Série Microcontos 1982 Tambaú. A violeta sangra na manchete manchada..
Frases de Nicola Vital
392 frases
Série microcontos: IMPROBO Em Kennedy, a briga entre poderes está a caminho. Ao final da curva, a morte à luz da estrada...
UTOPIA: Aqui sozinho no silencio do quarto A luz do espelho reflete o tempo em meu rosto desnudo
Continuar lendo
UTOPIA: Aqui sozinho no silencio do quarto A luz do espelho reflete o tempo em meu rosto desnudo Sem brilho... A felicidade reflete no brilho da ribalta Será? Que o brilho da mascara me faz feliz Será? Ou seria minha utopia na grande arena da vida Como paglia a queimar Onde todos riem do brilho no rosto Do tramp a chorar.
O ALVORECER: Ao amanhecer... Glup... Cai a ultima gota do orvalho
Continuar lendo
O ALVORECER: Ao amanhecer... Glup... Cai a ultima gota do orvalho Sobre as pétalas da bromélia a se abrir A brisa fria sobre a grama em brumas Exala os eflúvios dos jardins a florir O inseto... Ali, inerte a esperar o sol. Para ao ocaso seu ciclo findar.
GRÃO Essa vidinha que a gente vive e não é da gente, transcende. Hora é folha seca que se quebra em contato com a fina brisa
Continuar lendo
GRÃO Essa vidinha que a gente vive e não é da gente, transcende. Hora é folha seca que se quebra em contato com a fina brisa Noutra se deixa fluir ao sopro da ventania que sempre vai Passar sobre nossos rostos quão brisa mansa ou vendaval. Em outro instante, fria como o corpo físico inerte. E essas dores que sentimos apenas prelúdios são. Assim como o pensamento logo passamos aos corpos sãos... E quem não é o que é, naquilo que é se perde.
Série microcontos: QUERUBIM Sob o frio da marquise havia anos. Hoje, marcas de cinzas...
Série minicontos: CRIME HEDIONDO Parecia amor, às vezes carinho outras compaixão. Entre amor e ódio. Obsessão...
Série microcontos: DILETO Naquela tarde mórbida e fria o sonho de construir estava soterrado...
Série minicontos: MAR DA MANHÃ Em seus mares glaucos a navegar.
Continuar lendo
Série minicontos: MAR DA MANHÃ Em seus mares glaucos a navegar. náufragos sonhos a esperar...
Série: minicontos PAGLIA - Veste-se de criança e alegria seu sonho de fantasia, ao cair da ribalta. Sinestesia...
ACRÓSTICO À ELA A nossa loucura aqui começa Nós somos sempre céticos.
Continuar lendo
ACRÓSTICO À ELA A nossa loucura aqui começa Nós somos sempre céticos. Dessa enorme loucura. Roubaste Minh ‘alma Enquanto jazia Adormecido nessa loucura fria. Nicola Vital
OUTRO VIÉS Escrevo meus pensamentos Em linhas horizontais
Continuar lendo
OUTRO VIÉS Escrevo meus pensamentos Em linhas horizontais Tentando mostrar meus sonhos, Expostos em cabedais Por mais que eu tente alinha-los, Perdem-se em diagonais Eu busco outro viés, mas Perco-me de volta ao texto Do livro que a vida faz. O livro que nasce ao livro Do livro que a vida apraz É feito sem métrica ou rima E nenhum poeta faz Só o menestrel da vida, A ele é quem perfaz. Nicola Vital
FLOR DE AÇUCENA Nesses versos rimados que te fiz
Continuar lendo
FLOR DE AÇUCENA Nesses versos rimados que te fiz Num momento sereno de emoções Recordo-me o instante em que te vi Em rebento vindo ao mundo de ilusões Oh! Minha flor de grande essência A meiguice que traz ao coração É tão tênue que explicita ausência Conduzindo-me ao ímpeto da razão Sou feliz por tê-la em meu convívio Tão vaidosa como a flor de açucena Que perfuma o jardim de quem te viu Regalo do meu peito incandescente Pelo beijo que me desse como tal Linda e única em meu corarão ardente.
SUPLICANTE: Por ocasião de minha morte, Tão breve quanto a tua
Continuar lendo
SUPLICANTE: Por ocasião de minha morte, Tão breve quanto a tua Não me agracies compaixão, Melancolia ou pesar Pois que em vida me odiaste, Meu coração molestasse Por que agora caminhas Nesse insólito séquito? Não! Não me indulte funeral, Cortejo ou adoração Deixeis que meus entes Se encarreguem do fato Com pouca indumentária E que apenas consigne A identidade na lapide Sem muita adornação.
Série Minicontos: Ao singelo texto fulaninho desdenhou. Apenas uma frase, sorriu. O conto minimizou...
Série Microcontos: Aparecia na mesma esquina todo dia. à noite jazia.
Série Microcontos: À cabeceira da cama deixava gravuras pra mim. Hoje, apenas folhas em branco...
PRELÚDIO Sou essa paranoia pensar seria o tempo Que não verga, envelhece ou fenece.
Continuar lendo
PRELÚDIO Sou essa paranoia pensar seria o tempo Que não verga, envelhece ou fenece. Mas é pura ilusão... Resume-se apenas em instantes. Esse instante de mim É movimento Noutro instante Estático, desalento. Um instante de mim É teoria Noutro instante Prática em demasia. Um instante de mim Sou integro sou razão Noutro apenas Solidão. Um instante de mim Eu permaneço Noutro instante Desato me arrefeço. Um instante de mim É toda sorte Em outro instante Desvaneço. - O ser cessante mundo sem sorte. Um instante de mim Junto os pedaços Noutro Recorto me desfaço. Um instante de mim É alegria Noutro instante Se encontra devaneios - Juntando um instante a outro instante Seja seu sonho sem recorte Essa face de mim Resume num só instante Vida em Morte. Será ilusão ou será norte?
POEMA DO ABSTRATO O poeta não se alveja... Pega-se ou se tem
Continuar lendo
POEMA DO ABSTRATO O poeta não se alveja... Pega-se ou se tem - É um misto de beleza E tudo que não convêm. A histeria dos loucos... - A insensatez dos príncipes A fobia dos eunucos O esmolar dos pedintes. - Na mão do tacanha do grão. À beleza que se mistura Verte o riso dos pagãos -- Junto à alma em ternura Aufere sal da terra ao pão.
MATAFÍSICA Todo o vão metafísico Tudo o que penso sou.
Continuar lendo
MATAFÍSICA Todo o vão metafísico Tudo o que penso sou. Toda doutrina do livro Todo lugar aonde vou. É um deserto infinito Onde nem mesmo estou.
P aradisíaca A rbórea R ainha
Continuar lendo
P aradisíaca A rbórea R ainha A uspiciosa Í ndomável B rasileira A colhedora
O CONTO QUE NÃO SE CONTA Cada história possui o lado que contamos e, aquele que ela por si só vai dizer.
Continuar lendo
O CONTO QUE NÃO SE CONTA Cada história possui o lado que contamos e, aquele que ela por si só vai dizer. Não seria diferente nesta que vamos agora prosear! Em fins dos anos de 1960, surgia aqui no Brasil um sujeito que doravante vai figurar como protagonista de nossa narrativa. Aqui, porque lá fora ele já dava o ar da graça, não sei se com o mesmo rosto. E, só agora, meio século de seu nascimento é que passei a conhecê-lo e ter meus primeiros contatos, afetivo e efetivo com ele, e tudo aconteceu, Plá, assim. Como um estalo. E me apaixonei. Claro, não sei se foi recíproco o sentimento. Mas foi amor, e amor à primeira vista. Quando ele me foi apresentado, logo chegou de mansinho, ali, tímido, conciso e integro. Pequenino porem forte, sua suposta timidez paradoxalmente trazia consigo muita definição. Eu, que sempre fui amante da arte, alguma coisa mais, digamos romântica ou prosaica por assim dizer. Fiquei embasbacado com a beleza e sutileza daquela persona. A cautela me faz não querer contar nada a principio. À medida que nossa relação se consolidava comecei a tornar pública minha admiração àquele jovem, de gênero ainda não bem definido aos olhos da crítica literária que ainda, salvo as exceções, permite-se negar sua identidade e seu lugar de pertença. Digamos a pequena cidade de Guaxupé – MG. Onde nascera e, antes de demandar pânico à sociedade feminina Curitibana como O vampiro de Curitiba... Aquele jovem já se apresentava incorporado em Amanhã, Camila, A mal amada, o sabor do humano e outros. Todos, filhos dos pioneiros do grupo de Guaxupé. Em 1969, enquanto eu dava meus primeiros passos à adolescência, o nosso personagem já estreava como protagonista e estrela de capa da Plaquete “Cadernos-20” publicada pela imprensa oficial de BH. E hoje somos efetivamente casados e com uma proposta de afetividade em construção. Sobretudo esse moço que teve sua identidade havia anos, velada, possui nome, e é filho de Francisca Villas Boas e seus contemporâneos. Atendendo pela graça de Miniconto. Apesar de sua grandiosidade. Sendo assim, é, sim, um conto que se conta.
POESIA Alucinante dialogo poeta, coisas e objetos. Viagem fantástica...
Continuar lendo
POESIA Alucinante dialogo poeta, coisas e objetos. Viagem fantástica... Ao universo subjetivo. Sonhos e emoções. Verdades e mentiras Loucura ou razão? Não é propriedade do artista É patrimônio imaterial, universal! A gente apenas formula para os leitores Inspirado em coisas, pessoas ou objetos. Deem-me uma flor do campo! Para que eu plante e com esmero. Hoje. Porque a primavera que nascera ontem Morre agora num discurso delirante.
Série Minicontos TRÁFICO HUMANO Os pacientes dos navios negreiros, sossegados em meados do século XIX, materializa-se nos camburões da atualidade, sob a égide do discurso formal...