Frase de Michele Canário
E eu seria o vento que te envolve, a sombra que te segue descalça, o nome que te escapa dos lábios, quando a noite se faz mais densa. E eu sou o rio que não se cansa, a margem que te espera quieta, o segredo que guardas no peito, mas que nunca confessas. E eu seria o aroma da terra, após a chuva que te refresca, o brilho que se perde no espelho, quando te olhas e não te enxergas. E eu não sou a luz nem a escuridão, só o crepúsculo que te confunde, "Você sente o que eu não digo?" Mesmo quando te calas. E eu seria o eco da tua voz, a falta que não se explica, o abraço que nunca se desfaz, mesmo quando te afastas. E eu não sou o sonho nem o despertar, só o instante que te suspende: "Você lembra do que fomos?" Mesmo quando não respondes.
No pensador.ai desde