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Frases de Maria da Penha Boina

276 frases

Primeiro passo A vida é feita de escolhas Qual caminho seguir?
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Primeiro passo A vida é feita de escolhas Qual caminho seguir? Dei o primeiro passo no descompasso Os anjos se encontravam noutro espaço.

Mudez Telefonas-me somente para ouvir a minha voz? Um alô, um olá de uma voz rouca
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Mudez Telefonas-me somente para ouvir a minha voz? Um alô, um olá de uma voz rouca Isso te satisfaz? Ou estás a querer saber por onde ando A me vigiar Não te preocupes Não irei a nenhum lugar. Meu mundo é pequeno Viajo muito na imaginação Sou mais pensamento Pouca ação. Não deves me cobiçar Pensamento é veneno E pode te intoxicar.

Reflexo Como posso deixar de te amar Se tens olhos somente para mim?
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Reflexo Como posso deixar de te amar Se tens olhos somente para mim? Chego perto de ti e sorrio Tu sorris. Faço caras e bocas Todos os tipos de trejeitos Alegrias, tristezas Mostro-te as minhas rugas e incertezas E tu, imitas-me. Dou-te as costas Vou-me embora Tu, nem tá aí. Como posso deixar de te amar? Se volto mais velha e sorrio Tu sorris.

Tristeza Hoje estou triste Não me envergonho em expor a minha tristeza
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Tristeza Hoje estou triste Não me envergonho em expor a minha tristeza É certo que estou a invejar dos outros Seus prazeres fingidos A invejar toda gente sem essência Demonstrando cinicamente suas alegrias. Sempre aspirei esse modo de bem viver Simular sorrisos e expressões agradáveis Mostrar-me em fotos alegres de ações passadas No mar, no campo, na capela ou em Marte... Mas, para que lograr a personalidade Enganando a realidade? Quem sabe, seja essa a minha tristeza Não saber viver de passados ritos de passagem.

Asas Com as asas rasgo os ares Pouso em fios, edifícios e observo mares
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Asas Com as asas rasgo os ares Pouso em fios, edifícios e observo mares Se tenho asas é para alçar os ares Ver de cima, tudo lindo. Desço para ver de perto vejo uma malha em confusão de pequenez imaginação. Rios poluídos que descem pela encosta numa humilhação que desconforta num chão revestido de alcatrão. Nunca me disseram que lá embaixo era pura podridão. Por que me deram asas se em troca só tenho decepção... Ver o vexame posto não é de bom gosto. Asas, para quê? Para assumir o meu destino de enorme envergadura. Vingar as desesperanças, depois de desiludida e humilhada, abraçar os que de olhos tristes me fitam e se voltam acanhados, vencidos, por acharem que em tudo aquilo existia alguma graça.

Onagro Menino malandro Tentei de todo jeito
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Onagro Menino malandro Tentei de todo jeito Mudar os teus trejeitos Até com castigos e cinto na mão. A vida airada é a quê contemplas Banhar-se no lago profundo, imundo Recrear-se com as facilidades Nos lugares em que os humanoides se ostentam. Menino, agora de malandro a malvado Cria tramas e conspiras Vestes o lodo, vê-se em brilho Olha e sorri com um sorriso calhado. Menino vadio, teimoso Não fizestes a lição da maneira correta Em tuas cabalas um monstro emerge Afia a faca, descasca batatas Num porão cheio de baratas. Como te sentes, probo? Estás alucinado... Marcando-se com ferro em fogo Feito um jumento.

Informação nunca me desaponta Procurar saber é a minha distração e, sigo venerando a informação Saber que fui viola mal tocada por falta de inspiração
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Informação nunca me desaponta Procurar saber é a minha distração e, sigo venerando a informação Saber que fui viola mal tocada por falta de inspiração é problema para quem deixo, foi por puro desleixo A minha busca constante é meu leito de repouso Não pressinto nenhum perigo no verbo conhecer A lira toca suavemente durante a minha reflexão Meu aprendizado instilado me ensinou a ver com calma, com paciência, comandando os meus instintos e controlando a decisão Para as suas palavras causticantes, etéreas fui fazendo as leituras e mumificando o que não tinha cura Foi ato dissimulado, usar-me para o teu agrado Palavras do coitado... - Fui ludibriado, abandonado e traído... Castiguei, não nego, as que no enredo entraram Que podia eu fazer, se não tinham esperteza, e se propuseram hostil? Não conceberam a filologia do contexto a quem eu dirigia a minha invocação... As pobres sofreram na coita, não padeço por elas, posso até pedir absolvição O deletério fica perdido, tentando controlar no improviso E quem de resto, me ouvirá? Estou a bem rir e a bem viver, deleitado-me na piscina e no mar Bebendo das melhores bebidas Conduzindo os melhores carros A bem me deliciar por vencer a guerra usando da estratégia mais inteligente e singela deveriam até me perdoar.

Ressurgir das trevas Sou uma semente Semente delicada e de boa têmpera
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Ressurgir das trevas Sou uma semente Semente delicada e de boa têmpera Capaz de brotar das entranhas do solo mais rude Terreno já tomado pelos fetos tapetes verdejantes das florestas E entre as ervas daninhas Ressurgirei lentamente da terra Desabrocharei cálida e tenra Florirei colorindo a selva Divina como são as cores das flores da camélia.

Um novo amor Ah!... poeta, que vive um novo amor Existiu amor no passado? não interessa
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Um novo amor Ah!... poeta, que vive um novo amor Existiu amor no passado? não interessa Só se vive poeta, assim... Com o novo amor. E começa tudo do zero Com esmero Sem certeza de nada Somente olhos e juízo para o novo amor. Ah!... poeta, e agora? Sem a saudade, sem as memórias Como ficarão as folhas... brancas? Não poeta, serão as novas histórias. A voz ao telefone é a mais doce As mensagens as mais suaves Tudo é curiosidade, novidade, aventura Para os poemas de amor. Ah!... poeta, estás delirante Tudo mais aprazível, verdejante Vai durar por um tempo E surgirão somente, poemas de amor. Delicia-se poeta desses momentos E quando tudo acabar Volte ao seu jeito indomável De escrever o dissabor.

"Democracia do voto" 26/10/2014 Hoje estou muito "Feliz" Obrigatoriamente estive presente
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"Democracia do voto" 26/10/2014 Hoje estou muito "Feliz" Obrigatoriamente estive presente Vi-me junto a um alçapão inteligente E quatro opções compulsórias eu tinha em minha frente Branco, nulo, 13 ou 45 - "Oportunizando a minha escolha" - "Respeitando ao meu direito civil e individual" Diante de um sistema de governo do inferno! (demo=satã; cracia=governo) Mulher "fiel à democracia" Inevitável para manter a cidadania.

Desvio Não posso voltar para os seus braços Não conseguiria sentir os seus abraços
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Desvio Não posso voltar para os seus braços Não conseguiria sentir os seus abraços A minha sensação não permitiria. Para cada afago seu, logo me lembraria A contar nos dedos que me faltariam Todas as outras acoitadas nos seus braços. Não, eu iria somente banalizar o que fora um dia Seria estupidez acreditar no seu embuste hábil Deixaria a verdade falsear suas ideias maquinadas.

As coisas insuportáveis para mim são: • Participar de reuniões sem objetivo e intermináveis; • Assistir palestras sem abertura para questionamentos e debates;
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As coisas insuportáveis para mim são: • Participar de reuniões sem objetivo e intermináveis; • Assistir palestras sem abertura para questionamentos e debates; • Entrar no quintal de parente ou amigo e me deparar com o cachorro solto e, ainda ter de ouvir a célebre frase - "não tenha medo, ele não morde"; • Observar pessoas que riem de algo que não tem graça só para ficarem bem no contexto; • Conversar com alguém que, para ser feliz, depende somente das minhas ideias e ações; • Ter por perto gente que conhece o meu caráter e só se liga nos meus erros; • Aceitar pessoas incrédulas diante das minhas verdades e das verdades absolutas; • Ouvir de alguém que erra, falar que errou, por minha culpa; • Engolir elogios duvidosos; • Fitar nos olhos de quem fala e este disfarçar o olhar; • Ser acusada constantemente de uma atitude não crassa, mas infeliz, que cometi no passado; • Torna-me para alguém que se dizia amiga, a pior pessoa do mundo, quanto não fingi civilidade; • Receber telefonemas de quem não tem nada para fazer e, ter de escutar assuntos recursivos e infindáveis; • Telefonar para essa mesma pessoa que só pode me atender quando está atoa ou sem companhia; • Ter o amor de uma pessoa desde que eu seja quem ela imagina e não quem sou; • Aceitar viver a vida dos outros e não poder ser eu mesma.

Pessoa (geminiano) Muito sutil foi Álvaro de Campos No Poema em Linha Reta
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Pessoa (geminiano) Muito sutil foi Álvaro de Campos No Poema em Linha Reta Peço desculpas ao honrado poeta Pelo seu canto enigmático e cheio de destreza. Caro poeta... Todos os seres levam porradas e são traídos Dói o bastante, portanto, escusa serem declarados, Não necessitavam a mim, serem elucidados Nos seus atos violentos de sensações subjetivas, Seu prazer, ódio, raiva, rancor, ressentimento, mágoa, revolta, tristeza, angústia, dor, solidão e alegria... Prezado poeta... Como poderia conquistá-lo? Seria afiançando a minha baixeza? Não poeta... Não foi por essa causa que esteve por tanto tempo ao meu lado. A semideusa foi o seu encanto. Essa geminiana que em cada ombro Carrega de um lado um deus e no outro o diabo. Poeta... Reconhecer as falácias é por vezes difícil, O seu sofisma foi o de estar calado. E qual foi o seu desencanto? Saber dos meus pecados, escondendo os seus enganos Sim, pois foi o que procurou Por não entender o quanto é amado. Meu digníssimo poeta... Não foi capaz de escutar e entender a voz humana A bipolaridade geminiana. Sim, poeta... Somos todos, todos Infâmias, covardias, porcos, submissos, grotescos, arrogantes Ridículos e, portanto, enxovalhados Somos príncipes e princesas... Portanto, poeta Tornamo-nos literalmente vil, Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Guerra Quem é você, quem? Quem lhe deu o meu endereço para me escrever?
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Guerra Quem é você, quem? Quem lhe deu o meu endereço para me escrever? Quem é você, quem? Como sabe da minha vida? Quem foi que lhe contou? Quem é você, não lhe conheço Nem sei porque do desfecho Como escrita da VERDADE. Que verdade? Como entrei em sua vida Se dela nunca fiz parte. Não necessito que faça a minha defesa Não sabe quem sou... O que sabe de mim vem do protagonista das mazelas Que lhe transformou em coadjuvante do chacal. Quem é você, quem? Quem lhe disse que eu queria saber da sua vida? Ah! Já estou tendo premonição. Você achou que iria se dar bem Acreditou num Zé ninguém. Mas, todo Zé tem uma história Que é dessa série temporal que se tira Decisões de vida. Você abdicou da informação. Nas informações assimétricas Perde-se sempre a negociação. E eu aqui com todas elas Nem sequer se deu por elas Perdendo o controle da situação. Ah! Meu bem... Você não sabia, que todo Zé insatisfeito Com o coração desfeito Tem como único desejo Arrebentar o coração de qualquer peito... Deveria ter falado com o outro lado Para conhecer qual a razão. Quem é você? Não lhe conheço Mas, mesmo assim, vou desfazer o desfecho. Meu bem... Zé e eu estamos numa infindável guerra fria. Zé depauperado começou a sua estratégia E tudo que entra no contexto dessa guerra É o arsenal bélico para matar o sofrimento do coração. É vingança destemida Para atingir o inimigo que não está a ver. Meu bem, quem é você? Nem o Zé sabe ao certo, E você entrou num enredo que não conhecia, E não é pela ignorância que a Lei isenta. Quem é você, quem? Zé e eu sabemos quem somos No amor e no ódio viajamos Estudamos as melhores estratégias Pisoteamos qualquer jardim Não importa quem é o dono. E todos caem na mesma cilada Com o Zé me protestando. Quem é você? Apenas uma peça do jogo Que o Zé utilizou Para tentar ganhar uma batalha E o Zé se afundou. No momento demos uma trégua Mas é guerra infinda, Usamos armamentos pesados Saiam da frente civis e inocentes Que a batalha continua. Cultuamos a moral, costumes Crenças e valores diferenciados Que jamais serão análogos. Quem é você, quem? Quem se alistou para ir à guerra Sem antes saber os objetivos A que iria conjuminar. Quem é você? Apenas um soldado fraco Aliado ao Zé que o colocou na frente de batalha Não suportou E desertou, passando para o outro lado. Meu bem... Na guerra somos dissimulados Não gostamos de quem deserta Só tiramos informações do adversário. Suma, eliminamos sempre um péssimo soldado.

Eu Sabe quando me conheceu? Eu era assim, corpo e alma
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Eu Sabe quando me conheceu? Eu era assim, corpo e alma Hoje sou mais alma e menos corpo O corpo vai se desfazendo A alma Crescendo. Você me vê diferente? Continuo análoga Enxergo-me aquela pessoa Desbirolada. Acha que mudei? Eu não me vejo mudada O tempo é que foi complacente comigo E me ensinou a discernir Coisas boas das que não valem Nada.

Cabeça de dinossauro É demasiado suspeito quem apregoa a ética Determinando princípios e condutas
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Cabeça de dinossauro É demasiado suspeito quem apregoa a ética Determinando princípios e condutas De como o outro deve ser e agir Como se fosse o douto da moral. É censurável qualquer indivíduo demasiado versado Ajuizador de tantos atributos. Pessoa hábil, experiente Embebido no que é certo e errado. Sua práxis é colocar à prova A intolerância de não se fazer cumprir A própria hombridade, Provando a conta gotas sua extinção Por possuir cabeça de dinossauro.

Espírito Santo Espírito Santo, Estado da região sudeste, Que no mapa do Brasil quase não aparece,
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Espírito Santo Espírito Santo, Estado da região sudeste, Que no mapa do Brasil quase não aparece, E que deve mesmo ter o “espírito santo” Para não ser engolido pelo Atlântico. Tem por capital o nome de rainha Vitória, vulgarmente, Vitorinha, Menininha lindinha Misteriosa, uma ilha. Aqui nascidos, somos tupiniquins, Capixabas do roçado para milho e mandioca. Os nativos com os imigrantes se entrelaçaram Formando uma raça compatriota. Dos imigrantes, o quê dizer? Português a procriar Formando a etnia popular. Raças puras... Os alemães a labutar A beleza italiana Para o mundo se encantar. Têm as praias, que lindeza! A Bacutia, com a sua elegância, É das pessoas belas da nobreza É de entusiasmar. Quem aqui vem, nunca mais vai embora, Porque aqui, Deus não escreve por linhas tortas, É o “espírito santo” a comandar.

Vida otimizada Nunca me arrependo do que decido Mesmo que impreciso, inexato
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Vida otimizada Nunca me arrependo do que decido Mesmo que impreciso, inexato O meu ótimo é ajustado No melhor que faço. Repugno a letargia Não basta uma concepção É escolha num conjunto determinado De elementos possibilitados à apreciação. É uma exploração contínua Num espaço assegurado Arrefecimento simulado Em minha assídua busca tabu.

Momentos Caminhe pelo vergel Não escolha a estação.
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Momentos Caminhe pelo vergel Não escolha a estação. Ande por todas as trilhas Irás encontrar maravilhas De variadas intenções, É a arte, que beleza! Subjetividades Destrezas Construtos de pensamentos Pura imaginação. São muitas vertentes, de certo Encontrarás ódio e alegria, A escolha é aleatória, Verás as mais variadas formas Dependendo da tua trajetória. Se mais sisudo, mais rancores Se mais desnudo, mais flores.

Os poemas não são seus O meu descuido é um só... Ao abrir meu correio eletrônico
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Os poemas não são seus O meu descuido é um só... Ao abrir meu correio eletrônico Deparei-me com dois lindos poemas de amor, Perdi-me por horas a fio. Lembro-me a data, recente 20 de junho de 2014. Foi um deleite e tanto De minutos em pranto A satisfação me dominou. Os minutos pareciam horas Dada a felicidade que me causou. Até então, achei que era Criação do remetente Do homem que enviou. Que ingenuidade a minha De perder tempo nas entrelinhas Dos poemas de amor. Senti-me como uma goiaba madura Que do alto se desprende E se espatifa ao encontrar o chão. A queda foi uma surra. Um dos poemas da Lilian Menale de São Paulo do Recanto das Letras O outro da Gisela, dospoemasdagi. Agradeço a essas senhoras Que me afagaram por horas. Portanto, me odeio tanto De poder pensar um dia Que pudesse tal criatura Crocodilo parecendo emocionado Que derrama lágrimas ao consumir suas presas, Enviar-me poemas que fossem De sua autoria.

Guerrilha da vida Ei! menino... Você está aí carcomido?
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Guerrilha da vida Ei! menino... Você está aí carcomido? Está precisado de uma semideusa? Por afugentar seus pensamentos Necessita de um Deus para a sua semiologia? Por que? Desapegou o seu olhar aflito das estrelas... Desdenhou da única possível certeza... Amesquinhou a lógica da natureza... Abominou o coquetel molotov que criou... Ei! menino... Tem de dar conta da rosa E não esquecer dos espinhos. O vergel é lindo mas têm daninhas Pisoteie somente o que for preciso Mesmo sendo no pomar do agreste A escolha não pode ser antagônica. A bomba cai e, muitas vezes acerta o alvo Nenhum movimento é sempre preciso Mas não subestime os pressupostos Que pode ser o míssil direcionado Ao não contestável. Ei! menino... Acertaram precisamente no seu coração? E nem se importaram? Sentiu o sangue na garganta? E você não morreu? Então, porque não levanta? Sabe menino... Não se ergue por não saber que foi atingido A arma está em sua mão. Não treinou o suficiente Seu aprendizado foi apenas disfarçado A sua escolha é ficar amotinado Protegendo os que estão em seu patamar ideologizado. Ei! menino... Engole esse sangue amargo Ajude a alguém a carregar as pesadas armas Mostre o seu ânimo mais aguerrido Ao menos assim, poderá não ser um alvo surpreendido.