Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
VOZ DO SILÊNCIO (soneto) Nessa solidão rumorosa e calada A voz do silêncio na alma refugia Grita, brada, em tom de zombaria Que endoidece a doçura por nada E quando a inquietude desvairada Numa noite escura, na sua ousadia Embebendo o coração de fantasia Fazendo a madrugada embalsamada E a voz do silêncio, insiste falando Tal a uma ópera buffa e de agonia Em um concerto dos vis rumores... Canta e conta assim blasfemando Ao juízo sereno em tons de valia E ao repouso avivados amargores... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 05 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde