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Frases de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

757 frases

Nos faz falta frações de momentos vividos, olhares no tempo perdidos, de nossas vidas. Vividas em amizades que nos dão saudades... Tão rápidos nesta curta eternidade... Tudo é pó, e poeira a vaidade.
Poema consternado Neste poema triste A esperança chora
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Poema consternado Neste poema triste A esperança chora A inspiração insiste As rimas em metáfora Ora fé, ora incerteza O prazer quer ir embora Deixando só fraqueza Nas velhas rimas afora Onde se quer lindeza Onde se quer aurora E eu, nesta correnteza Consternado, sou fiel Então, aqui escrevi tristeza E delas faço barco de papel! Luciano Spagnol

Mãos... Precisamos das mãos que laboram Das que tem essência e não choram
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Mãos... Precisamos das mãos que laboram Das que tem essência e não choram Das que venham esculpir a esperança Das que não se mancham de vingança Precisamos de mãos postas para liberdade De mãos que não se esquecem da dignidade De mãos abertas contemplando em oração De mãos que erram, mas procuram solução Precisamos das mãos que amam e labutam Das que na vida ao irmão amigo escutam Das que abram as portas da compreensão Das que fecham pro preconceito no coração Precisamos de mãos que cavem o recomeço De mãos que escrevem histórias de apreço De mãos que falem a linguagem da emoção De mãos que gozem da dádiva da criação Precisamos das mãos com capacidade de cura Das que tragam luz ao dissabor da amargura Das que redirecionam os caminhos em vão Das que digam sim aos encontros com o não Precisamos das mãos, de mãos... Em louvor E que nos conduzam ao Criador Luciano Spagnol

Soneto de um solitário Permanece como réu, imoto a respiração sem equação
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Soneto de um solitário Permanece como réu, imoto a respiração sem equação em silêncio o ego e emoção como em oração fiel devoto O lamento que acolhido na mão chora suor do quesito remoto a lágrima se imerge num arroto dos soluços surdos do coração Como centro de tudo, a solidão que desorienta e se faz ignoto o olhar, largado na escuridão Seja breve e renovado broto que renasça após a oblação o abraço que se fez semoto (traga convívio pro ermitão) Luciano Spagnol

Mais um outono Mais um outono aos amuos do vento Desarraigando as folhas num valsar
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Mais um outono Mais um outono aos amuos do vento Desarraigando as folhas num valsar De alento, saudade ou desalento Que vão pelo umedecido e cinzento ar Em pares, grupos ou solitárias Vão se acomodando pelo chão Em lentas e calmas romarias Com doridas vozes em oração Nos galhos os abraços dos ninhos Acariciados pelos redemoinhos Ali ficam poeirados e agarradinhos As folhas são barcos nas corredeiras Nos charcos descansam nas beiras O outono costurando suas algibeiras Luciano Spagnol

Ventania no Cerrado Chia o vento no cerrado seco Num grito fugaz de melancolia
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Ventania no Cerrado Chia o vento no cerrado seco Num grito fugaz de melancolia Zumbindo a sequidão num eco Nos tortos galhos em poesia Este vento que traz solidão E também traz especiaria Dando aroma a esta emoção E combustão a esta ventania Calado pelo canto da seriema Que com o sertão tem parceria Choraminga o cerrado em poema Das folhas secas em sua correria Desenhando no vasto céu dilema Do rústico e o belo em poesia Musicando a natureza suprema Da diversidade em sua agonia (Vai o vento em sua romaria.) Luciano Spagnol

saudade de amor a saudade não nos engana sua chegada
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saudade de amor a saudade não nos engana sua chegada faminta e soberana só trás dores gigantes no vinho carraspana amantes mais que antes achamorrados indesejados carente e assim, sofrente de dentes cerrados não mais que de repente já de olhos vergados mira o mundo à frente e se põe novamente enamorado e nesta ciranda de querer e opor num coração sulcado se tem a saudade de amor Luciano Spagnol

Não são apenas versos Poetando a sintonia de meu coração Em ritmo de olhares e singelos gestos
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Não são apenas versos Poetando a sintonia de meu coração Em ritmo de olhares e singelos gestos Sem pretensão, a não ser minha emoção Nas reticência, não são apenas versos Em cada rima, em cada trova Momentos de pura demonstração Em formas de pensamento, prova Que não são apenas versos, paixão Se o poema grifa lágrima no reverso Da ausência de seu sorriso, nos dias O sentir também não é apenas verso São presentes de ter-te aqui, alegrias Nunca é tarde para poder lhe expressar Que o que sinto vai além do universo Trais amor, companhia, sede de beijar A toda hora... E não é apenas verso Sendo assim fica e vem pro meu lado Ponha os afetos na alma submersos Faz do meu sorriso no seu calado Pois aqui não são apenas versos (É o amor em verso alado...) Luciano Spagnol

Parabéns! Parabéns queria lhe mandar Procurei...
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Parabéns! Parabéns queria lhe mandar Procurei... Palavras rebuscadas pra enfeitar No dicionário, no vocabulário Nada foi suficiente para te igualar Queria ser pioneiro, certeiro Na mensagem Ser diferente, presente Amigo Do meu coração falar contigo Trazer abraços verdadeiros Te presentear Com o brilho das estrelas Com a paz da noite de luar Com expressões nunca faladas Nem pronunciadas... Vendo que é só ilusão Não tendo como fugir do chavão Tudo que for dito Alguém já disse primeiro Vou cair no popular Palavras mesmas E lhe desejar: - saúde - realizações - harmonia E muita, muita alegria, no seu novo itinerário... Feliz Aniversário!

Lealdade da poesia Pode haver um dia em que se mude
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Lealdade da poesia Pode haver um dia em que se mude de lugar, de atitude mas leal é a poesia ela que tira o tédio gargalha de alegria se veste de fantasia ri, brinca, é assédio também chora partilha solidão sem luz é escuridão ora fica ora vai embora uma coisa é fato nos leva longe, além além de ser desdém de ter e ficar sem fala o que convém envolvente no vaivém nina, acorda, porém no relato melodia têm e teor no quinhão exato... Luciano Spagnol

Da saudade Saudade palavra agridoce Contigo o mel e o amargo
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Da saudade Saudade palavra agridoce Contigo o mel e o amargo Na secessão é tão precoce No desengano desencargo Da solidão A solidão não é estar só Seu silêncio é necessário Tem seu charme seu xodó Quietos no nosso breviário Ter solidão é de ti sentir dó E não ter qualquer destinatário Da tristeza De ti triste tristeza Só nos traz incerteza Afasta o belo da beleza Ora nos traz profundeza Ora nos traz aspereza Que seja então breve E nas tuas ruínas, leve Da sabedoria A sabedoria filha do entendimento Tão desentendida pelos homens Homens de guerras e sofrimento Na ganância de ter bens Como se fossemos dono de alguma coisa, somos momento. Da alegria Da alegria trago o sorriso Gargalhar se faz preciso Pro fado se fazer conciso E o pleno prazer indiviso Do amor Do amor se espera encanto Sem se frustrar na emoção Do outro se quer santo Se santo não é o coração Então se cria o espanto E no espanto a desilusão Mesmo assim, queremos tanto, tanto... Luciano Spagnol

Primaverar Como é bom primaverar Estar ao som das flores
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Primaverar Como é bom primaverar Estar ao som das flores Se enfeitar e reverenciar A beleza e os amores Sentir o perfume no ar O vento, olhar o colorido Da diversidade, elevar O âmago nela embebido E neste clima é elementar A sensibilidade, assim ter Harmonia e bem estar Trazendo essência no viver Vamos primaverar! Luciano Spagnol

Despedida Meu coração, de poetar-te, delira Escreve rascunhos cegos e sem vida
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Despedida Meu coração, de poetar-te, delira Escreve rascunhos cegos e sem vida Com prosa sem cor e de mentira E não se pode ser lida nem ouvida São gestos e olhares de um caipira Onde a alma se vê enlouquecida Nas mesmas estórias e mistério O meu amor por ti, anda de partida Assim escrevo com tal despautério O que sinto, frágil, faço em despedida Saiba tudo passa, a dor tem cautério... Luciano Spagnol

Bem me quer, mal me quer Bem me quer, tenho aqui o meu cantinho Mal me quer, ao dormir preciso de carinho
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Bem me quer, mal me quer Bem me quer, tenho aqui o meu cantinho Mal me quer, ao dormir preciso de carinho Bem me quer, de amizades não tenho fome Mal me quer, não sei escrever teu nome Bem me quer, paternidade é com meu cachorro Mal me quer, na solidão eu peço socorro Bem me quer, divido a opinião comigo mesmo Mal me quer, a partilha permanece a esmo Bem me quer, amo, a tudo e todos, sou feliz Mal me quer, tudo é tão rápido, por um triz Bem me quer, como é bom apreciar o amanhecer Mal me quer, a cada dia veloz é o envelhecer Bem me quer, sei mastigar a vida de solitário Mal me quer, não tenho ninguém no itinerário... Bem me quer... Luciano Spagnol

O tempo e eu Tudo se tornou tão conciso O tempo pequeno
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O tempo e eu Tudo se tornou tão conciso O tempo pequeno O sonho que preciso Um aceno... Tudo tão distante, indeciso Passando tão rapidamente Meus velhos amigos, indiviso Os cabelos brancos comumente Eu ali diante do tempo, sem opção Que passa velozmente, outrora recente Aquele tempo cheio de porção Que aos olhos era lentamente E livre de pensamentos o coração Abruptamente Calcei a meninice de pés no chão Que ficou no passado Trancado pelo tempo o portão Vai em frente Diz com decisão Friamente Quando de repente lágrimas de emoção Escrevem palavras de lembranças Retratando a casa da vovó, paixão O tempo agora, confiança Já é tão sucinto Mas com esperança Acumulado no recinto Da aliança Do tempo e o aprender A ter fé, nesta real dança De que ser feliz é amar no viver. Luciano Spagnol