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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

A UM AMOR PERDIDO (soneto) Quando a primeira vez se perde o amor Que do leito acordou, ali gemendo e só Dentro do peito a tristeza se faz em nó E desabrocha a flor de lágrima e suor A vida sente os olhos mareados, forrobodó Sobe-lhe um amargo, e o primeiro ardor Do queixume, do pesar, de um pecador Tal a rosa, de perfume e espinhos, dá dó Então a alma se traveste de desventura Numa torpeza de paixão e de mágoa Onde o sonhador é bravo sem bravura Assim neste pranto em verso de bágua Teu cheiro é açoite sem doce candura E tua lembrança nos arde em frágua... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 25/10/2019, 23’47” Cerrado goiano Olavobilaquiando

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano