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Frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

757 frases

SORTE (soneto) Na minha má sorte, a boa é pendente Eu nunca inferi por que. Não entendia
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SORTE (soneto) Na minha má sorte, a boa é pendente Eu nunca inferi por que. Não entendia Nos prados do fado estava ausente Indaguei a vida por que era. Não sabia Na quimera do meu dia, fui inocente De uma tal timidez íntima e correntia Que o passar do tempo foi em frente E as venturas pouco tiveram cortesia E assim, o sonho se fez bem distante O vario momento me foi um instante E por eles pouco soube dessuar valor Sinto, sem, no entanto, ser dissonante Que se fiquei ou se eu passei avante O importante é que fui e serei amor... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Janeiro de 2017 Cerrado goiano

abril (mirras) folhas anunciam abril sem cor
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abril (mirras) folhas anunciam abril sem cor vem vindo nas asas do vento pássaros em gorjeios de louvor metamorfoseando ao relento acorda abril nas manhãs de outono a natureza no ventre é transformação espera o inverno pra ceder seu trono assim vai o tempo em sua concepção noites mais longas de melancolia mais um abril passando por mim suas árvores nuas escrevem poesia transmudando e nunca pondo fim (abril, mês de antúrio e estrelitzia.) © Luciano Spagnol poeta do cerrado 01/04/2016, 20'20" Cerrado goiano

SONETO ABARROTADO Cá estou neste um lhano afável poetar No estribo da rima, "eu te amo", tramo
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SONETO ABARROTADO Cá estou neste um lhano afável poetar No estribo da rima, "eu te amo", tramo Porque nos meus versos eu te clamo E na poesia és meu constante venerar Não deixes o encantamento no escamo Nem no peito a fascinação então secar Grite aos ouvidos desejos atirados ao ar Pois uma paixão não resiste ao reclamo E neste soneto abarrotado a sublinhar Então poderei lhe dizer: - eu te amo! Sem que o silêncio nos faça ultimar Vim aqui fazer este breve invocamo Onde cada sentido busca o teu olhar Assim, firmar que no amor és reclamo! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Fevereiro de 2017 Cerrado goiano

SONETO PELO CAMINHO O meu fado pôs a me versejar Pelas trilhas do destino nefando
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SONETO PELO CAMINHO O meu fado pôs a me versejar Pelas trilhas do destino nefando Me fez chorar, rir, foi interrogando Acerca do amor pôs a ignorar Subi e desci, e a vida foi forjando Desafinei certamente ao disciplinar E pude segredar na noite de luar Assim, estórias foram desfiando Por vielas, ruas e, becos a andejar Andei, e ele comigo foi andando Pelos caminhos o diverso a poetar Agora, o canto maduro, no comando Lembranças, tudo tem tempo e lugar Na estrada, continuo caminhando... (até Deus chamar!) © Luciano Spagnol poeta do cerrado 20/01/2017, 14'00" Cerrado goiano

SONETO DE "ÁS" DE COPAS Pra encontrar amor de verdade É preciso ter no coração vector
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SONETO DE "ÁS" DE COPAS Pra encontrar amor de verdade É preciso ter no coração vector Onde o prélio de sinceridade Tem dupla, não um só jogador Senão deixa de ser paridade Pra ser unitário espectador Sem sorte e possibilidade Onde não existirá amador Claro, amizade é qualidade Com respeito, se assim for Senão: - blefa a felicidade! Na afinidade, trocas de amor Na soma dos pontos, unidade Nos “ás” de copas, o amor vencedor... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 25, janeiro de 2017 Cerrado goiano

Poema para o amigo É para você, este poema Intitulado: - "pro amigo"
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Poema para o amigo É para você, este poema Intitulado: - "pro amigo" Nele a afeição é o tema Nosso carinho, eu bendigo... Receba este real presente O trago do apreço comigo É do coração vertente Do afeto venho festejar contigo... Pois, só ele deixa saudade Amor. Só ele nos traz abrigo E a lembrança de nossa amizade. Feliz por ser seu amigo! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Cerrado goiano dia do amigo

RETROSPECTIVA (soneto) A vida na vinda e ida tem multidões Não percebi todo o vento a suspirar
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RETROSPECTIVA (soneto) A vida na vinda e ida tem multidões Não percebi todo o vento a suspirar Tão pouco todas as cantigas de ninar Foram cantadas nas minhas emoções Tive chances no partir e no chegar Os medos os pus nas contradições No tempo rompi todas as estações E nem todas as flores eu pude amar O trem teve distinto as suas estações O doce da quimera o seu mel a melar E o tanto de carinho as suas aluviões Na curva da esquina, solidão pude visar Nos prazeres os feitos e as proibições Porém, primaveras, também, vi florar... (Nesta retrospectiva particular) ... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 29/11/2016, 10'00" Cerrado goiano

SONETO NA CHUVA Quantas vezes, pés descalços, enxurrada A minha infância, na inocência eu brinquei
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SONETO NA CHUVA Quantas vezes, pés descalços, enxurrada A minha infância, na inocência eu brinquei Águas em versos, chuva molhada, sopeei: Quantas vezes eu naveguei na sua toada? Na narração me perdi, no tempo maloquei As lembranças ali no passado deixada De memórias fartas, meninice, criançada Aqui no peito guardada, e nelas estarei... Céu cinza do cerrado, nuvem carregada Deixa chover, pois só assim eu alegrarei Da varia recordação da pluvial derivada Pingo a pingo, trovoada, no outrora voltei Água na cara, cachoando na alma calada De saudades, neste soneto na chuva, falei! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Dezembro, 2016 Cerrado goiano

SONETO COM VAIDADE Me imagino num versejar perfeito o que traz em seus versos vaidade
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SONETO COM VAIDADE Me imagino num versejar perfeito o que traz em seus versos vaidade que tudo encanta, natural do peito numa pura inspiração de divindade Onde possa ser poeta de verdade em que o ledor se sinta satisfeito gafado na rima, todo, não metade e assim, um bardo maior ser eleito E no quanto mais, sede de proveito vou devaneando, tento a equidade pra ter no espanto sonhado aspeito Aquele do saber, onde traz saudade... E quanto mais desejo, mais estreito mais vejo, que pouco sou majestade! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2016 Cerrado goiano

NOVEMBRO, soneto no cerrado A nuvem de chuva, está prenha A lua na noite longa enche de luz
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NOVEMBRO, soneto no cerrado A nuvem de chuva, está prenha A lua na noite longa enche de luz Novembro, aos ventos ordenha Amareladas folhas que nos seduz Meditação, finados aos pés da Cruz O colorido pelo seco cerrado grenha As floreadas pelos arbustos brenha Trovoadas, relâmpagos no sertão truz Águas agitadas, o mês da saudade Num véu dançante... Vem novembro! Linhas de poema e prosa, fertilidade Décimo primeiro, antecede dezembro Em ti é possível notar a instabilidade: Fogo e água, da transição é membro © Luciano Spagnol poeta do cerrado novembro de 2016 Cerrado goiano

SONETO DE JOELHOS Bendita, Maria, mãe do Cristo Jesus Bendito o Teu ceio que o fez nascer
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SONETO DE JOELHOS Bendita, Maria, mãe do Cristo Jesus Bendito o Teu ceio que o fez nascer Mãe de todos, da fé que nos conduz Rainha dos céus e da terra, és haver Bendito aquele que crê na Vossa luz No Teu amor... trilha com o seu viver Confia e reza à Teu Filho no enaltecer Bendita Senhora, doce mãe, alvorecer Bendito sejam todos que a Te clamarem E diante de Teu Filho crentes ajoelharem No ato de convicção, uma grande paixão Se, um dia, for fraco e na fé pouco refém Oh Redentora, de Tuas mãos que caem Graças, abrase meu coração... (com Deus!) © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2016 Cerrado goiano

FIM DE ANO EM SONETO Sim, vão-se os anos de fim de ano Assíduos, só a aparência mudou
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FIM DE ANO EM SONETO Sim, vão-se os anos de fim de ano Assíduos, só a aparência mudou O tempo passa e tudo passou O destino é mesmo soberano Há anos pós anos, o sonho mitou A minha rota tem outro cotidiano Num entra e sai do desígnio tirano Do nada como antes, vil sobrevoo Saudade é a mesma, mesmo dano Esperança, sim, desta nunca enjoo E com a quimera nunca fui profano Assim vou, mais um ano, num atroo De comemoração, então seja ufano O revoo, pois o fim, ainda não chegou... © Luciano Spagnol poeta do cerrado dezembro de 2016 Cerrado goiano

SONETO NAS ONDAS DO MAR De todos os cantos, o encanto é pro mar É atração mais forte, encontro profundo
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SONETO NAS ONDAS DO MAR De todos os cantos, o encanto é pro mar É atração mais forte, encontro profundo Do vento, praia, do sol, de modo singular Onde minh'alma se une ao querer rotundo O cheiro da maresia me leva num segundo Me tira lá do fundo da saudade a apertar Poeto com afeto, donde o verso é oriundo Me rapta nas ondas e, que me faz sonhar A arrebentação é meditação a contemplar Onde a lua nua torna estórias pra contar E nas tuas areias eu me enfarinho jucundo Neste amor, um amor robusto, de amar Onde no teu horizonte muito fui segredar És querido de todos as quinas do mundo (o mar) ... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2016 Cerrado goiano

QUASE POESIA (soneto) Poesias, que já inspiraram, amarrotadas por mãos, também, que as aprimoram
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QUASE POESIA (soneto) Poesias, que já inspiraram, amarrotadas por mãos, também, que as aprimoram as suaves e tristes, também as amadas as dos beijos suspirosos, que já se foram Umas indesejadas, outras atormentadas dos sonhos fanadas, no coração moram tem as dos emaranhados destrançadas e as que as centelhas da criação imploram Umas que morrem na alma silenciosas outras cheias de viços e bem amorosas as desventuradas, primeiras, derradeiras Aí! Quem melhor que vós, oh primorosas para coroar-me, poeta, e ter-te gloriosas evocando, quase poesia, por belas prosas? © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2016, 17 de novembro Cerrado goiano

TORMENTO NO SONETO O fado, comigo, não teve deleite Tem um gosto agridoce meu dia
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TORMENTO NO SONETO O fado, comigo, não teve deleite Tem um gosto agridoce meu dia Devoluto, e sem lisonja fugidia Na ventura me sinto um enjeite Lembranças, só são de nostalgia Um poetar desnudo, sem enfeite Inspiração desmaiada como leite E a lágrima de tão pouca alegria As doces palavras sem onde deite O ânimo com nuance sem ousadia O coração desprezado, quem aceite E mesmo, num tal tormento, quereria Um olhar de afogo, sorriso que afeite Onde minha sorte, pudesse ter alforria © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2016 Cerrado goiano

AMOR QUASE SIDO (soneto) Amores vem, vividos, amores vão Na poesia voam e, na alma fundido
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AMOR QUASE SIDO (soneto) Amores vem, vividos, amores vão Na poesia voam e, na alma fundido No tempo, o que é, e foi permitido Nas palavras, dissertando o coração Ama eu, ama tu, ele, ela, repartido Lágrima, sorrido, a dura decepção E num sempre porque, indagação Nuns ficamos, outros nos é partido Mas sempre desejado, imaginação Onde? Quando? E é sempre sabido Que dele quer, dele se tem emoção E nesta tal torcida o amor é provido O amor é sentido, sentido é a paixão Sem porque nem como, os quase sido! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2016 Cerrado goiano

DOMINGO CHUVOSO NO CERRADO (soneto) Cerrado, as nuvens se encolheram O céu abriu-se em gotas molhadas
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DOMINGO CHUVOSO NO CERRADO (soneto) Cerrado, as nuvens se encolheram O céu abriu-se em gotas molhadas A voz do vento dando gargalhadas E as trovoadas o silêncio corroeram Devagar veio o cheiro em pancadas As folhas secas lânguidas desceram Ao chão, encharcado e, obedeceram Silenciosamente as suas chamadas Uma a uma, gota a gota, vieram Mansamente forrar as esplanadas Cumprindo o fado que advieram Aí, a relva e as árvores prostradas Usufruindo, agradecimento fizeram As chuvas no cerrado, tão clamadas © Luciano Spagnol poeta do cerrado Domingo, 27/11/2016 Cerrado goiano

Ave Maria Quando a noite vem e, cerra o dia como se trincasse entre os dentes
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Ave Maria Quando a noite vem e, cerra o dia como se trincasse entre os dentes eu, desfolho em reza a Ave Maria na fé dos preceitos transparentes Onde se tem somente primaveras a fleuma do entardece, poentes e a elevação de todas as esperas... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2016 Cerrado goiano