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Frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

757 frases

SONETO DO CORAÇÃO VAZIO Frente aos olhos meus, o coração vazio O cerrado num silêncio que me angustia
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SONETO DO CORAÇÃO VAZIO Frente aos olhos meus, o coração vazio O cerrado num silêncio que me angustia E os pensamentos em uma total heresia Relatando abastado sentimento sombrio Estacada emoção com dor em orgia Sangra sofrência de sonhos sem brio Das saudades que na alma dá arrepio E na quimera traz perfídia com ironia Assim neste saguão de solidão gentio Chora e lamenta, o amor em agonia Que aperta o peito num amargor frio E carente de ilusão e pouca ideologia Trilho em um querer de séptico luzidio Ordenando agrura, e refreando o dia © Luciano Spagnol poeta do cerrado Março, 2017 - 05'20" Cerrado goiano

NAS ENTRELINHAS DO SONETO No sentimento, do amar, seja meu amor Basta estar ao meu lado, o querer haver
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NAS ENTRELINHAS DO SONETO No sentimento, do amar, seja meu amor Basta estar ao meu lado, o querer haver Ao olhar-me, ouça o coração, por ti bater Adentre, rogo-te, quero ser o teu amador Nas mãos, tenho flores, pra lhe escrever Tocando nos versos tais qual um beija flor Palavras entoadas de afago a lhe compor E paixão, pois você é vida no meu viver! Entre sussurros e suspiros és puro ardor Em primaveras no meu peito a florescer Desenhando sensações ao meu redor Em ti esqueço que existe qualquer ser Tudo é livre, tu fazes do versar um relator Nas entrelinhas do soneto, o amor ter! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2017, abril. 05'40" Cerrado goiano

SONETO DO AMOR QUERIDO Ah! Amor! Eu estou por aqui Podes até ter passado por mim
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SONETO DO AMOR QUERIDO Ah! Amor! Eu estou por aqui Podes até ter passado por mim Se tive de olhos fechados, enfim, Sem tê-lo é tão ruim, fico por aí E se são tantos no pouco assim Não se esqueça que a ti persegui No coração, quer seja acolá ou ali Pra então, ornar-te no meu jardim Quero me dar na emoção só pra ti Com servilismo e, um doce carmim De afeto, que do querer eu te pedi Repousar nas tuas carícias de cetim E ter a certeza de que nunca desisti Tu amor querido, és sentido no meu fim... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Março de 2017 Cerrado goiano

Inspiração Uso a poesia para falar de meus silêncios Para a magia das palavras ter companhia
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Inspiração Uso a poesia para falar de meus silêncios Para a magia das palavras ter companhia Em cada rima o hospício de meus suplícios Assim, falo e ouço, escrevo o real e fantasia Dou importância na simplicidade do fictício Vivendo na levitação da imaginação, do só Que possa vir e me trazer algum auspício Assim, somos fadados, na matéria e no pó Tudo na sorte com os seus diversos vestígios E nos desperdícios das palavras dou um nó Me perco no desenrolar de cada emoção Pois cada trova no meu poetar é um cipó Onde eu gangorro solitário na inspiração © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano

SONETO TRANSVERSO Nosso amor, é amor que não conheço Teve começo nas quimeras do coração
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SONETO TRANSVERSO Nosso amor, é amor que não conheço Teve começo nas quimeras do coração Tal qual numa quadrilha de São João Que no luar, o enredo nele foi expresso Sem bilhete, ou ao violão uma canção O nosso amor no rumo foi perverso Sem adeus e, nem o perdão confesso As palavras na palavra ficaram um não Se choro aqui no soneto transverso Choras aí na distância da separação Assim, na saudade, tudo é submerso É um vazio tão cheio de imensidão Que não posso negar, este vil verso Ainda cego da mais vesana paixão © Luciano Spagnol poeta do cerrado Janeiro, 14 de 2017 05'30" Cerrado goiano

Desejo Quem me dera ter vivido poeta Ter olhos que veem a emoção
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Desejo Quem me dera ter vivido poeta Ter olhos que veem a emoção Mãos pra cantar a canção certa Fazendo poemas da inspiração Ah, quem me dera! Saber rimar frases de amor Compor rimas com quimera E na quimera lapidar a dor Quem me dera, ah! Ter a estrofe certa pra paixão Na quadra ter a sublime forma E doces versos para o coração Ah! Sonhador de ser poético E neste sonho muito quisera E o pouco que faço é sintético Ser poeta? Ah, quem me dera! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano

VERÃO NO CERRADO (soneto) Lá fora o vento em agonia e rebeldia Redemoinhando o taciturno cerrado
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VERÃO NO CERRADO (soneto) Lá fora o vento em agonia e rebeldia Redemoinhando o taciturno cerrado Do silêncio carrascal, fez-se agitado Sob a chuva nua, acordando o dia Na vastidão do chão, o tempo arado Da sequidão para o sertão em urgia Molhado da tempestade em romaria Empapando o alvorecer enovelado E neste, porém de tão boa harmonia O horizonte na ventura é amansado Enxurrando na procela a melancolia Assim, vai-se avivando o árido cerrado Do acastanhado que ao verde, barbaria Ao rútilo encarnado do verão variegado © Luciano Spagnol poeta do cerrado Janeiro de 2017 Cerrado goiano

SONETO EM MOVIMENTO De tudo um pouco fiz, e não te esqueço O pensamento é movimento relutante
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SONETO EM MOVIMENTO De tudo um pouco fiz, e não te esqueço O pensamento é movimento relutante Na sofrença eu vivo então agonizante Tal forma, que o poetar está do avesso À espera é de um, vã gemido, sonante Que já saiu dos ventos do meu senso São fragmentos de dor que não venço De amarga profunda frustração, dante E neste vazio de um vadio descenso Dispenso o amanhã num novo avante De rude ação, de esquecer, e tão tenso Não estou propenso a nostalgia gigante Sei que o depois é outro dia, pretenso Pois, na solidão, no render sou levante... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2017, 18 de janeiro Cerrado goiano

SONETO DO AMOR AO PRÓXIMO De tanto variar no amor, não mais julgo Sem nenhum julgamento, sem opinião
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SONETO DO AMOR AO PRÓXIMO De tanto variar no amor, não mais julgo Sem nenhum julgamento, sem opinião Rotular os bons e maus, não é exatidão Somente o roteiro de quem quer indulto As fraquezas e virtudes apenas as são Se não... é quem quer grassar tumulto Espelhando suas críticas do ser oculto E se desenrugando em tola conclusão Então, no ter harmonia deixei o insulto Desenformei toda a minha limitação Tentando no falível não ter berro inulto E na aceitação, olhei com o coração Em injustiçar, me despi do seu volto Assim, no amor ao próximo, fui irmão... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Janeiro, 16 de 2017 Cerrado goiano

SONETO TRISTE Hoje acordei com meu verso triste Escorrendo pelo papel só inclinação
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SONETO TRISTE Hoje acordei com meu verso triste Escorrendo pelo papel só inclinação Cabisbaixa a inspiração e, pelo chão Querendo lira na sorte que não existe Pois, cada cisma, na cisma consiste E o prazenteiro é em vão, e assim são: Desferrolha fagulhas infeliz do coração Petrechando a consternação em riste As minhas angústias querem expansão Minha dor, está ali sozinha, é imensidão Tão calada, não entenderão o que sente Aí quem me dera, não a ter! Pois então? A tenho!... E pouco cabe na solidão... Quando caberia aqui: - verso contente! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Janeiro, 2017, 05'55" Cerrado goiano

SONETO DO PLANALTO CENTRAL Ressequido, a luz do sol alumiado Sobre o sulcado e arbusto sinuoso
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SONETO DO PLANALTO CENTRAL Ressequido, a luz do sol alumiado Sobre o sulcado e arbusto sinuoso Reclina o planalto central grandioso Entre as nuvens do céu do cerrado É percurso do diverso e encantado Pela maré poeirada, o audacioso Sertão, de flores e ramo veludoso Que banha o entardecer encarnado De grossa casca e, fruto gomoso... Forma bizarra no leito cascalhado... Flora ipês, pequi e o buriti viçoso... Não te rias do planalto, és enganado Nele, o amanhecer é mágico e vistoso Nele, o anoitecer é místico e imaculado © Luciano Spagnol poeta do cerrado janeiro de 2017 Cerrado goiano

Bagagem Não sei quantos chãos tenho Cada instante um sob os pés
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Bagagem Não sei quantos chãos tenho Cada instante um sob os pés Continuamente não me retenho Nunca me achei, sempre revés De tanto ser, só sou um lenho Em borralho de alma, ao invés De só vê que ruim é ser inhenho Vejo o que sinto não é o que és Uma vontade de ter empenho Atento a cada tal lugarejo Me torno eles e não a mim Metamorfoseado no desejo Sou eu, outro, neste jardim E assim tão distinto cenário O meu ser piorra sem fim Diversos, só e questionário Julguei o que sinto, enfim Os chãos são o meu plenário Deles levo um bocado, deixo Um bocado, enfim, vou indo Pois o que segue não queixo Nem prevendo, nem provindo Vou assistindo à passagem Nesta de chegando e partindo Vou lendo, escrevendo a paragem Sem rever o conteúdo advindo Em cada estória faço a bagagem © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano

Poetizando o cerrado entre arbustos, secura, a poesia escorre pela inspiração viscosa da vida, no cerrado
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Poetizando o cerrado entre arbustos, secura, a poesia escorre pela inspiração viscosa da vida, no cerrado os dedos empoeirados, no papel morre pra ressuscitar no pôr do sol encarnado e em cada degustação, mais é mais criação invencionice dum poeta ávido em poetar sem biografia, cá um forasteiro na ilusão a estilhar poema nos dias da terra sem mar entre troncos tortos, torta emoção, todavia o fado me pôs nesta sangria, chão sulcado onde escavo entre pedregulhos a arritmia do coração: saudoso, murmurante, calado e nas madrugadas amarfanhadas, despertam as manhãs numa mesmice e numa tal inação me pondo no esquecimento que me apertam a solidão do selado e árido chão do sertão nas sombras da noite sem sono, ao relento a ternura do vento enxuto, seca as lágrimas guardadas nas tralhas do esquecimento em pesados e brutos passos, de lástima (entre os outonos meu poetar foi estacionado... no cerrado!). © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06 de abril de 2016 Cerrado goiano

CRISTO (soneto) Quando a teus pés oh Cristo Amado Desces da cruz e pende no meu peito
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CRISTO (soneto) Quando a teus pés oh Cristo Amado Desces da cruz e pende no meu peito Ungindo de amor, luz num tal respeito Que fazes do meu cigalho imaculado Eu, pecador e, um tanto imperfeito Sinto-me nos teus braços, levado Orando consolo em ti crucificado Arrebatado no amor, eu a ti preito Mas quando me vejo, enevoado De pouca fé, um coração estreito Perdão! No abatido envergonhado Fraquejado, pouco ouvi o preceito Me empanturrando no vil pecado Só em ti Cristo! És o acaso perfeito! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Janeiro, 2017 Cerrado goiano

SONETO DO CERRADO Se falas que o cerrado é torto Também falas sem ter razão
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SONETO DO CERRADO Se falas que o cerrado é torto Também falas sem ter razão Tem belos vales no árido sertão Não há porque do ver boquitorto O pôr do sol é infinito em oblação As flores rastejam num viver lindo Sempre vivas no seu vai e vindo Num vento ganindo verso e canção Se o espanto aborta com tanto encanto É porque o cerrado tem o seu encantar Nele o grotesco é airoso no quebranto Logo bem vês que admirado é o olhar Cada desalinho alinha um tal recanto Por Deus traçado tão contrastado lugar © Luciano Spagnol poeta do cerrado Abril, 2016, 10'28" Cerrado goiano

Sussurro Dê-me as sombras oh, cálido cerrado Das que as poucas nuvens sombrinha
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Sussurro Dê-me as sombras oh, cálido cerrado Das que as poucas nuvens sombrinha Chore árido orvalho mesmo que forçado Em um cadinho de brisa, nesta tardinha - olha que é um sussurro abafado Dê-me alívio com o rústico vento Que aspiram as poeiras dos galhos Em suspiros e frescor em rebento Foiçando o calor em brandos atalhos - olha que é um sussurro de alento Dê-me da tua sequiosa suavidade Desafogando o peito deste mormaço - olha que nem peço chuva - raridade - olha que é um sussurro e cansaço Nesta seca sufocação, por caridade... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Abril, 2016 Cerrado goiano

SONETO DO IMAGINÁRIO Às vezes imagino a imaginação ter Então, fica no imaginário faiscante
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SONETO DO IMAGINÁRIO Às vezes imagino a imaginação ter Então, fica no imaginário faiscante Perdidamente o meu querer dante Do tempo, sorte, do poético viver Às vezes silêncio, e outra cantante Porém, a imaginação é de puro romper De uma quimera a nos surpreender No imaginário que esvai do instante Aí, o imaginar vem e traz o oferecer No suposto totalmente incessante Da imaginação dum vasto aperceber E no vário dum imaginante alucinante Fecundante é a imaginação de conceber Pois, o imaginário é sempre navegante © Luciano Spagnol poeta do cerrado Fevereiro de 2017 Cerrado goiano

versos do cerrado chão agastado ressecado poema
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versos do cerrado chão agastado ressecado poema canto empoeirado ventos em trema no estro grudado do cascalho sangrado inspiração extrema dum pôr do sol encovado num horizonte com fonema e galhos tortos poetado no sertão árido com dilema num cântico sulcado dum poético ecossistema choram os versos do cerrado © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano

SONETO SEM SORTE Amor, quantos espinhos há na tua haste Arranhando a solidão aqui no meu peito
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SONETO SEM SORTE Amor, quantos espinhos há na tua haste Arranhando a solidão aqui no meu peito Errante nos sóis e chuvas, sem ser eleito Entre estações sós, num triste contraste Saudades passam, e não passa o efeito Porém, tu e eu, amor, no mesmo engaste O fado faz que a desventura nos arraste Por outonos, num desfolhamento do leito Pensar que custa tanto, tanto desgaste Quando poderia ser diferente, ser feito Com companhia, desde que chegaste Mas tu e eu simplesmente sem preceito Ali onde o passado no remorso choraste Semeamos a sorte sem nenhum proveito © Luciano Spagnol poeta do cerrado Janeiro de 2016 Cerrado goiano

arrogância arrogante, foi fatal te deixar no quintal exproba ferida
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arrogância arrogante, foi fatal te deixar no quintal exproba ferida que uma sentença faz aqui infernal ruminando a vida? sem essencial, e tão brutal querendo me por de partida que não me pertence, não me é casual querida! (arrogância) a tu o meu desprezo final. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Janeiro de 2017 Cerrado goiano

UM SONETO Canta na alvorada o sabiá canta Um cantar suave e tão contente
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UM SONETO Canta na alvorada o sabiá canta Um cantar suave e tão contente Que nostalgia o encanto da gente Saudosamente, e os males espanta E na tal quimera sonora, consente Que nesta manhã de beleza tanta A alma transude numa magia santa Exibindo a alegria que a vida sente Assim, em uma fortuna reluzente O canto nos põe frente a frente Com a felicidade e com a emoção Então, neste encontro presente Desta ventura, aí, tão somente A boa sorte, regi toda a canção © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano

Amor com pimenta Tantos poemas Chorados
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Amor com pimenta Tantos poemas Chorados Tantos versos Acabrunhados Feitos nos proveitos Da imaginação Agora aqui estou Imergido Em pleno voo De letras servido Esperando Uma nova emoção Chega de vazio Vazio leito Peito vazio Solidão como sujeito Eu só queria Poder compor Afeto na caligrafia Sem os rabiscos de dor E nem porfia na teoria E assim, uma canção Que fale Que ouça Não cale Respire Suspire e esbouça As videiras do coração Compassivamente Servindo-me de poesia Verdadeiramente... Sedenta! De amor com pimenta. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 23/04/2016, 09'09" Cerrado goiano

TUDO MUDA (soneto) Muda tudo, o tempo passa, quereres mudam O ser mutante, metamorfosea a confiança
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TUDO MUDA (soneto) Muda tudo, o tempo passa, quereres mudam O ser mutante, metamorfosea a confiança Virtudes, vontades compostas de vil dança Tudo é variante, que as virtudes nos acudam Nas novidades, sempre se tem esperança Continuamente o moderno nos saúdam A felicidade, se tiver, sempre nos ajudam Pois, do danoso, pouco é a lembrança Os desejos são de transparente manto Nos cobrem de prazer e de bonança Que comuta n'alma em choro e canto E, no alterar-se o ter é ser abastança Que se convertem em mor espanto Se, não para o "ás", evite a mudança © Luciano Spagnol poeta do cerrado Janeiro, 2017 Cerrado goiano