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Frases de Maria da Penha Boina

276 frases

Valores Algum motivo tens para chorares filho? Sim mãe, matei o meu passarinho.
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Valores Algum motivo tens para chorares filho? Sim mãe, matei o meu passarinho. Mataste- o tu, covardemente Por teres mirado o teu estilingue a ele. Não mãe, não mirei no meu pequeno passarinho O meu ponto de mira era o Pedrinho Que se diz meu amigo Mas roubou o meu passarinho.

Estado da arte da liberdade É no isolamento que encontro-me em liberdade Sem obrigatoriedade
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Estado da arte da liberdade É no isolamento que encontro-me em liberdade Sem obrigatoriedade Sem necessidade de amor De dinheiro Isenta de curiosidade. O meu estágio de eremita é o mais aprazível Liberta-me das penúrias das associações Desobriga-me do servilismo Afasto-me das tragédias gregárias Abasto-me da minha própria nobreza. No afastamento, no retiro, na solidão, Encontro-me no meu mais alto voo E em nada me incomoda os olhos alheios Que observam a minha ocultação no universo Pois tenho, o privilégio de pertencer a mim mesma.

À Filha Sabemos filha, que não nos pertence Unimo-nos por laço e por nó
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À Filha Sabemos filha, que não nos pertence Unimo-nos por laço e por nó O nó é o amor que lhe facultamos naturalmente O laço permite o desate de sua alma impenetrável Dos seus pensamentos e sonhos Que ao se realizarem, farão parte do todo Na formação singular de sua personalidade. Nós somos os arqueiros, você a flecha Nós a direcionamos para o alvo que achamos mais propício Mas, você é quem conduzirá a trajetória à vida. Nesse curto caminho que viveu Mostrou-nos que adquiriu sabedoria E criou para si valores merecedores de estima Dos quais nos orgulhamos imensamente E só temos de agradecê-la, filha. Te amamos

Flor roubada Lembra da flor vermelha que me ofertou? Estava no carro que a gente comprou
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Flor roubada Lembra da flor vermelha que me ofertou? Estava no carro que a gente comprou Era linda, fiquei lisonjeada Depois, fiquei sabendo que foi roubada Logo me descontentou e, a deixei esquecida murchou no painel do carro Lembra dos espinhos que lá ficaram? Eu engoli os desgraçados com um sorriso no lábios Mas até hoje encontram-se em minha garganta entalados É assim a vida feita de pequenas nocividades que desvendam grandes enigmas da personalidade Uma flor roubada provoca grandes feridas Uma risada para o amor enfraquecido, desiludido um artifício para suportar até o momento da derradeira despedida.

Impecável loucura O meu lado louco é o mais afável o mais sincero e enlevado
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Impecável loucura O meu lado louco é o mais afável o mais sincero e enlevado isento de disfarces; No meu lado louco encontra-se a minha sagacidade distante da loucura normal; O meu lado louco não reflete no espelho é a essência íntima, intangível uma imagem de mim e que, pessoas ao ar como fantasmas tentam alcançar; O meu lado louco, não domesticável desobrigado do crivo social é o enigma que fascina tornando-me um ícone impecável que atrai infames iconoclastas.

Zeus Meu magnífico Deus grego Vejo que se encontra perdido
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Zeus Meu magnífico Deus grego Vejo que se encontra perdido Por essa semideusa que brilha Ofuscando os seus sentidos. Sua profecia de macho dominante Da promiscuidade - amante -"brilhante" Empunhando a sua égide tosca Não passa de um pastor malogrado Revolvendo nuvens com trovões e raios Tentando implodir o seus indomáveis sentimentos De ciúme, inveja e raiva Dentro do seu peito, aglutinados.

Esterco Disseste bem Não valho um esterco
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Esterco Disseste bem Não valho um esterco Foste o esterco falaz que tentara adubar e adular a mim, essa linda roseira germinada entre as duras rochas. O esterco há tempo fora perdendo os atributos as particularidades propriedades penetrabilidade Hoje tu, esterco só aduba e lisonjeia ervas daninhas.

Nada Adoro fazer nada. Quando nada faço sou indesejável. Nesse instante é o que faço, nada. O nada parece torna-se impuro. Como pode alguém não fazer nada? Eu posso. Acanho-me e ruborizo quando sou elogiada de malandra, folgada, não tenho apreço por elogios. Essa timidez ainda m…
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Nada Adoro fazer nada. Quando nada faço sou indesejável. Nesse instante é o que faço, nada. O nada parece torna-se impuro. Como pode alguém não fazer nada? Eu posso. Acanho-me e ruborizo quando sou elogiada de malandra, folgada, não tenho apreço por elogios. Essa timidez ainda me mata.

Cheiro Ah! Esse meu olfato ele é muito cruel comigo
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Cheiro Ah! Esse meu olfato ele é muito cruel comigo Se o teu cheiro é diferente do meu e é gostoso, alucino sou amante enlouquecida Quando cotidianamente misturado ao meu perco o fascínio ganho um amigo Se o teu cheiro for misturado ao de outras serás indesejável terás cheiro de cachorro molhado Para mim estarás amaldiçoado.

Ilusão da beleza Teus olhos claros irradiam o brilho da tanzanita
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Ilusão da beleza Teus olhos claros irradiam o brilho da tanzanita de enlouquecedora beleza enquanto, matem-se vestida enrolada no tecido negro nessa burca bendita acolhedora dos defeitos. És mais feia que uma nuvem carregada na maturidade à trovoada. Essa sua crença deve ser mantida num mando que a proteja capaz de submeter ao desejo quem gosta do seu azul cortejo ludibriado em segredo.

Partir Quando parto para uma longa viagem Não reparo mais nas estradas, às belezas dos campos
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Partir Quando parto para uma longa viagem Não reparo mais nas estradas, às belezas dos campos que ao lado correm e se distanciam Nem presto atenção nas conversas durante o trajeto não me lembrarei das palavras ditas Quando parto Parto consciente como quem sabe ir Não importando lembranças e histórias dos anos vividos Muito menos os beijos e fotografias da despedida Não olho para trás quando me encontro no corredor de embarque Tudo se torna passado no presente da partida Eu que parto, vou, não fico Quando parto Poderá ser para voltar, o que seria uma nova partida Se volto, sei, não vou encontrar o mesmo lugar do dia da partida Eu, que parto Sei ir e sei voltar É me conhecer e reconhecer As mudanças que acontecem depois da partida É o novo em causa As diferenças nas estradas, os campos passaram a ter casas Os amigos não mais encontrarei Os seus corpos e faces se transformaram Suas filosofias de vida estão apoiadas em novas bases Eu, que sempre parto Parto com sabedoria, sabendo que nunca voltarei ao passado Portanto, nunca olharei para trás na partida Partir é reconhecer a eterna despedida.

A mentira da Marília Como foi capaz Marília de me enganar desse jeito? Estamos um pouco distantes bem sabe mas, vem pedindo a minha ajuda
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A mentira da Marília Como foi capaz Marília de me enganar desse jeito? Estamos um pouco distantes bem sabe mas, vem pedindo a minha ajuda Corro atrás que nem louca De repente, vejo a sua foto postada e observo, encontra-se noutro país Curti, me senti feliz, desencanei da preocupação Recebi o telefonema do estágio que pra você eu consegui e, somente agradeci O Pedro, lembra dele, aquele que você queria conquistar falei pra ele da sua condição, então, ficou com a Márcia Que te aconteceu Marília? Agora descobri Postou uma foto antiga sem data-la confundindo toda gente, sem sair do seu lugar Os amigos ironizaram, a sua timeline virou bagaço Marília, não sei o que dizer, perdeu a compostura e todas as oportunidades de encontrar a felicidade com a sua brincadeira infeliz.

A flor do poeta O néctar, a sua alma mais profunda O pólen que germina em palavras
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A flor do poeta O néctar, a sua alma mais profunda O pólen que germina em palavras inspiradas nas tenras folhas esvoaçantes os mistérios, dos perfumes das pétalas As cores, o amálgama da beleza, solidão misturada em fantasias O caule que a brisa dobra são sentidos que a poesia abriga No outono, a flor do poeta canta folhas secas, nostalgia A sedução não é mérito da primavera é o ocluso na bela flor da poesia.

Loucas Irmãs, somos loucas Loucas maravilhadas
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Loucas Irmãs, somos loucas Loucas maravilhadas grandes almas desalinhadas Nossos homens deslumbraram Quiseram apertar o nó puxamos a ponta do laço Eles, tornaram-se EX e não entenderam o significado Explico: EXcêntricos, EXportados Não entenderam? São vazios, ficaram incomodados Desejando de volta as loucas ao lado Então mando aos EX's alguns adjetivos num contexto de exaltar vocês foram EXpurgados Dessa família, EXcretados

Canto da insônia A noite começa a ficar longa A briga é entre mim e a cama
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Canto da insônia A noite começa a ficar longa A briga é entre mim e a cama A máxima está no não pensar Não, não tem jeito Tudo emaranha nas lembranças Vejo Bandeira na tela escura da TV Leio Florbela tão viva que fica na cabeceira Escuto Pessoa nas lástimas de Belchior Numa nuance, na neblina da madrugada Forma-se a imagem do meu menino Tão real, tão lindo Inatingível, se desfaz e morre Minha face apresenta desgaste E o dia nasce perfeito.

Feliz aniversário silencioso Eu sei da sua saudade Não se torture por senti-la
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Feliz aniversário silencioso Eu sei da sua saudade Não se torture por senti-la A saudade é mágica Ela é extravasada No grito No sonho Na revolta No suspiro No telefonema silencioso E naquele não atendido Enquanto sentir saudade Terá certeza que tudo foi verdade E só se sente saudade Do que foi felicidade Agradecida eu fico Por se lembrar do meu aniversário Na primeira hora de 23 de maio.

Gaita A gaita ele tocava para agradar a sua amada
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Gaita A gaita ele tocava para agradar a sua amada Ela suspirava... No meio da música ele sempre parava De súbito tinha náuseas Na pia tossia, cuspia lavava a cara A amada nada indagava não entendia o tamanho esforço que a gaita lhe exigia Ele mostrava talento mas tinha dificuldade com o tal instrumento Ora gaita, ela exclamou numa noite fria Com tantos instrumentos no mundo Por que ele não escolheu o que mais lhe apetecia.

Secar o erudito Abri um antigo estojo esquecido,
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Secar o erudito Abri um antigo estojo esquecido, no seu bojo canetas de finas penas folheadas a ouro Veio-me lembranças parcas de valores estreitos, as canetas seriam de efeito àqueles que se sustentam pela pompa do objeto pela ostentação As penas, além de mim, tiveram outros donos que nada fizeram com elas Fui homenageada e as obtive por prenda como estratagema para secar as minhas escritas assim, como o tinteiro que junto delas, secou Joias improdutivas ferramentas impróprias sem envergadura às prosas e poesias.

Eterno Vergel Sente-se bem? Ganhou com o que fez?
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Eterno Vergel Sente-se bem? Ganhou com o que fez? A adrenalina deixou o seu sorriso mais sarcástico? Falou para os amigos e família o que você fez? Sentiu prazer em pisotear o meu vergel? O meu vergel é de bits Ele é apenas a minha arte em fotografia O meu sentimento em código O meu delírio mental É incumbência do tempo fazer desaparecer o que é material Vamos cair no esquecimento Só o meu vergel não irá sumir E você, lá na sua cerração em ostracismo Atributos levados da terra, inveja e ciúme Assistirá o meu vergel brilhando na nuvem.

Sobre você Eu queria escrever sobre você Já me disseram que não sou boa com as palavras
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Sobre você Eu queria escrever sobre você Já me disseram que não sou boa com as palavras Talvez seja a minha ironia que desmantela a minha escrita Escrever sobre você é demasiado complexo É como arrancar da cartola um coelho zombar e criar ilusões com o nada Com essa mágica, a mim, devem respeito Descrever as partes físicas, as mãos pequenas nariz pontiagudo, corpo roliço andar da preguiça algum encanto sempre fica As palavras que sussurradas, saídas dos finos lábios têm leve doçura, mesmo embaladas pela língua ferina Os olhos não se fixam, sempre olhando de menesgueio com certo galanteio buscando solicitude de alguém por perto não do meio Em você todo o brilho do físico se perde perante o seu interior, a civilidade, o zelo O carisma como se doa e comunga socialmente amparando, franqueando os necessitados sem "cobiçar", como se estivesse em Calcutá voluntário do bem com posses alheias Um perfeito filho, sonho de toda mãe, homem com "H" garanhão de pasto Com as noras, não deixa água aos sedentos, faltar Relutante às datas comemorativas mas não falta pro jantar.