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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

Da saudade Saudade palavra agridoce Contigo o mel e o amargo Na secessão é tão precoce No desengano desencargo Da solidão A solidão não é estar só Seu silêncio é necessário Tem seu charme seu xodó Quietos no nosso breviário Ter solidão é de ti sentir dó E não ter qualquer destinatário Da tristeza De ti triste tristeza Só nos traz incerteza Afasta o belo da beleza Ora nos traz profundeza Ora nos traz aspereza Que seja então breve E nas tuas ruínas, leve Da sabedoria A sabedoria filha do entendimento Tão desentendida pelos homens Homens de guerras e sofrimento Na ganância de ter bens Como se fossemos dono de alguma coisa, somos momento. Da alegria Da alegria trago o sorriso Gargalhar se faz preciso Pro fado se fazer conciso E o pleno prazer indiviso Do amor Do amor se espera encanto Sem se frustrar na emoção Do outro se quer santo Se santo não é o coração Então se cria o espanto E no espanto a desilusão Mesmo assim, queremos tanto, tanto... Luciano Spagnol

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano