Pular para o conteúdo

Frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

757 frases

Medos Nebulosa nuvem circunda meu pensamento, Uma furtiva lágrima escorre pela face,
Continuar lendo

Medos Nebulosa nuvem circunda meu pensamento, Uma furtiva lágrima escorre pela face, De repente uma tristeza corroí meu sentimento, Ao não me sentir a direção de sua inspiração, De ser personagem na história de seu coração. Ah! Se eu pudesse expressar toda essa aflição, De medo, De angustia, De sofreguidão, Entranhadas na carne, Assombradas pela solidão, Que traz insônia, Que tira o sossego, Provoca dor. Só porque desejei seu amor, Seus beijos, Seu olhar que traz calor, Seus abraços de desejos, Por mim, Para mim, Sentir, enfim, Sua empolgação, Tanto quanto demonstro por ti. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 13/11/2007

Súplica Queria poder enxergar Só com os olhos da alma
Continuar lendo

Súplica Queria poder enxergar Só com os olhos da alma Sem o habitual criticar E agradecer a oferta alheia Poder ter a sabedoria De só espalhar alegria Sem presunção E o orgulho de boa ação Suplico um coração sem tristeza Que a vida só me dê clareza Aos sonhos ilusões de amor Aos atos semear valor Aos amigos mais amigos Entes queridos os inimigos Sem ser rastejante diante dos fortes Nem gigante diante dos fracos Quero aprender o dom de perdoar Longe o desejo de vingança ficar Alongando os dias de realizações Encurtando as noites de angústias Trazer justiça aos momentos de astúcia Alicerçando o desejo na divina fé Tão necessária para poder evoluir Na grandeza de homem existir No coração o amor então construir. © Luciano Spagnol 20/11/2007 - 05’ 30”. Dia da consciência negra.

Instante A cada instante do futuro, Já maduro,
Continuar lendo

Instante A cada instante do futuro, Já maduro, Como viver? Intensamente, Consciente, Ou loucamente. Seria fácil, Se não fosse a cobrança, Sonhos, esperança, Deste querer sutil, Que provoca duvidas mil, Até mesmo assombros, De cruel responsabilidade, Que pousada nos ombros, Nos da finalidade, Na estrada de perdas e ganhos, Nos projetando ao derradeiro final, Já esperado, Indesejado, Mas de inevitável realidade, De transparente verdade. Só nos resta um caminho, De lucidez, Que é sonhar mais uma vez, Em vestir-se de valor, Do invólucro o AMOR. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Rio de Janeiro 19/11/2007

Eu conto Cá na minha poesia eu conto contos Eu conto nas entrelinhas desencontros
Continuar lendo

Eu conto Cá na minha poesia eu conto contos Eu conto nas entrelinhas desencontros Nos sub textos a ficção de reencontros Eu conto várias buscas de encontros Conto as dores sem ter descontos Eu conto os devaneios e confrontos Faustos atos, reticências e pontos Os sonhos em forma a serem prontos Tricotados no amor em prespontos Cá só não conto segredos de contrapontos Particulares, os que deixam tontos Estes só a mim mesmo... Eu conto! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 11'04", 11 de junho, 2012 Rio de Janeiro

Em Você Encontrei tranqüilidade e calma, Consolo para a minha solidão,
Continuar lendo

Em Você Encontrei tranqüilidade e calma, Consolo para a minha solidão, Acalento aos desejos da alma, Verdade nas palavras do coração. Em você... Os dias amanhecem em euforia, As tardes são cheias de alegria, As noites já não são mais frias. Encontrei você... Com luz de sonhos e vitalidade, Com oferta de amor nas mãos, Com um sorriso que traz realidade, Com um olhar de candura de uma flor, Com o corpo cheio de abrasador calor. Encontrei em você... A possibilidade de então ter Deste amor poder viver Para sempre a ti pertencer Em você encontrei... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 13/11/2007

Dói Dói tudo o que já era Tudo que não mais está
Continuar lendo

Dói Dói tudo o que já era Tudo que não mais está A dor que um dia não quisera A saudade que permanecerá O ontem no hoje não se espera Cada dor doida lacera a poesia Após o inverno, a primavera Amanheceu, já é outro dia! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Maio de 2019 Cerrado goiano paráfrase Fernando Pessoa

EXÍLIO A saudade que suspira, separada Do teu cheiro, nos olhos a chorar
Continuar lendo

EXÍLIO A saudade que suspira, separada Do teu cheiro, nos olhos a chorar Me vejo, com a dor ali estocada De um coração sufocado a gritar Não basta saber que pude amar Nem só a paixão ter sido alada As amarguras tomaram o lugar Dos gestos, a alma está talhada Na ausência, de teus beijos, dor As desventuras que fazem sofrer Me consomem neste torto poetar É um exílio cheio de amargo clamor Em ter a emoção distante pra valer Neste silêncio de não poder te tocar. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 18 de maio, de 2018 05’30”, Cerrado goiano.

MEUS IMATUROS ANOS Os meus imaturos anos dia deste Acarquilhou no tempo, foi embora
Continuar lendo

MEUS IMATUROS ANOS Os meus imaturos anos dia deste Acarquilhou no tempo, foi embora Deixando a saudade, vil senhora Cá no peito, no horizonte celeste Diversa, macróbia, que cá mora Alquebrada, da vida quer teste Se o já é valedouiro a toda hora Da sabedoria se diz inconteste E da idade, a acama, cafajeste Todo que ora não fui sou agora Troça e ri tal qual a uma peste E nos desvarios me levo afora Sem que o sonho me moleste Pois, a alma é nova, sem outrora... © Luciano Spagnol poeta do cerrado Março de 2017 Cerrado goiano

Ao Coração na Sofrença Ao coração na sofrença, dilacerado Em silêncio, no exílio, que aqui chora
Continuar lendo

Ao Coração na Sofrença Ao coração na sofrença, dilacerado Em silêncio, no exílio, que aqui chora Assim me vejo, no sertão do cerrado Separado, onde o amor foi embora... Suspira e lamenta, pra ser consolado Não me basta saber do desejo agora Da ilusão de ter um poema delicado Não me basta saber da perdida hora E se fui amado, não me basta saber Não me basta o afeto puro e sagrado Ter o sabor do beijo e, assim alentar! Mais causa ao coração pra não sofrer É ser na maior pureza, e se maltratado Se dê ao amor, e assim de novo amar... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 11 de abril de 2019 Cerrado goiano Olavobilaquiando

SÓ Eu, que o destino pândego impeliu à vida Moldando- me com forjas de imprecação
Continuar lendo

SÓ Eu, que o destino pândego impeliu à vida Moldando- me com forjas de imprecação Este que de má sorte na criação, nascida Apenas para ao peito dar dor ao coração... De flagelo em flagelo tem a poesia ferida Sem fidelidade no caminho, outra direção Sangra, rasga, na tranquilidade retorcida Dos acasos servidos, os sons da solidão Silêncio nas madrugadas, noites de luto! Dias embatucados, me vejo em desalinho Alma acabrunhada, de triste e vago olhar; E, no horizonte do cerrado árido e bruto E, talvez há de estar, no sempre: sozinho! Sem o amor, sem tu, a chorar, a suspirar... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 09/04/2019 Cerrado goiano Olavobilaquiando

segundos, dias, anos... estórias, histórias... O tempo redigindo a vida, a vida memórias; labuta, conquistas e danos
Continuar lendo

segundos, dias, anos... estórias, histórias... O tempo redigindo a vida, a vida memórias; labuta, conquistas e danos e assim, oratórias e planos É ser agradecido, sonhador, forte nos desenganos; frágil, humano... Ser verso, poesia. Ter Deus na tristeza e na alegria. buscar harmonia... humor! Um novo itinerário, mais um aniversário! Embrulhado com amor... Luciano Spagnol Poeta do cerrado 27 de fevereiro.

CERRADO (soneto 2) O cerrado é como um soneto arbustivo, tortuoso, melódico
Continuar lendo

CERRADO (soneto 2) O cerrado é como um soneto arbustivo, tortuoso, melódico chora a sua aridez, é talódico diversos como verso irrequieto Fala do diferente, do exótico contrastante e muito concreto vai além de apenas indiscreto exuberante e também retórico É prosa narrada é céu sem teto o cerrado é um insano imódico e a sua melancolia vira adjeto É tão sequioso no teu periódico ádvenas flores, frutos, de ti objeto d'amor que te quero, és rapsódico © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 09 de julho, 2016 – Cerrado goiano

Choro de amor E passamos junto muita coisa dos nossos olhares muito perdeu
Continuar lendo

Choro de amor E passamos junto muita coisa dos nossos olhares muito perdeu fui teu no amor, a saudade poisa hoje, no tudo se foi, tudo morreu Sei que é outra a sua jornada agora que a nossa paixão no tempo ficou que o coração está em diversa hora e que o teu sorriso por mim gorou Assim, o destino se fez em realidade sem piedade de nosso amor zombou deixando na poesia muita saudade louca, e o rastro de não mais voltou E nesta ressequida saudade dorida ainda no peito o silêncio do seu olhar que insiste em não dar a sua partida restando a solidão na alma a chorar © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 02/06/2016, 12'00" – Cerrado goiano

a diarista já o lusco fusco chegando com sua casca ressequida
Continuar lendo

a diarista já o lusco fusco chegando com sua casca ressequida o céu do sertão apagando e as maritacas de partida pela janela vai adentrando silenciosa, está tal rapariga espanando num desmando sombreando, cheio de giga tece a noite, vai-se o dia finca estaca na imensidão o canto da cigarra anuncia o tardar, tolda a escuridão o cerrado a noite cria a melancolia recordação © Luciano Spagnol - poeta do cerrado segunda, outubro, 2019 Cerrado goiano

O cerrado pede socorro O cerrado é árido é dissonante numa certa harmonia Te engole os olhos com a boca ávida de melancolia
Continuar lendo

O cerrado pede socorro O cerrado é árido é dissonante numa certa harmonia Te engole os olhos com a boca ávida de melancolia O cerrado é plano por todo lado, torto e desencontrado Neste desajeito pedregoso, espinhado, o êxtase é espetado Cerrado ao longe provoca ilusão, maravilha o sol e escorre o calor Tuas árvores e teu desencanto trás encanto e é sedutor Cerrado de vasqueira água, fica deitado no lençol aquífero Nestes poros transbordam renascimento e galhos frutíferos Cerrado espesso, pele grossa e contradição O homem e sua cruel mão, pinta na terra a tela da devastação Destes campos velhorro O cerrado pede socorro! Cerrado não é cidade É patrimônio da humanidade. © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 08/042016 – Cerrado goiano

A UM AMOR PERDIDO (soneto) Quando a primeira vez se perde o amor Que do leito acordou, ali gemendo e só
Continuar lendo

A UM AMOR PERDIDO (soneto) Quando a primeira vez se perde o amor Que do leito acordou, ali gemendo e só Dentro do peito a tristeza se faz em nó E desabrocha a flor de lágrima e suor A vida sente os olhos mareados, forrobodó Sobe-lhe um amargo, e o primeiro ardor Do queixume, do pesar, de um pecador Tal a rosa, de perfume e espinhos, dá dó Então a alma se traveste de desventura Numa torpeza de paixão e de mágoa Onde o sonhador é bravo sem bravura Assim neste pranto em verso de bágua Teu cheiro é açoite sem doce candura E tua lembrança nos arde em frágua... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 25/10/2019, 23’47” Cerrado goiano Olavobilaquiando

Desfolhos Do outono no cerrado e seus desfolhos Minha saudade caia ao chão fragoso
Continuar lendo

Desfolhos Do outono no cerrado e seus desfolhos Minha saudade caia ao chão fragoso Do meus ásperos e mirrado tristes olhos Em tal lira de verso aflito e rancoroso Nos ventos secos e enrugados chiavam Os gritos da noite numa solitária canção Onde lembranças aos astros clamavam Esmolando do silêncio alguma atenção Só um olhar neste brado de compaixão Um olhar, um eco, uma mão... © Luciano Spagnol – poeta do cerrado 30/04/2016, 18'00" – cerrado goiano

ÚLTIMA VEZ (soneto) Tal dia, marcado, será derradeiro Sem eco, sem contenda, e paz
Continuar lendo

ÚLTIMA VEZ (soneto) Tal dia, marcado, será derradeiro Sem eco, sem contenda, e paz Tão segredado, de saber ineficaz Que bom é se manter cavalheiro E neste exato momento, fugaz Que o é, no silêncio de mosteiro Apagarás da vivência tal letreiro E o já, egresso, não suspeitarás Um dia, o gesto será só roteiro Instantes do palco, por detrás E na pena a tinta sem o tinteiro Última vez, suspirada cor lilás Desfeito e desnudado useiro Nada mais terá regresso, jaz! © Luciano Spagnol poeta do cerrado Março de 2017 Cerrado goiano

CRISTO JESUS (soneto) Todo o louvor, a Ti, exaltar procuro Em Ti a paz, no Teu verbo de pastor
Continuar lendo

CRISTO JESUS (soneto) Todo o louvor, a Ti, exaltar procuro Em Ti a paz, no Teu verbo de pastor Nos cuidados o que há de mais puro: verdade, o perdão, a caridade, amor Fonte límpida que sacia do escuro Alento nos caminhos desesperador És a perfeição no imperfeito perjuro Debalde não crer, que és o Salvador Tua infinita bondade, Pai Amoroso A Teus servos perfeição colossal Aos homens doaste afeto caloroso Cristo Jesus, na vida, nosso degrau Volva a tua face ao pecado danoso E assim nos faça livrar de todo o mal! (Amém!) © Luciano Spagnol poeta do cerrado Março de 2017 Quinta feira Santa Cerrado goiano

MADRUGADA DE JULHO DE 2015 Nesta madrugada, o seu silêncio escreveu saudades e com ele sua morte trazia... Acordaste do sonho da vida, e tuas lembranças, nos acolhia...
Continuar lendo

MADRUGADA DE JULHO DE 2015 Nesta madrugada, o seu silêncio escreveu saudades e com ele sua morte trazia... Acordaste do sonho da vida, e tuas lembranças, nos acolhia... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 13 de julho, 2015 Cerrado goiano Falecimento do meu velho pai. (José Lino Spagnol)

TÉDIO (soneto) Sobre minh’alma, no cerrado ao relento Cai tal folhas ao vento, dum dia outonal
Continuar lendo

TÉDIO (soneto) Sobre minh’alma, no cerrado ao relento Cai tal folhas ao vento, dum dia outonal Um silêncio mortal, dum vil argumento Tão brutal, o aborrecimento, tão fatal! Oh solidão! Tu que poeta no momento Abandono, no mundo, a mim desigual Me dando ao pensamento o lamento Num letargo sentimento descomunal. Só, sem sonho, sem um simples olhar Deixar de sonhar, como então fazê-lo? Se é um aniquilamento assim estar... Deixar o enfado num desejo em tê-lo O que não vejo! Porém, estou a ficar. Ah! Dá-me a aura da ventura em zelo. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Agosto, 23 de 2018 Cerrado goiano Olavobilaquiando