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Frase de Maria da Penha Boina

Peso morto Pasto sem gado Tesouro sem ouro Vida Severina Nem tudo é rima. Beleza sem nobreza Destreza na tristeza Palavra sem certeza Completa pequeneza. Criado nem sempre é mudo Guarda-sol que guarda a chuva Molha mas não inunda Não tem lógica, barafunda. Pobreza eterna Olhos profundos Observação deletéria Sentimento imundo. Ave que não voa Cigarro apagado Bebida sem álcool Superficialidade no palco. Grito rouco Pele e osso Noite esquecida Regateando a vida.

Maria da Penha Boina

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Pensador.com

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Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas
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Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.