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Frase de Maria da Penha Boina

Censor Pergunta sobre mim Respondo a sua pergunta Você matuta, reflete E diz que é mentira. Você novamente pergunta Eu respondo Você especula, pensa E diz que é mentira. E aí vai, e pergunta, pergunta Eu respondo e respondo Você cisma, pondera E não acredita. E você volta a me perguntar Eu reconsidero, reflexiono Respondo filosofando E não sou compreendida. Você pergunta mais uma vez Eu sinto que está a julgar Refuto a indagação Silencio. E você pergunta sobre o meu silêncio Sinto que é para auferir vantagem Da sua mais nobre arte Que é a de censurar. O silêncio e a minha mais aristocrática retribuição Assim você elucubra a mentira já posta Em qualquer das respostas Que irá me sentenciar.

Maria da Penha Boina

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Nirvana Sou meio abestada às artes manuais Engenho melhor as máquinas Introspectiva fico diante delas, fico imbecil e o silêncio enche o meu mundo, meio estúpido Vivo sossegada, descompromissada Diante de mim, uma parede acinzentada um varal com peças de roupas penduradas alguns sons que veem de fora, inidentificáveis Desenredo o meu silêncio em palavras turvas, mudas, inexatas Desprezo os clichês e as suas cópias desordenadas que quebram o fascínio poético daqueles que bem escrevem os seus nadas Assim, passo as minhas horas, encantada entre turbilhões de ideias vou afugentando as ditas realidades dessa sociedade cheia de crendices Desculpai. Mas não nasci para os afazeres banais para costurar as roupas rotas e almoçar ao meio dia e meia a minha didática de vida é outra Sei, desiludo, não sou de bom trato boa companhia Vou, conforme vai o vento lamento por causar desapontamento sou obtusa diante do compreensível.