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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

Mãos... Precisamos das mãos que laboram Das que tem essência e não choram Das que venham esculpir a esperança Das que não se mancham de vingança Precisamos de mãos postas para liberdade De mãos que não se esquecem da dignidade De mãos abertas contemplando em oração De mãos que erram, mas procuram solução Precisamos das mãos que amam e labutam Das que na vida ao irmão amigo escutam Das que abram as portas da compreensão Das que fecham pro preconceito no coração Precisamos de mãos que cavem o recomeço De mãos que escrevem histórias de apreço De mãos que falem a linguagem da emoção De mãos que gozem da dádiva da criação Precisamos das mãos com capacidade de cura Das que tragam luz ao dissabor da amargura Das que redirecionam os caminhos em vão Das que digam sim aos encontros com o não Precisamos das mãos, de mãos... Em louvor E que nos conduzam ao Criador Luciano Spagnol

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano