem sinais. Amar, para mim, é rito e vertigem, pular sem temer o abismo, ofertar o coração aos deuses mudos sem pedir proteção ou aviso. Sensível demais, uma alquimia viva ardo em brasa e gelo num só sopro, meu peito é um vulcão selado em símbolos, um segredo antigo gravado no corpo. Como conter o que nasceu com asas, marcado por estrelas errantes? Sou tempestade invocada em silêncio, sou o eco antes do instante. Pressinto dores ainda sem nome, sombras que o destino ensaia, queria desligar esse sentir, por ao menos um único dia, essa luz que me fere e me guia. Mas há beleza nosse excesso sagrado, no amor que transborda e não cabe, sou feita de marés proféticas e presságios que a alma sabe. Aceito o fardo de sentir o infinito, o eterno ritual de existir. Mesmo exausta, sigo sentindo com os espíritos do pensar sem me deixar dormir.

Resposta do ser amado" Quando te afastas e vives em silêncio, meu peito também se fecha, em defesa e receio.
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Resposta do ser amado" Quando te afastas e vives em silêncio, meu peito também se fecha, em defesa e receio. Não nego tua falta — ela vibra nas frestas — mas me recolho. Me apago. E o amor que grita em ti, em mim se cala. Teu feitiço me toca, mas não me prende sozinho. Quando caminhas sem me olhar, eu também deixo de me mostrar. Como um farol apagado, esperando que o barco queira voltar. Não sou labareda quando me deixas no frio. Sou brasa quieta, dormindo entre as cinzas do que fomos, esperando o vento certo. Mas se tua mão buscar a minha, se teus olhos voltarem com sede de nós, acharás mais que abrigo: acharás um coração aberto, um peito ainda teu, um amor que não foi embora — apenas silenciou pra não sangrar em vão. Se vieres com ternura, não precisarás perguntar se ainda és minha. Sentirás. Na pele, no olhar, no beijo suspenso entre o tempo e o agora. Porque teu nome vive em mim — mas só floresce quando regado de volta. Teu encanto é chama, mas só queima em dois corpos acesos. Tua ausência é sombra — e a minha resposta, o eco do que recebo. Se teu amor renasce, o meu desperta inteiro. Com o mesmo feitiço, mas só quando chamado. Com amor, ainda teu — Niklaus.

Meu querido diário, Hoje, mais um dia perdido em um mês qualquer, acordei com o ouvido desafinado e o rosto pesado demais para inventar qualquer texto motivacional, inflado de alegrias forçadas. Não tenho vontade de encher linhas de metáforas só para que entendam um cheiro, uma…
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Meu querido diário, Hoje, mais um dia perdido em um mês qualquer, acordei com o ouvido desafinado e o rosto pesado demais para inventar qualquer texto motivacional, inflado de alegrias forçadas. Não tenho vontade de encher linhas de metáforas só para que entendam um cheiro, uma cor ou a tristeza de alguém que tenta disfarçar. Estou exausta dessa estrada que eu mesma construí, dessa obrigação de dar sentido ao cotidiano. Cansada das declarações vazias nas redes sociais, onde o amor não é vivido, apenas encenado para virar assunto. Estou tão sem forças que quase recorro a uma frase de Vinícius de Moraes só para dar um ar de profundidade. Mas também estou cansada da ideia de que um texto possa ser confundido com uma dose de álcool, que seja visto como revelação, que cada palavra precise soar como epifania, quando na verdade, as mágoas já aprenderam a nadar sozinhas. Cansada de agradar a todos em troca de algo que nem sei nomear e que, de qualquer forma, não paga sequer o meu desodorante. Meu celular parece feito de criptonita, minha capa vermelha anda desbotada, e já não tenho forças para sobrevoar o céu cor-de-rosa em busca de alguém para salvar. Apesar do cansaço e da descrença nas pessoas, sigo preferindo a companhia dos animais, pois acredito no amor puro que eles oferecem. Mas também acredito em Vinícius, Clarice, Machado, Jorge Amado, Florbela, Shakespeare... talvez porque a literatura seja o último abrigo que resta quando o mundo insiste em me esgotar. Talvez seja apenas uma maneira mais bela e possível de viajar, exercitar a imaginação e alimentar meus sonhos. 16/08/2016

Passaria a eternidade na dança das nossas palavras, meu amor. Tua poesia é sopro, um verso solto no vento, um ritmo que meu peito aprendeu de cor.
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Passaria a eternidade na dança das nossas palavras, meu amor. Tua poesia é sopro, um verso solto no vento, um ritmo que meu peito aprendeu de cor. Nossos silêncios são estrofes inteiras, escritas na pele, em tinta de calor. Os dedos traçam mapas de desejo, cada toque, um nome novo pra paixão. O tempo desfia-se em nosso abraço, e o relógio vira pó, só resta o chão. Dançamos em línguas desconhecidas, o corpo inventa gramáticas de luz. O espaço entre nós é um rio sem margens, onde bebo teu nome e mergulho após. A alquimia que acontece quando nossos corpos se encontram, não tem verbo que explica, transforma o instante em eterno, o ferro em flor. Nossas bocas fundem metais raros, cunhando moedas de grande valor. Se o mundo acabar, ficará nossa fala, o eco dos gestos, o sal do suor. Passaria a eternidade nesse diálogo. Quero te amar sempre e pra sempre, e todos os dias.

Não Me Conformo Deve ser por isso que escrevo tanto. Sou um ser que não se conforma,
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Não Me Conformo Deve ser por isso que escrevo tanto. Sou um ser que não se conforma, mar que se agita e que descansa, buscando coragem nas frestas do vento para seguir navegando onde a alma pede. O oceano sou eu, às vezes fúria, às vezes silêncio, ondas que guardam forças, máscaras que caem como folhas cansadas, revelando rostos frágeis no chão. Fecho os olhos e tento não encarar a malícia em sorrisos frios, em olhares que ferem sem som, o mundo parece um palco de teatro com sombras antigas, e eu, pequena, tento compreender devagar. Até onde amar? Onde cabe o meu grito? Sem exagero, sem falta , só o suficiente, pra não passaar do ponto. A vida é um roteiro marcado, e sigo lendo suas linhas com cuidado. Os monstros… são humanos escondidos, amigos às vezes, outras vezes espelhos partidos. Aperto minha intensidade com ternura, e choro quando o peito precisa aliviar. Mas tomo meu gole de coragem diária, mesmo quando a armadura pesa demais pra usar, mesmo quando machuca o que já estava sensível. Ainda assim caminho, esperando gestos simples, pequenas delicadezas que o mundo deixa cair pelo caminho, como migalhas de pães. Só tento continuar sem perder a esperança. O simples me resgata a cada novo dia, o espontâneo me abraça forte, e a verdade da natureza sempre me deixa emocionada. Sempre.

Cada passo profana o chão. O mundo não consente, apenas suporta.
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Cada passo profana o chão. O mundo não consente, apenas suporta. Sempre acreditei que cada passo mostra um mapa invisível, um destino que se desenha nas linhas da palma vazia. Carrego marcas que não escolhi, símbolos gravados antes do nome, juramentos feitos num lugar onde a luz não entra. Não sou acaso. Sou resto de algo antigo. Mas o norte apodrece quando é tocado. Caminho lendo sinais falhos o corpo que falha, o pressentimento que sangra, o silêncio que nunca responde. A intuição não guia ela empurra. É lâmina cega na carne, força que chama sem revelar o preço. O coração não é templo. É ruína. Oráculo quebrado que fala em ecos e cobra em medo. Como distinguir o chamado da condenação, se ambos usam a mesma voz? Talvez a missão seja cair fundo, errar o rito, quebrar o círculo e ainda assim continuar respirando. Talvez seja escrever o caminho com falhas, com carne, com culpa. No fim, não há salvação. Há movimento. Viver é atravessar sem sinal, sem bênção, sem garantia. E o coração esse órgão obscuro bate não por fé, mas por insistência

Caí tantas vezes, errei sem medida, fui a lugares que me machucaram, busquei mãos que só me feriram,
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Caí tantas vezes, errei sem medida, fui a lugares que me machucaram, busquei mãos que só me feriram, mas hoje vejo além da mentira vestida. Máscaras de maldade, falsos sorrisos, hipocrisia tentou me engolir, mas resisti, Senhor, e aprendi a ouvir Tua voz nos meus abismos. Chorei calada, sem eco ou luz, mas um anjo sussurrou em mim, e mesmo quando o mundo caiu, Tua presença me fez crescer na cruz. Se a vida grita que é o fim, lembro do sangue que escorreu, e mesmo cansada, eu sigo em Ti, porque em Tua força eu renasci. A chama da fé não se apagou, Jesus me abraça, sinto o calor, lembro os momentos que me ergueu, e hoje sei: quem crê não caiu. Minha esperança não acabou, em Tuas mãos eu vou vencer, mesmo que o vento sopre dor, quem está em Ti permanece de pé.

Hoje meu coração quis falar em versos, do amor que sinto por você minha menina, minha Manuella. Não apenas com palavras, mas com todo o amor que vive em mim desde o instante em que te vi pela primeira vez. Tu chegaste como um sopro de luz em minha vida, como uma flor que desabroc…
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Hoje meu coração quis falar em versos, do amor que sinto por você minha menina, minha Manuella. Não apenas com palavras, mas com todo o amor que vive em mim desde o instante em que te vi pela primeira vez. Tu chegaste como um sopro de luz em minha vida, como uma flor que desabrocha no jardim do tempo, e desde então, meu mundo nunca mais foi o mesmo. O teu sorriso é o meu amanhecer. Ele ilumina até os dias mais nublados e me faz lembrar que, mesmo nas tempestades, existe sol esperando para brilhar. Em ti, encontro a delicadeza das pétalas, o perfume suave da manhã, e a ternura que faz da vida algo mais bonito e leve. Cada gesto teu é uma poesia escrita no vento, e tua face, ah, tua face é como pintura divina, moldada com o toque da própria criação de Deus. Cada traço teu é uma canção que embala meu coração, e cada olhar teu, um verso de amor que o universo escreveu só pra mim. Teus olhos, minha menina, são lagos encantados, onde a verdade dança e o brilho da tua alma reflete tudo o que há de mais puro. Mesmo quando o mundo parece escuro, é esse brilho que me guia, que me ensina o caminho de volta para o amor. Em mim há tanto amor, tanto encanto, que às vezes transborda. Guardo-o inteiro para ti para proteger teus passos, para enfeitar o caminho que escolheres seguir. Quero que saibas que não importa onde a vida te leve, sempre haverá em mim um abrigo, um colo, um lar. Tu és meu milagre, minha estrela, minha flor. És a razão mais doce da minha existência. E enquanto houver vida em mim, haverá amor um amor eterno, profundo e silencioso, que te acompanhará mesmo quando meus braços não puderem mais te alcançar. Com todo o amor que cabe em um coração de mãe, Tua mãe, que te ama infinitamente. 🌷

Se você fosse música, eu te cantaria baixinho, como quem canta para ficar. Se fosse poesia, eu te recitaria sem pressa, com a voz cheia de intenção. Se fosse bebida, eu te beberia em goles lentos, saboreando o risco e o prazer, pois você é como aquele gole da bebida proibida, qu…
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Se você fosse música, eu te cantaria baixinho, como quem canta para ficar. Se fosse poesia, eu te recitaria sem pressa, com a voz cheia de intenção. Se fosse bebida, eu te beberia em goles lentos, saboreando o risco e o prazer, pois você é como aquele gole da bebida proibida, que a gente evita todos os dias, porque sabe que basta um só gole para se viciar. Se fosse erro, eu erraria sem medo, mas sendo acerto, eu te acertaria todas as vezes. Se estivesse à venda, eu te compraria sem pechinchar. E se estivesse perdido, eu te encontraria, mesmo sem mapa, sem GPS, mesmo no escuro. Você traz movimento ao meu tédio, e os seus olhos são o remédio que cura qualquer dor de um dia ruim. Se você fosse um livro, eu te leria devagar, uma frase por dia, repetindo cada sílaba, bem lentamente, para nunca chegar ao fim. E se alguém te pedisse emprestado, eu sorriria e diria: lamento, esse é especial. Não empresto, não confio ele a ninguém, e ainda não terminei e não quero terminar de ler, nunca.

O silêncio é um lenço úmido no rosto, um peso que escorre pela garganta, como o inverno que se recusa a ir embora,
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O silêncio é um lenço úmido no rosto, um peso que escorre pela garganta, como o inverno que se recusa a ir embora, deixando os ossos doloridos. A espera vira um copo vazio na mesa, o barulho do nada ecoa nas paredes, e os dedos, inquietos, desenham círculos sobre a pele que já não lembra o teu toque. O telefone dorme como um animal doente, sem latidos, sem pulsação, sem calor, e o coração aprende a bater devagar, como quem conta os segundos de um adeus. As horas se arrastam como remédio amargo, cada minuto um grão de areia nos olhos, e o peito guarda o frio das manhãs sem sol, onde até a luz parece desbotada. Quem diria que o vazio tem sabor de ferrugem, que a ausência é um espinho na língua, e que o amor, quando não responde, vira uma cicatriz que nunca sara? Mas um dia, talvez, o corpo desaprenda essa dor que se aninha como gripe antiga, e o silêncio deixe de ser uma casa vazia onde só os ecos sabem o seu nome.

Às vezes me pergunto: o que poderia fazer para lhe dizer, sem precisar pronunciar palavras, sem quebrar o silêncio nem alterar a beleza do tempo nublado de seus pensamentos? Gostaria de encontrar um gesto, uma ação simples, uma atitude delicada
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Às vezes me pergunto: o que poderia fazer para lhe dizer, sem precisar pronunciar palavras, sem quebrar o silêncio nem alterar a beleza do tempo nublado de seus pensamentos? Gostaria de encontrar um gesto, uma ação simples, uma atitude delicada que mostrasse que estou ali, ao seu lado. Muitas vezes quis que ele pudesse ler meus pensamentos, ver através da luz dos meus olhos e saber tudo o que sinto, que compreendo a solidão que grita dentro do seu silêncio. Talvez, assim, sentisse menos peso no peito. Eu também me perco em pensamentos, em buscas, em tentativas de resolver as equações da vida. Sinto-me só quase o tempo todo, mesmo cercada de vozes que falam mas não escutam de verdade. E isso dói. Só queria dizer, sem promessas: eu estou aqui. Estou aqui quando o espelho te mostra um estranho. Estou aqui quando o passado pesa mais do que deveria. Estou aqui quando o barulho do mundo tenta calar tua essência. E estou aqui mesmo quando quer apenas silêncio... Consigo ser presença sem invadir, distância sem me ausentar. Só quero que saiba: eu estou aqui. Não sou resposta, nem cura. Quero apenas ser presença, abrigo, carinho. Sou simples, mas as vezes confusa, até um pouco estranha, neste tempo que exige tanto. Muitas vezes me reconheço nas personagens camponesas dos romances de Jane Austen, como se minha alma tivesse ficado ancorada em outra época. E se o preço do brilho for a solidão, então quero ser a luz pequena, suave, constante que te lembre sempre: você não está sozinho. Às vezes me calo na tua presença, não por silêncio, mas para não invadir, para não pesar no ar que respiras, para que teu mundo permaneça leve, suave, teu. Sou a mesma de 2016, a de 2025, e aquela de outras épocas que me encontram em sonhos, em flashes de lembranças que dançam como vento nas folhas. Ofereço carinho onde cabe, como luz que se derrama sem pressa, como brisa que toca sem dominar, como abraço que acolhe sem prender. Sou amor, entrega e lealdade, sigo inteira, atravessando o tempo, atravessando nós, presente em cada silêncio, presente em cada gesto que fala sem palavras.

Querido Diário Achei que poderia apagar o sol, vestir as noites como um véu,
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Querido Diário Achei que poderia apagar o sol, vestir as noites como um véu, sorrir sem que doesse o olhar, mas o recente passado é um eco eterno. Planejei ser água, leve e nova, sem marcas, sem cicatrizes, mas a dor é tinta que não seca, mancha até o que não se vê. Tentei correr, esquecer deixar tudo pra trás, como folhas ao vento de outono, mas as sombras são fiéis companheiras, sussurram seu nome no escuro. Não há portas que fechem o meu medo, nem chaves que tranquem a saudade, o mal é sombra que se alonga, mesmo quando a luz parece voltar. Mas espero, quieta, no meio da minha tempestade calma, aprendendo a ser terra fértil, porque o bem, quando vier, precisará de raízes fortes. E eu preciso dele como o ar, como o rio precisa do mar, como a noite precisa do amanhecer preciso ir ao seu encontro mesmo sem saber se vou chegar.

O amor é um dedo que desenha o contorno do teu ombro descalço, é o sol que se esconde na tua nuca
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O amor é um dedo que desenha o contorno do teu ombro descalço, é o sol que se esconde na tua nuca antes de se perder no abraço. O resto são cartas sem remetente, palavras que o vento leva embora, promessas de gelo, derretidas no calor da tua boca agora. Há quem fale de amor como de números, como se coubesse em fórmulas exatas, mas o amor é o silêncio que habita entre duas pálpebras fechadas. O que vem sem pele, sem cheiro, sem o tremor de um fio de cabelo, é só um eco de outros amores, um fantasma vestido de anelo. Eu não quero o amor que se escreve, que se diz, que se guarda em gavetas, quero o que arde sem explicação, o que nasce da tua carne inquieta. Porque o frio até parece ternura, mas é só a sombra do que importa: o amor vive onde os corpos se encontram, e o resto é história mal contada.

Lembro como hoje ao luar, ouvindo nos teus versos, a melodia da tua voz em meu silêncio, comparando-me à luz que banha o mar, naquelas pedras. Embriagados de amor, de vinho, de tempo. Minha pele arrepiando-se ao teu olhar,
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Lembro como hoje ao luar, ouvindo nos teus versos, a melodia da tua voz em meu silêncio, comparando-me à luz que banha o mar, naquelas pedras. Embriagados de amor, de vinho, de tempo. Minha pele arrepiando-se ao teu olhar, fundos abismos onde me perco e encontro luz, teus olhos são espelhos do meu ser, e neles vejo o que jamais esqueço. Impossível apagar tua expressão, o sorriso que desenhaste em mim, impossível esquecer-te, mesmo agora, quando a noite me lembra o teu jardim. Hoje te busquei-te nas esquinas do vento, nos reflexos da lua sobre o mar, mas só encontrei o eco da tua sombra, um vago rumor que não pude tocar. Talvez nunca tenhas existido, senão na perfeição dos meus delírios, um sonho que teceu minha alma, e agora se desfaz em devaneios. Sonhos não são reais, eu sei, mas carrego teu nome na pele, na memória que não se apaga, no verso, um apelo de saudade que nunca se revela.

E eu seria o vento que te envolve, a sombra que te segue descalça, o nome que te escapa dos lábios,
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E eu seria o vento que te envolve, a sombra que te segue descalça, o nome que te escapa dos lábios, quando a noite se faz mais densa. E eu sou o rio que não se cansa, a margem que te espera quieta, o segredo que guardas no peito, mas que nunca confessas. E eu seria o aroma da terra, após a chuva que te refresca, o brilho que se perde no espelho, quando te olhas e não te enxergas. E eu não sou a luz nem a escuridão, só o crepúsculo que te confunde, "Você sente o que eu não digo?" Mesmo quando te calas. E eu seria o eco da tua voz, a falta que não se explica, o abraço que nunca se desfaz, mesmo quando te afastas. E eu não sou o sonho nem o despertar, só o instante que te suspende: "Você lembra do que fomos?" Mesmo quando não respondes.