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Frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

627 frases

CREPÚSCULO Vê-se no silêncio, e vê, pela janela O cerrado, eclodindo pra vespertina
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CREPÚSCULO Vê-se no silêncio, e vê, pela janela O cerrado, eclodindo pra vespertina Melancólico, perece o sol, e mofina Outro fim de tarde, e a noite vela... E ai! termina mais um dia, e revela As horas, que a viveza se amotina De sua rapidez, pérfida e assassina Tão sem troco... - um atributo dela! A melancolia no horizonte, é saudade As sobras das lembranças, é desgosto E o que se resta agora é outra idade... Olhos rasos d’água narram o sol posto Lúrido, duma emoção em calamidade - de o crepúsculo do tempo no rosto! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17/03/2026, 17'00" - Cerrado goiano Olavobilaquiando

APARTE (soneto) Amo.... Vejo elevado o coração que ama Todo o êxito, fé, que tem a relação boa
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APARTE (soneto) Amo.... Vejo elevado o coração que ama Todo o êxito, fé, que tem a relação boa Alberga-o a glória, e a imaginação voa Todo o afeto que na sensação chama Amar.... É o princípio que não atraiçoa Do ramalhete, a rosa, da rosa sua rama Se tem os espinhos, suplante o drama Pois no afeto, sabe bem quem perdoa E o que fazer para ser como um amado? Ame! assim feliz estará com o seu amor Seu o senso! o outro somente agregado Então, não se preocupe com seu dispor Disponha! Terá sempre o tal apropriado Que com os olhos do agrado, dará valor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 18/03/2026, 14'53" - Cerrado goiano Olavobilaquiando

AMOR ABSOLUTO Amor, latejo em ti, no teu desejo, por onde For! e sou carícia, e suspiros, e doce poesia
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AMOR ABSOLUTO Amor, latejo em ti, no teu desejo, por onde For! e sou carícia, e suspiros, e doce poesia E, em afagos, ao teu mimo o meu responde E no agrado, agrada mais e mais a cada dia Dos teus beijos, o prazer nos lábios ponde Do teu olhar, o delicado perfume contagia Do carinho, nos teus abraços me esconde De ti, - eclodo em encantamento e alegria Vivo, uivo em teu gozo, e em tua emoção No sentimento, és portento a todo minuto E eu, ao dispor, e tu sendo a minha razão Tu estás no meu pensamento e te escuto Em cada lembrança, flor do meu coração E essa paixão no peito é de amor absoluto © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 16/03/2026, 22'18" - Cerrado goiano Olavobilaquiando

CHÃO CAIPIRA, CERRADO Calmo, entre os arbustos, num éden Em lufadas de silencioso espavento
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CHÃO CAIPIRA, CERRADO Calmo, entre os arbustos, num éden Em lufadas de silencioso espavento O cerrado, do horizonte passa além Cantos sussurrante, pássaros ao vento Quimeras sobre o chão aqui tem As flores em um divino advento O sertão é periódico, também, É vida em regular renascimento Ardes, em uma secura tão bravia E da ternura o verão é clemente É terra de gente da roça, caipira Mas deste povo só se tem valeria Cantoria que já vem na semente De muita fé, desfastio e pouca ira © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 17 de março de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

BRASIL CENTRAL (cerrado) Ó cerrado! ó sertão místico e mestiço Ó visão, dum pôr do sol que vermelha
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BRASIL CENTRAL (cerrado) Ó cerrado! ó sertão místico e mestiço Ó visão, dum pôr do sol que vermelha - chão, que a secura está sobre a grelha E o encanto ao dissonante é submisso Pois o airoso, onde ao torto parelha Abre a admiração à surpresa do viço Da tosca vista de ambiente maciço O gérmen vivo da variada terra velha Sempre o constante! azul do céu anil Sobre o planalto... flores exuberantes De renovo e de um invariante desafio Anda a poesia aos olhos sussurrantes Desse seio onde nasce o feitiço luzidio Do território central do nosso Brasil! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/03/2020, 10’26” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

LIBERTINA (soneto) Recordo, ao ler-te, as épocas sombrias Ó escura poesia, de outrora, tão torta
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LIBERTINA (soneto) Recordo, ao ler-te, as épocas sombrias Ó escura poesia, de outrora, tão torta À inspiração, lasciva, e da alegria morta E em tuas trovas, as vis sensações frias... Simetria e rimas, nas fantasias vadias Enroupadas, pária de Suburra à porta E a impudicícia em tuas linhas, absorta Acabrunhando o decoro nas ousadias Ó nuvioso e tristonho cântico em ruína Na esquina pesada, tendo a fonte impura Do lampejo, na qual se traje de Messalina Tu, prosa descarada, sem amável ternura Sem o amor, traindo a mão na sua rotina Libertina, que ao poético só traz amargura © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/03/2020, 04’59” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

SONETO PLENO Amando, soando o coração, mão nervosa Suspira. A emoção sai da poesia, excitada
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SONETO PLENO Amando, soando o coração, mão nervosa Suspira. A emoção sai da poesia, excitada E toma-lhe, a palpitar, a prosa apaixonada Em uma inspiração com estrofe carinhosa Tenta a ideia romântica: verseja com rosa Inspira. E a rima, assim, do amor é retirada Com afeto em que o desejo brota do nada Seduzindo a trova numa louvação gloriosa Pega o pensamento, doma a ode em cena De satisfação, liberta as palavras apertadas Na solidão, e as busca da sensação secreta E, assim, tão profundo, no delírio do poeta Em gritos de triunfo, e clausulas douradas Ao pé do mundo, confessa a sua obra plena... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 15/03/2020, 06’36”- Cerrado goiano Olavobilaquiando

SONETO DO TEMPO O tempo lá se vai, e vai apressado Por um tropel das vândalas horas
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SONETO DO TEMPO O tempo lá se vai, e vai apressado Por um tropel das vândalas horas E tão dispersas nas ondas sonoras Do outrora, passando, é passado... E o minuto pelo vento é levado Alado, seguido... pelas auroras Num voo certo. Duras senhoras Da direção... as damas do fado! Não fique espantado meu caro! O amparo vem do seu bom viver E do bem doado, amado, é claro! Então, não se preocupe em correr É aos poucos, em um querer raro Lento, assim o tempo irá render... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12 de março de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

SONETO DO AMADO É a encarnação do zelo. Pulsa-lhe a paixão Cheio de afeto, repleto de afável piedade
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SONETO DO AMADO É a encarnação do zelo. Pulsa-lhe a paixão Cheio de afeto, repleto de afável piedade Tem um olhar do desejo e a altiva emoção De que todo tempo é tempo, à toda idade A alma curva-se ao sacramento da união Se abre em gozo de uma total felicidade Quando, sempre, o querer, é mais coração Mais respeito, razão, e fiel a simplicidade E assim, com o peito ansioso, e ao dispor Corado o pensando, o suspiro a lhe arfar O lábio ao ríctus, crispa-se em tímido riso Nada lhe falta, torna-se um real paraíso Conciso. E sem o apuro de como se amar Há quem, o privilégio tem, de ter o amor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 13/03/2020, 04’55” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

NUVENS (soneto) Rasgam-se as nuvens no cerrado Num céu de um azul tão profundo
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NUVENS (soneto) Rasgam-se as nuvens no cerrado Num céu de um azul tão profundo Mergulhadas num infinito rotundo Misturadas no silêncio seco e calado A tarde aviva pro frescor encantado Invade a imaginação num segundo Com sua magia ao longe e ao fundo Que mais parece um painel inventado Surge estão outras, e outras tantas Num passeio livre, assim, pelo ar Bailam de lá para cá, e de cá pra lá Ah! como algodão, paz, tão brancas Torvam o céu, sem o céu incomodar E com leveza, adorno no céu aporá © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 11 de março de 2020 - Cerrado goiano

Poeminha no viver Meu viver, que és um canto Que n’alma sempre a nascer
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Poeminha no viver Meu viver, que és um canto Que n’alma sempre a nascer E eu, neste morar vivo tanto Portanto, tenho a agradecer. Os anos que vão passando São de desfolho sem dó Se turbulentos ou brando Dão-me ventura, não sou só! A minha fé, minha confiança São meus olhos, olhos meus Tal um flechar de esperança Como uma benção de Deus! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 11 de março de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

SONETO ROMÂNTICO Ah! quem há de condenar, o amor certo Aquele que a emoção aprecia e suspira
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SONETO ROMÂNTICO Ah! quem há de condenar, o amor certo Aquele que a emoção aprecia e suspira Que no abraço e olhar, não tem mentira E o hálito do beijo, fica então, tão perto A paixão ferve, sem desventura com ira Tem querer! e alma com sonho inserto E no peito, ideia leve, e coração aberto Ah! como é bom o afeto doce e caipira E neste molde pra expressão de tudo Saúdo o bem querer que se faz infinito Que é rito na poesia e ali se agiganta Na fortuna tanta, tanto ter, e nada mudo Tudo canta, levanta, e se do amor é dito: - eu te amo! É romantismo que encanta. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 12 de março de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

REGÊNCIA (soneto) Como quisesse poeta ser, delirando As poesias de amor, nas rimas afora
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REGÊNCIA (soneto) Como quisesse poeta ser, delirando As poesias de amor, nas rimas afora O beijo, o abraço que o desejo cora A solidão assediou e trovou nefando Vazios estros, de voo sem comando Sombrios, que no papel assim espora Os versos, sangrando e uivando, chora Implora, num rimar sem ser brando... Estranho lampejo, assim compungido Que dói o peito, sem nenhum carinho Quando a prosa era para ser de paixão Então, neste turbilhão me vejo perdido Onde o prazer se faz tão pequenininho Vão... e a desilusão é quem regi a mão! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10 de março de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

ALANCEADO (soneto) Chorei, quando te perdi. Mas sentir Saudades... foi o maior do sofrer
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ALANCEADO (soneto) Chorei, quando te perdi. Mas sentir Saudades... foi o maior do sofrer E do céu cinzento ali a emudecer Você, te vi de minha alma partir! Talvez foi o fado, no seu querer Ou as falhas que nos fez desistir Competir? Com o desafeto, ir pela contramão, não sei ser... Porém te digo: - por ti fui vigor! E se nesta dor, se aqui eu choro É porque um dia eu pude sonhar Talvez sonhei demais, fui sonhador Mas, tal qual um certeiro meteoro Alanceou quem a você quis amar! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Março de 2020 - Cerrado goiano

POR TANTO TEMPO (soneto) Por tanto tempo, o sonho era infinito Vivia aflito, desvairado no sentimento
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POR TANTO TEMPO (soneto) Por tanto tempo, o sonho era infinito Vivia aflito, desvairado no sentimento Que inda hoje, ao olhar o meu escrito As quimeras me vêm ao pensamento Por tanto tempo, sozinho e restrito Meu silêncio, era áspero e violento Mas por dentro, queria ser erudito Mas havia tristura e voz de lamento E hoje vejo uma certeza na direção Dito: - “a única coisa que não muda, é que tudo muda”. Sábia conclusão! Pois, nesta vida de Deus nos acuda O encenar é com agridoce emoção! A poesia segui... e a fantasia miúda. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06/03/2020, 17’29” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

VIA (soneto) Venho de andanças, em um estio Trago lembranças tão desgastadas
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VIA (soneto) Venho de andanças, em um estio Trago lembranças tão desgastadas Das outras tantas outras moradas Que não sei mais se choro ou rio E no mar do céu de matiz pueril Outrora fui talvez, tantas estradas Tantas lágrimas por mim deixadas Dadas ou pegadas, de vulto vadio Hoje sou a saudade esfarrapada Largada, do que um dia eu senti Eu mesmo sou a razão que perdi E nesta via de tão dura lombada De alma ressecada e tão cansada Nos sonhos que devaneei, morri! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 07 de março de 2020 – por aí.

Mulher da Vida... (8 de março) Mulher...
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Mulher da Vida... (8 de março) Mulher... família, poder onde quiser, negligente, de vigília, de vário fazer, contida, Ser, destemida, dama, senhora, esposa, moça, guardada ou envelhecida, da cidade ou da roça, querida, de todas as idades, tão linda, contém verdades, onde houver, diversas habilidades, Mulher da vida... vida de Mulher © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02/03/2020 – Cerrado goiano [...] dia da Mulher – 08 de março

NUME... (soneto) (8 de março, Dia da Mulher) Há na mulher um ser de grandeza
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NUME... (soneto) (8 de março, Dia da Mulher) Há na mulher um ser de grandeza que é de luz e de espírito bendito a tua criação é o divino na natureza tua prestante alma é todo o infinito Um mistério de força e de pureza! Um coração em espasmo erudito rasga-se em amor de terna firmeza e de toda geração o melhor escrito Deus transmite o Teu olhar por ela cada rebento a vida em harmonia e a Gênese do afeto em cada abraço pois, no seio de mulher ou donzela dela o amparo, patrona companhia! Nume... que nunca rende ao cansaço.

REDUNDÂNCIA (soneto) Por que me vens, com a mesma rima Por que me vens, sofredora na trova
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REDUNDÂNCIA (soneto) Por que me vens, com a mesma rima Por que me vens, sofredora na trova És porque vive assim querendo prova Ou, então, lembrar-me da autoestima? Por que levanta a tua voz, que sova O coração, já amassado. Me anima! Pois é tu, que do amor me aproxima E não o contrário, a que me reprova Vens acordar o que repousa fagueiro O que de melhor há no poético raiar O que vive romântico, assim, faceiro... Ah! esqueçamos o que possa tardar Nas tuas linhas eu sou o seu cavaleiro E de minh’alma a doçura quero poetar © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

NEM SAUDADES, NEM PRANTO (soneto) Não há mais saudades, nem mais pranto Secaram as lágrimas quando eu te perdi
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NEM SAUDADES, NEM PRANTO (soneto) Não há mais saudades, nem mais pranto Secaram as lágrimas quando eu te perdi E nesta seguidão tanta, seco, chorei tanto E já sem encanto, tanto era amor por ti! O coração se cansou, enxuto num canto Lembres-te? que sofri, contanto resisti Beijar-te... e beijei-te com tal acalanto No entanto, no desdém, rudeza senti Porém, esqueçamos toda essa história As lembranças hoje estão na memória Se tudo passa, você por mim já passou Os sentimentos já não têm mais sonhos Nem o silêncio os momentos medonhos Se por nada sobrou. Adeus! Tudo acabou! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05/03/2020, 05’55” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

VOZ DO SILÊNCIO (soneto) Nessa solidão rumorosa e calada A voz do silêncio na alma refugia
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VOZ DO SILÊNCIO (soneto) Nessa solidão rumorosa e calada A voz do silêncio na alma refugia Grita, brada, em tom de zombaria Que endoidece a doçura por nada E quando a inquietude desvairada Numa noite escura, na sua ousadia Embebendo o coração de fantasia Fazendo a madrugada embalsamada E a voz do silêncio, insiste falando Tal a uma ópera buffa e de agonia Em um concerto dos vis rumores... Canta e conta assim blasfemando Ao juízo sereno em tons de valia E ao repouso avivados amargores... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

POR AMOR (soneto) Se por amor, nesta fortuna há sorte Deixai a força dita para a satisfação
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POR AMOR (soneto) Se por amor, nesta fortuna há sorte Deixai a força dita para a satisfação - Hoje, vazia e cansada deste porte Minh’alma se abrirá pra está razão E, em sede de querer ser consorte Sobre o sentimento pus a emoção Onde o silêncio no peito era forte Agora deixo desabitada a solidão Bendito seja pelo ideal podido! Pelo beijo dado, e o bem querer Pelo amor que no eu, é nascido Pela envoltura, vividas no prazer Pela a alegria da ventura ter sido Por amor, vale a pena assim ser!... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 06/03/2020, 04’55” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

AVINDO (soneto) Pálido, o luzir do raiar, cerrado sombrio Chave lá fora, cá dentro o peito chora
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AVINDO (soneto) Pálido, o luzir do raiar, cerrado sombrio Chave lá fora, cá dentro o peito chora Embalsamado no tempo que implora Por afago, neste dia de um céu bravio Sobre o leito do meu olhar a aurora Em lágrimas escoadas do verso vazio Melancólicas, com suspirar e arrepio Que consola com a lua, branca senhora E nos olhos rasos d’água, palpitando A saudade, que dá aflição se abrindo Em lembranças, que ali vai resvalando Não te rias de mim, ó agrado findo Por ti, no rancor eu velei chorando Mas, no amor, paz e renovo avindo... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04/03/2020, 04’37” - Cerrado goiano