Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
SONETO SEM SORTE Amor, quantos espinhos há na tua haste Arranhando a solidão aqui no meu peito Errante nos sóis e chuvas, sem ser eleito Entre estações sós, num triste contraste Saudades passam, e não passa o efeito Porém, tu e eu, amor, no mesmo engaste O fado faz que a desventura nos arraste Por outonos, num desfolhamento do leito Pensar que custa tanto, tanto desgaste Quando poderia ser diferente, ser feito Com companhia, desde que chegaste Mas tu e eu simplesmente sem preceito Ali onde o passado no remorso choraste Semeamos a sorte sem nenhum proveito © Luciano Spagnol poeta do cerrado Janeiro de 2016 Cerrado goiano
Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
No pensador.ai desde