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Frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

757 frases

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano

ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

QUANDO VOCÊ VOLTAR Nas asas da saudade você partiu Na bagagem promessas de voltar
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QUANDO VOCÊ VOLTAR Nas asas da saudade você partiu Na bagagem promessas de voltar Acenando com o seu triste olhar Com um sorriso você despediu Eu sozinho, angustiado, calado Num vazio enorme sem você Meus pensamentos só a ti vê Meu sentimento está enlutado Amor cuide-se pela estrada Por nós, nesta ausência delirante Saiba o que sinto é forte e constante E quando você voltar! Traga consigo o nosso amor Enquanto no meu canto, velador...

Pedaços Parte de mim tem medo Parte coragem no enredo
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Pedaços Parte de mim tem medo Parte coragem no enredo Da vida, pois quero arte Na alma em total parte Se da fala eu faço grito Do silêncio eu faço rito Palavras, poesia, frase Ora calado, ora quase Nos meus falantes pedaços Sonante é o amor, os abraços Pedaços que contudo acredito Todos juntos num só infinito Pra estes sonhos em devaneios Peço desculpados aos alheios São apenas pedaços de emoção Expelidos do poético coração Ambição está, fatiada em pedaços Nunca em nó, e sim suaves laços Distante, perto, chegada ou partida Os pedaços juntados são guarida Sou parte dos pedaços num todo Que tento transformar em denodo De anseios e de boas lembranças E nestes pedaços pouco fui usanças Pedaço de mim é poesia Escritas em pedaços de vigor ou melancolia Pedaço de mim é paixão Nos pedaços do afeto onde sempre fiz alusão Pedaço de mim é dor Antagonizada nos pedaços da alma em louvor Sou pedaços, parte, um todo no amor

Araguari (Parodiando "Cante lá que eu canto cá" de Patativa do Assaré) Ô Araguari, arguem já te poetô
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Araguari (Parodiando "Cante lá que eu canto cá" de Patativa do Assaré) Ô Araguari, arguem já te poetô Eu sempre tenho poetado E ainda poetando eu tô Cadquê, chão amado Ocê é trem bão dimais E óio aqui os sêus mistério Tão difícil, decifrá jamais Tal arrilia é tão sério Que o poeta proseia, proseia E ainda fica o quê proseá...

Amor... Amor... Amor... Chamo-te sem dor... Nada a interpor Com emoção... paciência... paixão
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Amor... Amor... Amor... Chamo-te sem dor... Nada a interpor Com emoção... paciência... paixão Transcendendo a razão Que seja eleito... Escolhido, repartido, perfeito Maiúsculo na dimensão na manifestação... Minúsculo na contramão Desejado, esperado, clamado Onde sempre estarei... De prontidão ou adormecido ali ficarei padecido no torpor de sua existência anestesiado pela permanência De coração desprotegido garrido... Serei alvo perdido Se ferido que não seja sofrido apenas compreendido... De opinião... Tom maior... Valor Chamo-te... Amor... Amor... Amor Luciano Spagnol Rio, 24/2010, Agosto 5’06”

Mulher... Maria... Mãe! Mulher! Que sofre por nós
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Mulher... Maria... Mãe! Mulher! Que sofre por nós Intercede a quem recorre a vós Acolhe um coração sem ídolo Combate com oração o proibido Ponto de encontro com o amor Fonte de inspiração e louvor Ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo Protege a todos com seu manto Estro do seio materno Sentimento eterno Mulher invocada Maria de Nazaré Mãe amada... Mãe das Mães... Mãe da fé! Rio, sábado, 08 de Maio de 2010 15’00” - Véspera do dia das Mães

Mulher... Mãe. Mulher... Nos gera a vida Nos alimenta precavida
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Mulher... Mãe. Mulher... Nos gera a vida Nos alimenta precavida Protege os nossos passos Ampara os nossos fracassos Nos acolhe em seus braços Agasalhando nossa emoção Afagando o nosso coração. Neste seio de esposa, amiga, Disposta a qualquer briga Por nós. Defensora da cria Incansável, selvagem, amável Arrojada no ensinamento de amar Especial na condução de se doar... Esta mulher sem medo, em missão É que chamamos de Mãe... Em nossa existência eterna razão! Rio, 30 de Março de 2010 08’03” A minha mãe

Mãe não morre, ausenta... Partiste! Ficou o seu abraço
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Mãe não morre, ausenta... Partiste! Ficou o seu abraço Ensinamento, laço Seu amparo maternal Lembranças sem final Um poema inacabado Adormecidos em sonhos E por teu valor adubado Fieis momentos risonhos Nossa vida, nossos acanhos Fortalecendo nossos passos Inspirando superar os fracassos E assim, por nossa existência É amor que sempre nos acalenta Mãe não morre, ausenta... Rio, 02 de maio de 2010 Domingo, 11”32”