Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
REGÊNCIA (soneto) Como quisesse poeta ser, delirando As poesias de amor, nas rimas afora O beijo, o abraço que o desejo cora A solidão assediou e trovou nefando Vazios estros, de voo sem comando Sombrios, que no papel assim espora Os versos, sangrando e uivando, chora Implora, num rimar sem ser brando... Estranho lampejo, assim compungido Que dói o peito, sem nenhum carinho Quando a prosa era para ser de paixão Então, neste turbilhão me vejo perdido Onde o prazer se faz tão pequenininho Vão... e a desilusão é quem regi a mão! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 10 de março de 2020 - Cerrado goiano Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
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