Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
Bagagem Não sei quantos chãos tenho Cada instante um sob os pés Continuamente não me retenho Nunca me achei, sempre revés De tanto ser, só sou um lenho Em borralho de alma, ao invés De só vê que ruim é ser inhenho Vejo o que sinto não é o que és Uma vontade de ter empenho Atento a cada tal lugarejo Me torno eles e não a mim Metamorfoseado no desejo Sou eu, outro, neste jardim E assim tão distinto cenário O meu ser piorra sem fim Diversos, só e questionário Julguei o que sinto, enfim Os chãos são o meu plenário Deles levo um bocado, deixo Um bocado, enfim, vou indo Pois o que segue não queixo Nem prevendo, nem provindo Vou assistindo à passagem Nesta de chegando e partindo Vou lendo, escrevendo a paragem Sem rever o conteúdo advindo Em cada estória faço a bagagem © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano
Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
No pensador.ai desde