Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
LIBERTINA (soneto) Recordo, ao ler-te, as épocas sombrias Ó escura poesia, de outrora, tão torta À inspiração, lasciva, e da alegria morta E em tuas trovas, as vis sensações frias... Simetria e rimas, nas fantasias vadias Enroupadas, pária de Suburra à porta E a impudicícia em tuas linhas, absorta Acabrunhando o decoro nas ousadias Ó nuvioso e tristonho cântico em ruína Na esquina pesada, tendo a fonte impura Do lampejo, na qual se traje de Messalina Tu, prosa descarada, sem amável ternura Sem o amor, traindo a mão na sua rotina Libertina, que ao poético só traz amargura © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 14/03/2020, 04’59” - Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde