Pular para o conteúdo

Frase de Maria da Penha Boina

Guerrilha da vida Ei! menino... Você está aí carcomido? Está precisado de uma semideusa? Por afugentar seus pensamentos Necessita de um Deus para a sua semiologia? Por que? Desapegou o seu olhar aflito das estrelas... Desdenhou da única possível certeza... Amesquinhou a lógica da natureza... Abominou o coquetel molotov que criou... Ei! menino... Tem de dar conta da rosa E não esquecer dos espinhos. O vergel é lindo mas têm daninhas Pisoteie somente o que for preciso Mesmo sendo no pomar do agreste A escolha não pode ser antagônica. A bomba cai e, muitas vezes acerta o alvo Nenhum movimento é sempre preciso Mas não subestime os pressupostos Que pode ser o míssil direcionado Ao não contestável. Ei! menino... Acertaram precisamente no seu coração? E nem se importaram? Sentiu o sangue na garganta? E você não morreu? Então, porque não levanta? Sabe menino... Não se ergue por não saber que foi atingido A arma está em sua mão. Não treinou o suficiente Seu aprendizado foi apenas disfarçado A sua escolha é ficar amotinado Protegendo os que estão em seu patamar ideologizado. Ei! menino... Engole esse sangue amargo Ajude a alguém a carregar as pesadas armas Mostre o seu ânimo mais aguerrido Ao menos assim, poderá não ser um alvo surpreendido.

Maria da Penha Boina

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Maria da Penha Boina

Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas
Continuar lendo

Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.