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Frases de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)

627 frases

BELO CERRADO (soneto) É belo dentre os arbustos ver ardendo O sol a pino, luzindo no galho charro
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BELO CERRADO (soneto) É belo dentre os arbustos ver ardendo O sol a pino, luzindo no galho charro No verão do sertão, molhado e bizarro Sentir a chuva no chão rescendendo Aos pés das veredas, musgos e barro Ver o canto da seriema estremecendo O raiar, encarnado, a olhos nu. Sendo! E até, a seguidão, perdoem o esparro Porém, o que há mais sedutor ainda É a diversidade em espécie da vida: Em gramínea, fruto, e florada linda O chão do cerrado, de vista retorcida Nos acolhe a alma e nos dá boas vinda Com a sua moda de viola, tão querida! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04/03/2020, 08’48” - Cerrado goiano

EM TARDE CHUVOSA (soneto) Março. Em frente ao cerrado. Chove demais Sobre meu sentimento calado, aborrecimento
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EM TARDE CHUVOSA (soneto) Março. Em frente ao cerrado. Chove demais Sobre meu sentimento calado, aborrecimento Gotejado do fado.... Rodopiando nos temporais Enxurrando desconforto, angústia e sofrimento Verão. E meu coração sentado na beira do cais Da solidão. Do mar agitado e cheio de lamento Por que, ó dor, no meu peito assim empurrais Essa tempestade e tão lotada de detrimento? A água canta, lá fora, e cá dentro o olho chora Implora. Para essa tempestade então ir embora Que chegaste com o arrebol e na tarde ainda cai E eu olha pela janela deserta, e vejo o céu triste E, ao vir do vento, a melancolia na alma insiste Sem que das nuvens carregadas a ventura apeai © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04/03/2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

Adeus, cerrado goiano! Adeus, cerrado, já é hora de ir Levo na estória de ti saudade
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Adeus, cerrado goiano! Adeus, cerrado, já é hora de ir Levo na estória de ti saudade É tanto causo de felicidade Tristura, mas é hora de partir Volto pra minha natal cidade Sina doida que devo cumprir De lá vim e para lá vou seguir Minh’alma está pela metade Pedaço de mim aqui deixo Outro comigo vou carregar Da solidão não mais queixo Pois tenho enredo pra contar Na caminhada no teu seixo Andei, e aprendi a te amar! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 04/03/2020 - Cerrado goiano

Luciano, quem você é? Sou um gajo que de ilusão me trajo. Do século passado
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Luciano, quem você é? Sou um gajo que de ilusão me trajo. Do século passado como um sonhador, ajo Trago comigo o chão do cerrado entre currais e fogão de lenha longe do presente e do passado perto do devaneio, sem resenha numa quimera que aqui eu caibo... Cá chorei, ri, tive vario saibo do fado! E neste mundo diverso adentro do sertão nasci em fevereiro, do universo sou das águas, da criação e na razão, um tanto disperso... Tive asas na inspiração Confesso! E no possível, muita emoção. Aos anseios pouca meta padeço a uma geração quase nada me completa quase tudo a minha admiração sou planalto numa reta porém, altos e baixos na imensidão coração ferido pela seta... Pelo menos penso na minha opinião se não, ah! sou intenso eterno na paixão e nos versos, denso. Um poeta? amador... sei não! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02 de março de 2020 – Cerrado goiano paráfrase Cora Coralina

ALTERAÇÃO (soneto) Como se a sorte, tirar-me, assim quer Como a névoa no cerrado embaça o ipê
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ALTERAÇÃO (soneto) Como se a sorte, tirar-me, assim quer Como a névoa no cerrado embaça o ipê Você, assim na sina tornou-se por quê? E o destino passou outra trova escrever Como se as promessas não mais a mercê Não mais se lê na vã inspiração a sofrer Você, agora figura numa dor para valer E os sonhos se fazem de simples clichê Um céu tão cinza matizou-se lá fora Sem arco íris e um ar tão tenebroso Na alma, é sofrência que sinto agora Como se pudesse não ser malditoso Nesta poesia, em que o verso chora O que um dia no cantar foi mavioso... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 03 de março de 2020 – Cerrado goiano

SONETO DO DESEJO Quero-te no desejo sem fim Um beijo que poete o amor
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SONETO DO DESEJO Quero-te no desejo sem fim Um beijo que poete o amor Aos sons dum anjo querubim Assim.... no coração amador! Que o olhar feche ao rumor Da desdita, e vire-se pra mim E beije-me com todo ardor No meu amor que está afim Viva só para a minha vida Num esterno doce querer Sem você ela é repartida Quero-te no meu peito, ser Prazer, e aos teus pés caída A minha paixão, o meu viver! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 01/03/2020 – Cerrado goiano

Becos do Cerrado Becos do meu cerrado Amo a tua melancolia, seca e tortuosa
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Becos do Cerrado Becos do meu cerrado Amo a tua melancolia, seca e tortuosa Teus ipês breves. Teu devaneio encantado De recantos de chão árido, e flora andrajosa Teu cascalho roliço, céu cinza e enfumaçado Deixando a alma da gente, comovida e chorosa Do pôr do sol nos tordos galhos, luzidio, encarnado Amo o silencioso horizonte, cheios de tal quimera Que em polmes dourados e os olhos cheios d’água Suspiram em poemas de rogo, tal a rudeza, quisera O vento, em açoites nos buritis, aturando a frágua Nas frinchas de suas folhas, e que ali então esmera Que se defende, peleja, viceja e na imensidão vivace Desenhando o sertão do planalto de intrigante biosfera Como se a todos nós um canto de resistência declamasse. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 02 de março de 2020 – Cerrado goiano paráfrase Cora Coralina

Destino Nas linhas da minha poesia leio o teu olhar
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Destino Nas linhas da minha poesia leio o teu olhar com rimas cruzadas, luzidia sinuosas a poetar. Interferindo no meu destino. E assim, eu pus a cantar tal o badalar de um sino o coração a anunciar. E neste som divino a vida nos seus caminhos o meu e o seu num continuo Desejar... íamos sozinhos até nossas mãos entrelaçar. E, neste poema marcado de versos ao nosso dispor desde então, o fado juntos, passamos a compor! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/02/2020, 23´21” - Cerrado goiano

Amar você é versar em minutos… Amar-te é escrever poesia de amor Os versos são como o teu beijo
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Amar você é versar em minutos… Amar-te é escrever poesia de amor Os versos são como o teu beijo De rimas saborosas de alegria Valeria, tão bom este desejo Nestas trovas derramadas Aos teus pés, assim me vejo! Palavras enramadas Num poético bafejo Um poeta da emoção Cântico de doces frutos Infinita inspiração... Amar você é versar em minutos... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano

Cantiga de adeus Quando fores embora ó saudade, seja breve
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Cantiga de adeus Quando fores embora ó saudade, seja breve na tua hora, não me leve Se acaso não possa deixar-me no prazer vista a tua saragoça e saia sem nada dizer Não me puxe pela mão nem tão pouco no pensar me deixe na agridoce ilusão melhor do que te acompanhar E, se ainda não queira deixar-me sem os teus argumentos, a tua asneira então, me diga logo adeus e vá sem qualquer besteira Me deixe no esquecimento! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29/ 02/ 2020 - Cerrado goiano

SONETO DE MARÇO Março, das findas águas de verão Do até mais ao carnaval de fevereiro
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SONETO DE MARÇO Março, das findas águas de verão Do até mais ao carnaval de fevereiro Em ti o refresco do calor de janeiro O mês da poesia em comemoração Das férias a labuta é o mês fronteiro Do Jobim atar em chuvas a estação É pau, é pedra, caminhos e canção Do calendário gregoriano o terceiro Mês dos piscianos na constelação Rebento do outono caírem no terreiro Tapetando de secas folhas o chão Do dia oitavo a mulher é palavreio Exaltada pelos poetas na inspiração De devoção a José, do mês padroeiro... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Março de 2017 - Cerrado goiano

FRANCAMENTE Não te amo por apenas querer amar Como se fosses um olhar do desejo
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FRANCAMENTE Não te amo por apenas querer amar Como se fosses um olhar do desejo Amo-te como se ama com o ensejo De amar-te, assim, em qualquer lugar Amo-te e neste amor eu te almejo Dentro do meu peito a lhe poetar O sentimento que vive a sussurrar Na alma, e no doce ardente beijo Me vejo, te vejo neste amor denso Sem saber quando, como nem onde Pois, o quero em mim por extenso Francamente, aqui venho a lhe falar Deste amor que não mais se esconde E, que na prosa não quer mais se calar © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 29/ 02/ 2020, 13’04” - Cerrado goiano

motivo eu alegro porque ainda existo em uma trova incompleta
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motivo eu alegro porque ainda existo em uma trova incompleta se na felicidade insisto porque sou poeta! sensato ou tolo nas poesias deixo-me nas asas do vento gozo e tormento, nos dias: assim, sou instrumento... se nas estrofes tenho cansaço noutras total inspiração que são mais que um pedaço: de emoção, rimo com o coração hoje o dia universal de agradecimento, comemoração que seja de amor total Feliz Aniversário, então! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano paráfrase Cecilia Meireles

SONETO DESABITADO Ao poema que roga, desesperadamente De saudade, separado de sua rima ideal
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SONETO DESABITADO Ao poema que roga, desesperadamente De saudade, separado de sua rima ideal Onde o coração sofre o afeto ali ausente Nas desventuras em que se vê sem o qual Não lhe basta um amador simplesmente Nem só o gozo duma trova que seja a tal Nem o simples desejo, deseja vorazmente O compasso do beijo, num versar musical E as poéticas inspirações que lhes somem As quais quisera... paixão cheia de pureza A esperança de quere-las lhes consomem E os vazios do sentimento no seu cantar Compõe solidão, em uma maior baixeza Escrevendo dor, sem o amor para poetar © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/02/2020, 18´12” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

Canção Não te carde da pequenez nem da solidão que as desventuras por ventura nos traz
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Canção Não te carde da pequenez nem da solidão que as desventuras por ventura nos traz do amor, que os ventos pravos arrastam dos desejos, e tanta dor ao coração faz. Em vão... acredite, ínsita, é doce razão seja audaz, e não demores ali tão longe em cantinho secreto, e tão cheio de ilusão neste decreto o afeto não pode ser monge nem tão pouco um analfabeto da paixão... Apresente-se agora, o momento é a hora e a emoção vare na eternidade, assim, então apressa-te antes que a vida vá embora e o outrora torne-se poesia na tua canção! Ame!... e não o toque na caixa de pandora... © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/02/2020, 05’06” - Cerrado goiano

SONETO DE ANIVERSÁRIO O tempo passa, fugaz os anos Numa poesia de trova da vida
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SONETO DE ANIVERSÁRIO O tempo passa, fugaz os anos Numa poesia de trova da vida Chegada, prossiga ela, partida Em seus versos bons ou tiranos Passa-se a rima, envelhecida Nos agrados e nos desenganos Dos novos e dos velhos planos Os sonhos e, da ilusão nascida Nas venturas, pouco se figura A quimera... se cabelo branco No amor, mais vale a candura Se antes ficção, agora franco O dizer: - louco é essa loucura O viver. E duro o seu tamanco! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 27 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano

RAZÕES DO AMOR O amor ama aquele a quem se ama Nas razões de o amante saber sê-lo
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RAZÕES DO AMOR O amor ama aquele a quem se ama Nas razões de o amante saber sê-lo Ama porque se ama. O peito chama Que arde, o verdadeiro calor e zelo O amor é dado, é graça, de graça, apelo Do coração... é odor que d’alma derrama Um intricado e emaranhado longo novelo Que tem a doçura na sua adocicada trama Eu amo porque amo, assim, poder tê-lo Perto de mim, e nunca demais pra mim Então, nos sonhos sonha-lo sempre belo O amador foge a regulamentos vários Nos dicionários sai da explicação, enfim, Sem amor, os amantes são solitários. (sem fim...) © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 28/02/2020, 11´54” - Cerrado goiano

Tenta-me de novo E por que há de querer o meu amor novamente?
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Tenta-me de novo E por que há de querer o meu amor novamente? Teu gesto me arrancou de teu leito, dor na vil necessidade, simplesmente. Mas vens com o olhar lascivo, o meu, amador duelando. O que o seu não mais sente. Capricho maior! Não tente, em me tentar de novo digo: - estou ausente. Por favor! Fui em frente. É o fim, não renovo... Tenta-me de novo... não mais tente! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 26 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano paráfrase Hilda Hilst

TROVANDO COM ESPINHOS (soneto) Sofrência sem tempo, dor com agonia Que suspira e sufoca a emoção no peito
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TROVANDO COM ESPINHOS (soneto) Sofrência sem tempo, dor com agonia Que suspira e sufoca a emoção no peito Que cala mais do que a solidão queria E com tanto aperto ainda não satisfeito Amor, que a boa sorte assim repudia Em uma ação de azar e sem proveito E tanto... sorriso para a cruel arrelia Fica inacabado, ficando imperfeito... Poema, sem sintonia, que consome Musicando das mágoas só lamento! Cego sempre o poetar que desanimas! E eu tenha sempre, paixão: - com fome O coração, gelado no cálido sentimento Com espinhos trovando as áridas rimas. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando

Sendo... até a luz do dia! Uiva... mas que sussurro a dor brada Sofrer desperta.... Que rumor na treva
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Sendo... até a luz do dia! Uiva... mas que sussurro a dor brada Sofrer desperta.... Que rumor na treva A solidão, que no avançar da noite leva Presa, suspirando, na triste madrugada? É a paixão! Agita a poesia enamorada Palpita, e a saudade nos versos eleva E da melancolia nas rimas, tão peva Vai sacudindo o sono e a ideia calada Perturbas... nas trovas, o teu cheiro Soltos na memória, e ei-los, doendo Doidejantes, no pensamento inteiro Pinica a inspiração, provoca arrelia Vê os sonhos pelo desejo correndo [...] abordo sendo... até a luz do dia! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 24/02/2020, 05’12” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

O BEIJO (soneto) Há no amor um toque de instante de magia que é a do beijo, o afeto por ele entrelaçado
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O BEIJO (soneto) Há no amor um toque de instante de magia que é a do beijo, o afeto por ele entrelaçado a alma em um infinito em êxtase de alegria dos lábios comprimidos e todo encantado Um mistério bendito de mutação luzidia duma força e grandeza no prazer ansiado aflito, mas, calmo nesta tão doce romaria em um agito, corrompendo todo o agrado O beijo flecha o olhar de todos os amantes tão certeiro, em uma sensação de quantia enfardando os pensamentos num abraço É porque, entre os lábios ali soluçantes o tempo estaciona, e ampara a harmonia na paixão, no ser, ocupando todo o espaço © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 25/02/2020, 05’02” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

TEU NOME (soneto) Deixa a vida com sua sina, enfim devasse A tua solidão que é o teu maior lamento
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TEU NOME (soneto) Deixa a vida com sua sina, enfim devasse A tua solidão que é o teu maior lamento Que tem a dor calada no teu sentimento Todo a angústia que sente se mostrasse? Chega de engano! Revela-te o ferimento Ao universo, defrontando-a sem repasse Ao coração, que já lágrimas tem na face E suspiros nas noites num pesar sedento Olha: não suporto mais! Ando cabisbaixo Deste sofrer, que o meu amor consome De senti-te sozinho no peito tão imerso Ouço em tudo o silêncio, golpe baixo Do desejo. Que vive a calar o teu nome E insiste em recordá-lo no meu verso © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 23 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano Olavobilaquiando

O FIM (soneto) Talvez queria, quando tive. Mas quis Que, este amor fosse tão duradouro
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O FIM (soneto) Talvez queria, quando tive. Mas quis Que, este amor fosse tão duradouro Entre o prólogo e o ponto... ser Feliz! Um infinito e cintilante belo tesouro E na rima aflita de poemas vindouro Só me restam, as lágrimas e cicatriz De um dia apaixonado e vivedouro Sonho. Agora na magia, canto infeliz! Tu, fado sagrado! Vós também, ilusões Sangram em sofrimentos, íeis por mim Como uma traquinice nas vis sensações E, o meu amor, assim, em tom marfim Vi que o olhar passou a ter decepções E nas tuas sombras, razões para o fim. © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 21/02/2020, 05’32” - Cerrado goiano Olavobilaquiando

BENVINDA MANUELA (soneto) Quando a primeira vez revelaste pra vida Do amor acordaste, em devoção inteira
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BENVINDA MANUELA (soneto) Quando a primeira vez revelaste pra vida Do amor acordaste, em devoção inteira - Dentro do coração do desejo foi parida Desabrochando o afeto da filha primeira Com olhos rasos d’água suspirou o dia Em anunciação, emoção, em alto volume Nasce tu, criança, a flor de toda a alegria Tal como as rosas, de aveludado perfume E no zelo, por onde a ternura aí passar Tão esperada, ó anjo pequenino, estrela Tu, quem veio mostrar como é bom amar Foi assim que se fez a admiração bela De modo em nossa existência a brilhar Benvinda, querida menina: - Manuela! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 19 de fevereiro de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiano ❤ nascimento da minha sobrinha neta Manuela Naves Abraham