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Frases de Nicola Vital

392 frases

⁠ NAU DE ILUSÕES Se eu quiser sonhar
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⁠ NAU DE ILUSÕES Se eu quiser sonhar - Desperto... Meus sonhos vesgos sobre obliquas paralelas Aportam em mares tênues sob náufrago porto solidão. E meus sedentos lamentos à razão Naufragam mortos mares de ilusões A deriva essa nau de emoções Zarpa no infindo oceano da paixão. Esse emaranhado de cordas Que se chama coração.

⁠O HOMEM DO MAR O indolente navegante que veleja Além-Mar – Sol a pino Nutre-se no vazio do tempo insolente e fugaz dos mares tênues
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⁠O HOMEM DO MAR O indolente navegante que veleja Além-Mar – Sol a pino Nutre-se no vazio do tempo insolente e fugaz dos mares tênues Sob o vento a seduzir as flâmulas. Que aportam órfãs mães por seus amores E suas viúvas a sonhar em solitários portos Sobre o tremular das águas no sal de sua íris Ah, insensato homem do mar! Você só tem as águas salgadas do mar e o vento! Que emana os eflúvios dos corpos sedentos daquelas que perecem solitárias Aos portos incólumes destes mares glaucos.

Série: Minicontos ⁠POR QUÊ? As portas estiveram trancadas, as pessoas insociáveis e, o abraço virtual. A morte havia a espreita...
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Série: Minicontos ⁠POR QUÊ? As portas estiveram trancadas, as pessoas insociáveis e, o abraço virtual. A morte havia a espreita... PLEBE Todos os dias àquela hora as portas se trancam para um universo alheio. Aqueles que me rodeiam não são meus, e os meus não me dizem seus... REI MAU Pela hegemonia, Herodes em movimento genocida confere a morte dos primogênitos. O rei mau confabula o desamor, e nega a vida em seu reinado. Pela ciclicidade da história...

⁠ AMOR MATERNAL: O amor que assoberbaste
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⁠ AMOR MATERNAL: O amor que assoberbaste Sei, não era o que querias. Nem de longe encontraste Um amor em sintonia Amar como anseias É feérico e bem sutil Só o êxtase delineia Um amor tão juvenil O amor com sutileza Diz o coração febril É de tamanha grandeza Que torna o universo vil O amor a quem almejas É amor de mãe pra filho Não possui outro perfil.

⁠MUTAÇÃO: Todo vão metafísico Tudo o que penso sou.
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⁠MUTAÇÃO: Todo vão metafísico Tudo o que penso sou. Toda doutrina do livro Todo lugar onde vou. É um deserto infinito Onde nem mesmo estou. Todo o amor das Helenas Todo o dogma do pastor Todo o mutar das falenas Toda letra que se consome Toda dimensão das melenas Toda sorte que me some Toda essa metafísica Se transmuta noutra cena!

⁠⁠⁠⁠POEMINHA PARA O PEDRO Pedro toda vez que vem aqui Pede, pra belinha visitar
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⁠⁠⁠⁠POEMINHA PARA O PEDRO Pedro toda vez que vem aqui Pede, pra belinha visitar Insiste que eu vá com ele No curral do seu Matias Pra ver se a bela estar. Às vezes, até resisto. Noutras permito vá Ele caminha e corre. E ao ver sua vaquinha Alegria em seu olhar. Ontem não pude ver Sorriso em seu rostinho A bichinha não estava Nem saiu para pastar - Vovô, ela foi pra floresta! - Vamos ver se estar lá? - Não, Pedro, ela se tornou adulta. E dos filhos foi cuidar! - Vovô, eu não quero mais crescer. Ora, por que? Pra não ter que lhe deixar Agora sem a belinha Tenho Britney, John e Nutela E deles eu vou cuidar.

⁠AUTOCRÍTICA: Às vezes, humanamente penso Que somos o que jamais
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⁠AUTOCRÍTICA: Às vezes, humanamente penso Que somos o que jamais Poderíamos ser. Nesta noite indolente sem carinho, Sem amor (...). Num quarto como indigente A companhia é o terror! Rastros, ruídos, fantasmas. Na escuridão da noite... O arrastar de chinelos Na sala ou no corredor, São lampejos de ínfima lucidez Na alma do pecador. Eu que sempre fui insolente, frio, Calculista e fingidor. No ocaso não sou nada Ao vislumbrar as entranhas Do que deveras sou.

⁠⁠ SONHOS BISONHOS Todos os sonhos serão trancados em panos de guardar confetes a sete chaves do vizir.
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⁠⁠ SONHOS BISONHOS Todos os sonhos serão trancados em panos de guardar confetes a sete chaves do vizir. -Ninguém sairá sem ser visto. E os vistos não sairão! As flores de cheiro queimarão. E as larvas de fogo ceifarão a fome dos que são! -E ninguém dos que saem passarão. O carneiro que ilumina o beneficio de Daluz sobre o lajedo das canelas - Cuspia fogo sobre a donzela rasgando o véu da noiva feia E sete gumes de punhal rasgarão o pano dos confetes no auto de natal - Sete chaves, sete armas, sete clavas, sete claves. Entrelaçar-se-ão em sintonia com a guerra e o rito Suruí Paiter em memoria dos mondé - Morre a noiva feia – Anhangà. Vive Jaci! - Wanadi e a guerra de fogo ao abaçaí... - Aplacada ao som de sua flauta Akuanduba. Ó grande avô fogo. Grande fogo nuclear, energia raio vital. HA’EVEte Nicola Vital